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A XP Investimentos espera uma queda de cerca de US$ 2 bilhões no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Petrobras (PETR3;PETR4) no terceiro trimestre de 2026, para US$ 17,8 bilhões, mesmo diante da alta dos preços internacionais dos derivados e do aumento da produção de petróleo.
A diferença está no repasse aos preços domésticos. A estatal manteve os preços dos combustíveis relativamente estáveis e não incorporou integralmente a alta das cotações internacionais aos preços praticados no mercado brasileiro. Com isso, a melhora dos derivados no exterior não deve aparecer na mesma proporção nos preços realizados pela companhia.
Ainda assim, a XP vê espaço para uma geração de caixa maior e, consequentemente, dividendos ligeiramente acima dos registrados no segundo trimestre.

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Segundo as estimativas preliminares da XP, a Petrobras deve distribuir cerca de US$ 3,8 bilhões em dividendos referentes ao terceiro trimestre, ante US$ 3,4 bilhões no trimestre anterior. O valor equivale a aproximadamente US$ 0,59 por ADR, com dividend yield de cerca de 2,8%.
Já a geração de caixa operacional aumentará em cerca de US$ 600 milhões na comparação trimestral, impulsionada principalmente pelo recebimento de subsídios governamentais relacionados aos combustíveis.
Até o momento, a Petrobras recebeu cerca de US$ 1,5 bilhão em subsídios acumulados no segundo trimestre. Por outro lado, os subsídios acumulados durante o terceiro trimestre, estimados pela XP em aproximadamente US$ 3,2 bilhões, devem pressionar o capital de giro no período e ser recebidos apenas nos trimestres seguintes.
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Na operação, a produção de petróleo deve ajudar a compensar parte da pressão sobre os resultados. A XP estima crescimento de cerca de 5% na produção média na comparação trimestral, principalmente devido aos maiores volumes do campo de Búzios.
Dividendos não refletidos no preço
A XP vê os dividendos projetados acima do que parece estar embutido nos preços das opções dos ADRs da Petrobras. Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 indicariam dividendos de cerca de US$ 0,18 por ADR, enquanto os vencimentos de janeiro de 2027 embutiriam aproximadamente US$ 0,41.
Para a XP, essa diferença sugere que o mercado pode estar subestimando o potencial de distribuição de dividendos da Petrobras no trimestre. Caso as estimativas se confirmem, o banco vê espaço para revisões positivas.
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A XP também não descarta a possibilidade de dividendos extraordinários no fim de novembro ou início de dezembro, após a divulgação do novo Plano de Negócios da Petrobras. Embora a administração tenha reiterado que não há espaço atualmente para esse tipo de distribuição, o banco avalia que a possibilidade não pode ser totalmente descartada diante dos preços elevados das commodities.
Na avaliação da XP, uma eventual retomada da discussão sobre dividendos extraordinários nas próximas semanas poderia representar uma surpresa positiva para o mercado.