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As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) registram ganhos expressivos em um dia de novos ganhos para o mercado de petróleo. Às 11h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira (17), os papéis PETR3 subiam 2,08% (R$ 45,57) e os PETR4 avançavam 2,51%, a R$ 40,89, enquanto PRIO (PRIO3) tinha ganhos de 1,53% (R$ 57,66).
Os preços do petróleo subiram mais de 2% nesta sexta-feira, depois que os EUA e o Irã intensificaram os ataques em todo o Golfo Pérsico, com o transporte marítimo ameaçado por um possível fechamento do Mar Vermelho, além das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do petróleo Brent subiam 2,5%, para US$86,76 por barril, por volta das 11h (horário de Brasília). Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA avançavam mais de 3%, para US$81,55 no mesmo horário.
Ambos os índices de referência subiram cerca de 13% nesta semana, com o Brent a caminho de seu terceiro ganho semanal consecutivo e o WTI prestes a registrar o segundo.
As margens de refino do diesel atingiram níveis recordes na sexta-feira, com os futuros do gasóleo de baixo teor de enxofre chegando a US$66,25 acima do petróleo Brent.
O Oriente Médio é um grande exportador de diesel, e o fechamento do Estreito de Ormuz, bem como os ataques a refinarias de petróleo, causaram aperto nos mercados de combustíveis e impulsionaram os preços globalmente.
A quebra da trégua entre os EUA e o Irã resultou em uma queda nos fluxos de petróleo que saem do estreito. O Irã, por sua vez, pressionou o movimento houthi a fechar a rota do Mar Vermelho caso os EUA ataquem a infraestrutura energética iraniana.
O tráfego pelo Mar Vermelho aumentou significativamente desde o início da guerra no Irã devido ao redirecionamento das exportações de petróleo sauditas para longe de Ormuz, escreveram analistas do Commerzbank.
O Comando Central dos EUA informou na quinta-feira que as forças americanas haviam iniciado uma nova onda de ataques contra o Irã para enfraquecer ainda mais as capacidades militares iranianas.
“A segurança do petróleo ainda é uma questão crítica”, afirmou o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, na quinta-feira, em um evento do Conselho de Relações Exteriores em Washington.
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“Devemos nos preocupar, e eu estou preocupado, se a situação não melhorar nas próximas semanas”, disse ele.
(com Reuters)
