Petrobras (PETR4) divulga seu balanço nesta quinta (6): o que esperar?

Os analistas esperam dividendos próximos de US$ 3 bilhões e Ebitda entre US$ 18 bilhões e US$ 19 bilhões para petroleira

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Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro
22/02/2021
REUTERS/Ricardo Moraes
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro 22/02/2021 REUTERS/Ricardo Moraes

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A Petrobras (PETR4) divulgará seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). Segundo analistas, a expectativa é para forte crescimento, apoiado tanto por maior produção, como observada na prévia operacional divulgada na semana passada, quanto pela alta do petróleo.

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Destaques:

Trimestre forte

Segundo projeções do Itaú BBA, o Ebitda deve ficar em US$ 18,4 bilhões, avanço de 54% em relação ao trimestre anterior, impulsionado por uma combinação de desempenho operacional sólido, alta de 24% nos preços do petróleo e receitas mais fortes com combustíveis no mercado doméstico, incluindo os efeitos dos subsídios.

Com isso, o banco estima que a estatal distribua US$ 3,1 bilhões em dividendos ordinários, o que representa um dividend yield de aproximadamente 3%.

Na avaliação do Itaú BBA, a geração de caixa da companhia continuará robusta, apesar do aumento dos investimentos. O banco projeta um capex caixa de US$ 4,6 bilhões no trimestre, já considerando que os investimentos de 2026 deverão superar a faixa inicialmente prevista pela empresa, refletindo a aceleração da execução de projetos no segmento de exploração e produção. Esse movimento reforça a estratégia da Petrobras de ampliar sua capacidade operacional e sustentar o crescimento futuro.

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Por outro lado, parte da melhora operacional deve ser compensada pela pressão do capital de giro. O Itaú BBA estima um consumo de US$ 4,5 bilhões nessa linha durante o trimestre, dos quais US$ 2,3 bilhões correspondem a créditos relacionados a subsídios que deverão ser recebidos apenas no terceiro trimestre.

Ainda assim, o banco avalia que a Petrobras segue como um dos principais destaques da temporada de resultados do setor, combinando forte geração de caixa, avanço operacional e perspectiva de remuneração relevante aos acionistas.

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Na mesma linha, Daniel Cobucci, analista CNPI do BB Investimentos, destacou que os dados operacionais divulgados pela Petrobras para o segundo trimestre vieram novamente em patamar forte.

O analista ressalta que Búzios foi o principal destaque operacional do período, ao registrar sucessivos recordes e superar a marca de 1,2 milhão de barris por dia.

Para Cobucci, os ganhos de eficiência operacional também tiveram papel importante, adicionando cerca de 70 mil barris por dia à produção na comparação com o mesmo período do ano passado.

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Em sua avaliação, a combinação entre a boa execução dos projetos do pré-sal e o baixo custo de extração continua ajudando a reduzir os impactos da volatilidade cambial e dos preços do petróleo sobre os resultados da companhia.

O BB Investimentos também chama atenção para o fortalecimento das operações de refino. A produção total de derivados avançou 5,6% em relação ao trimestre anterior e 10,9% na comparação anual, com recordes de produção de diesel S10 e querosene de aviação.

O maior nível de utilização das refinarias permitiu reduzir significativamente as importações, incluindo uma queda de 85% nas compras externas de diesel frente ao mesmo período de 2025. Além disso, as exportações cresceram 41% na base anual, levando as exportações líquidas a mais que dobrarem no período, o que deve contribuir positivamente para o desempenho financeiro da Petrobras no trimestre.

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Para o Bradesco BBI, os números operacionais divulgados pela Petrobras reforçam a expectativa de mais um trimestre forte para a companhia. A produção de petróleo alcançou 2,689 milhões de barris por dia, avanço de 4% em relação ao trimestre anterior, ligeiramente abaixo da estimativa do banco, de 2,720 milhões de barris por dia. Ainda assim, o desempenho do primeiro semestre ficou em torno de 2,6 milhões de barris diários, acima do ponto médio da meta de produção própria prevista no plano estratégico da estatal.

O banco destaca que a entrada em operação do FPSO P-79, iniciada em maio, deve continuar contribuindo para o crescimento da produção ao longo dos próximos trimestres, à medida que a plataforma avance em sua curva de ramp-up.

Além disso, a combinação entre maior produção de petróleo e uma taxa de utilização das refinarias de 101%, seis pontos percentuais acima da observada no trimestre anterior, fortaleceu a eficiência operacional da companhia.

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Na visão do Bradesco BBI, esse cenário reduziu a necessidade de importação de combustíveis, especialmente diesel, cujas compras externas recuaram 63% na comparação trimestral, ao mesmo tempo em que permitiu ampliar as exportações de petróleo em 12%.

O banco observa ainda que a redução das importações abre espaço para que outros agentes abasteçam o mercado brasileiro, estruturalmente deficitário em diesel. Com base nos números de vendas e produção divulgados pela estatal, o BBI mantém a expectativa de Ebitda entre US$ 18 bilhões e US$ 19 bilhões no trimestre, além de distribuição de dividendos próxima de US$ 3 bilhões.

Estimativas

IndicadorItaú BBABradesco BBI
Ebitda (2T26)US$ 18,4 bilhõesUS$ 18 bilhões a US$ 19 bilhões
Dividendos ordináriosUS$ 3,1 bilhõesCerca de US$ 3 bilhões
Dividend Yield3,0%Não informado
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Camille Bocanegra
Mercados | Mundo

Camille é jornalista do InfoMoney e atua como repórter de mercados e do Ibovespa Ao Vivo, cobrindo ações brasileiras e internacionais, além de acompanhar o mercado de câmbio. Antes disso, trabalhou na divisão editorial do Research da XP e possui graduação em Direito.