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A Petrobras (PETR3;PETR4) divulga os seus resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25) nesta quinta-feira (6) após o fechamento da Bolsa, com o mercado concentrando suas atenções no pagamento de dividendos e já de olho no plano de negócios da companhia, a ser divulgado no fim de novembro.
A expectativa é de queda do lucro na base de comparação anual, dado o recuo das cotações do petróleo, mas devendo registrar um forte fluxo de caixa.
Cabe destacar que, no fim de outubro, a companhia divulgou seus dados de produção, atingindo novo recorde. A produção total própria de 3,1 milhões de boe (barris de óleo equivalente)/dia no 3T25, crescimento de 7,6% t/t (trimestralmente) e 16,9% a/a (anualmente), impulsionada principalmente pelo atingimento da capacidade máxima do FPSO Almirante Tamandaré (225 mil bpd, ou barris por dia) no campo de Búzios e pelo ramp-up (desenvolvimento da produção) das unidades Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão.
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Após os dados, a XP Investimentos passou a projetar um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de cerca de US$ 11,4 bilhões (+11,7% trimestralmente) e um lucro líquido de US$ 4,4 bilhões (-7,2% trimestre a trimestre). Do ponto de vista do fluxo de caixa ao acionista (FCFE), a expectativa é de de cerca de US$ 2,6 bilhões, com dividendos de US$ 2,2 bilhões (rendimento de dividendos de cerca de 3%).
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O Itaú BBA vê a Petrobras como destaque na temporada de resultados para o setor. A estatal, na visão dos analistas, reportou um excelente desempenho operacional o que, combinado com preços do petróleo ligeiramente mais altos no trimestre (+2% em relação ao trimestre anterior), corrobora a estimativa de Ebitda de US$ 11,6 bilhões (+13% em relação ao trimestre anterior) e um dividend yield (dividendo em relação ao preço da ação) de 3,1%, ou dividendo ordinário de US$ 2,2 bilhões.
O Bradesco BBI estima Ebitda de US$ 11,17 bilhões (9% maior em relação ao trimestre anterior), principalmente devido a: (i) um aumento de 200 mil barris por dia na produção de petróleo bruto em comparação com o 2T25; (ii) preços mais altos do Brent; e (iii) a ausência de reajustes nos preços do diesel ou da gasolina no 3T25.
“Ao mesmo tempo, projetamos um lucro líquido de US$ 5,403 bilhões, impulsionado pelo maior Ebitda, bem como pela variação cambial positiva relacionada à valorização do real”, avalia, o banco, destacando o pagamento de dividendos esperado de US$ 2,1 bilhões (contra US$ 1,5 bilhão no 2T25).

