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Petrobras (PETR4) deve receber US$ 2,08 bi por fatia em campo de Búzios

CNOOC Petroleum Brasil manifestou o interesse no exercício da opção de compra de parcela adicional, de 5%, em área do pré-sal

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR4) informou nesta quarta-feira (29) que a CNOOC Petroleum Brasil manifestou o interesse no exercício da opção de compra de parcela adicional, de 5%, no Contrato de Partilha de Produção do Excedente da Cessão Onerosa, do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

Segundo fato relevante, o valor estimado a ser recebido pela Petrobras à vista no fechamento da operação pela parcela da CNOOC, com base no câmbio de R$ 5,42/US$, soma US$ 2,08 bilhões. Os valores serão atualizados até a data do fechamento da transação, acrescentou.

Desse montante, US$ 1,45 bilhão será pela compensação, “sujeito aos ajustes previstos no contrato, que considera a mesma data efetiva do Acordo de Coparticipação de Búzios de 01/09/2021”.

Já outros US$ 630 milhões referem-se ao reembolso do bônus de assinatura, referente a participação adicional da CNOOC.

“Essa opção de compra já estava prevista no contrato assinado com as parceiras no leilão do volume excedente ao Contrato de Cessão de Cessão Onerosa do campo de Búzios, realizado em 06/11/2019. A companhia ainda está aguardando o posicionamento da CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (CNODC)”, informou.

Sobre o impacto na curva de produção, a Petrobras afirmou que só iniciará após o fechamento da transação, “não sendo esperado impacto na meta de produção de 2021”.

Conforme a petroleira, a efetividade dessa transação está sujeita às aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Ministério de Minas e Energia (MME).

Em análise a clientes, Regis Cardoso, do Credit Suisse, diz que a informação é marginalmente negativa em termos de valor no longo prazo, mas positiva no curto prazo, por conta da entrada dos recursos no caixa.

O analista pontuou ainda que a CNODC também tem a opção de adquirir uma participação semelhante de 5% na Buzios PSC.

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Campo de Manati

Adicionalmente, a Petrobras informou que na segunda-feira (27) foi paralisada a produção de gás do campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu (BA).

Conforme a empresa, a parada ocorreu em virtude da ocorrência de um vazamento na porção terrestre de seu gasoduto de exportação.

“A operação do duto foi interrompida e equipes foram mobilizadas para o reparo, com previsão de retorno até o fim desta semana”, comunicou, ressaltando que as causas da ocorrência estão sendo apuradas.

Além disso, a empresa afirmou que não há risco de desabastecimento de gás ao mercado e a mantém os órgãos competentes informados.

A Petrobras é a operadora do campo de Manati, com 35% de participação, em parceria com a Enauta Energia S.A. (45%), GeoPark LTDA (10%) e Petro Rio Coral Exploração Petrolífera LTDA (10%).

A média de produção do campo em setembro/21 estava em 3,1 milhões de m3/dia, sendo 1,1 milhão de m3/dia a parcela Petrobras.

3R Petroleum notificação

Por fim, a Petrobras enviou uma notificação à 3R Petroleum Óleo e Gás informando que a Unidade de Processamento de Gás Natural III (UPGN III), localizada no ativo industrial de Guamaré, reduzirá sua capacidade de processamento entre os dias 28 de setembro e 11 outubro deste ano, para manutenção programada.

Neste período, as produções diárias de gás do campo de Sanhaçu e dos campos de Pescada e Arabaiana estarão limitadas a 60 mil m³ e 55 mil m³, respectivamente.

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“Não há impacto para a produção de óleo dos demais campos que compõem o Polo Macau, que representaram mais 97% da produção de óleo do respectivo Polo entre janeiro e agosto de 2021”, afirmou a 3R Petroleum, em comunicado ao mercado.

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