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As ações da Petrobras (PETR4) disparavam nesta segunda-feira (5), primeiro pregão após o primeiro turno das eleições, acompanhando a forte valorização dos ativos brasileiros e renovando máximas históricas.
PETR4 encerrou o pregão em alta de 8,19%, a R$ 55,36, depois de alcançar R$ 56,75 na máxima do dia. As ações ordinárias (PETR3) avançaram 6,68%, a R$ 60,40, após chegarem a R$ 62,00 na máxima.
O Ibovespa fechou em alta de 7,70%, aos 206.911 pontos. Durante a sessão, o principal índice da B3 chegou aos 209.605,70 pontos, maior nível intradiário da história.
A alta da Petrobras chamou atenção também porque ocorreu na contramão do petróleo no exterior. O Brent fechou em queda de 1,89%, a US$ 100,32 por barril, enquanto o WTI recuou 1,84%, a US$ 89,43.
Segundo a Reuters, os preços foram pressionados pelo aumento das exportações de petróleo do Oriente Médio e pelo compromisso do G7 de ampliar a oferta com a liberação de 100 milhões de barris de petróleo e diesel das reservas de emergência.
Com isso, o desempenho de PETR4 aparece nesta sessão muito mais associado à forte reprecificação dos ativos brasileiros e às expectativas para a companhia do que a um impulso vindo da commodity.
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PETR4 rompe recorde e atravessa três alvos
O movimento desta segunda também confirmou rapidamente uma sequência de níveis observados pela análise técnica antes da abertura.
Na sexta-feira, PETR4 havia fechado a R$ 51,20, após renovar a máxima histórica em R$ 51,35. Acima desse patamar, as primeiras projeções estavam em R$ 53,00, R$ 54,15 e R$ 55,55.
Com a máxima de R$ 56,75 nesta segunda-feira, a ação rompeu o recorde anterior e superou, ao longo do pregão, os três primeiros objetivos projetados antes da abertura.
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O próximo nível no radar gráfico aparece em R$ 57,85. Acima dele, ganha importância a região psicológica dos R$ 60.
A estrutura já era de alta antes do pregão, com o papel negociando acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Ao mesmo tempo, o movimento exigia atenção para o grau de esticamento: o IFR de 14 períodos estava em 72,12 pontos antes da abertura, já em região de sobrecompra.
Isso não representa, isoladamente, um sinal de reversão, mas a valorização adicional de 8,19% nesta segunda-feira reforçou o grau de esticamento do movimento.
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O fechamento em R$ 55,36 ocorreu ligeiramente abaixo do terceiro alvo técnico, de R$ 55,55, embora o papel tenha permanecido acima desse nível em parte da sessão e alcançado R$ 56,75 na máxima.
BBI eleva preço-alvo da Petrobras
O movimento ocorre também em um momento de revisão das expectativas fundamentalistas para a estatal.
O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da Petrobras para o fim de 2027 de R$ 52 para R$ 62 e aumentou a exposição à companhia em sua carteira de ações brasileiras.
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A revisão incorpora uma curva de produção maior, diante das recentes surpresas positivas da Petrobras, além de margens de diesel mais elevadas.
Na avaliação do banco, um eventual cenário de mudança política também poderia abrir espaço para venda de ativos, redução de custos e uma alocação de capital mais focada. O BBI ainda espera reajustes nos preços dos combustíveis após a eleição.
Considerando o fechamento de PETR4 a R$ 55,36 nesta segunda-feira, o preço-alvo de R$ 62 do BBI representa uma diferença de cerca de 12%.
O horizonte da projeção, porém, é o fim de 2027 e, portanto, não deve ser confundido com os objetivos de curto prazo da análise gráfica.
Eleição provoca reprecificação dos ativos
O pano de fundo é a forte reação do mercado ao resultado do primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
A reação alcançou ações, câmbio e juros durante todo o pregão. O Ibovespa chegou a superar os 209 mil pontos pela primeira vez e, mesmo perdendo parte da força durante a tarde, encerrou a sessão com valorização de 7,70%, aos 206.911 pontos.
“Esse primeiro momento de euforia é uma reprecificação da curva de juros e da política fiscal que deve ser adotada no próximo governo”, disse Felipe Cima, analista de renda variável da Manchester Investimentos, à Reuters.
A Petrobras também se descolou da commodity no exterior. Enquanto PETR4 terminou com ganho de 8,19% e PETR3 avançou 6,68%, o Brent caiu 1,89%, para US$ 100,32 por barril.
Para PETR4, portanto, o pregão reuniu três vetores: a reprecificação do mercado brasileiro após a eleição, a melhora recente das expectativas fundamentalistas para a companhia e o rompimento de máximas no gráfico. O petróleo, por sua vez, funcionou nesta segunda-feira mais como contraponto do que como combustível para a alta.