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As ações de Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3) registraram fortes altas na sessão desta quarta-feira (14), levando a uma sessão de forte ânimo para o Ibovespa.
Petrobras, ainda que longe das máximas, fechou com alta expressiva: PETR3 subiu 3,63% (R$ 34,24) e PETR4 avançou 2,73% (R$ 31,99).
A alta do petróleo guiou os ganhos da companhia durante boa parte do pregão. O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 1,42% (US$ 0,87), a US$ 62,02 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,6% (US$ 1,05), a US$ 66,52 o barril. Ambos renovaram maiores níveis desde outubro e setembro de 2025, respectivamente.
Contudo, no fim do pregão da B3, houve uma virada da commodity no mercado futuro, o que fez com que os ganhos se amenizassem. A mudança de sinal da commodity em Londres e Nova York ocorreu após declarações do presidente americano, Donald Trump. O petróleo, que subia quase 2% mais cedo, chegou a cair quase 3% nas duas praças no fim da tarde, com a observação de Trump, no sentido de que execuções de manifestantes no Irã teriam acabado.
O comentário foi interpretado como uma redução de tom na retórica do presidente dos EUA, que havia sinalizado a intenção de mobilizar inclusive meios militares contra o país persa, importante produtor de petróleo, caso prosseguisse a repressão de manifestantes que resultasse em mortes.
Para Luise Coutinho, head de produtos e alocação da HCI Advisors papéis que estão entre os carros-chefes da B3, como os de Vale, Petrobras também foram favorecidos por fluxos de compra na sessão, em razão de “recomendações positivas de grandes bancos de investimento para o mercado brasileiro”.
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Analistas do UBS BB cortaram o preço-alvo das preferenciais da estatal de R$ 42 para R$ 40, mas reiteraram a recomendação de compra, citando níveis sólidos de produção e expectativa de que o preço do petróleo Brent não caia de forma significativa.
Ainda em destaque, está o noticiário político. Pesquisa Genial/Quaest mostra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno nas eleições de 2026, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 14. No levantamento anterior, divulgado em 16 de dezembro, Lula tinha 46% e Flávio, 36%.
Em uma disputa contra governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Lula tem 44% das intenções de voto contra 39% do adversário. Em comparação com o levantamento anterior, o atual presidente oscilou um ponto porcentual para cima, enquanto o governador cresceu de 35% para 39%.
A despeito de o presidente Lula liderar todos os cenários de primeiro turno se as eleições fossem hoje, conforme a pesquisa, o índice de rejeição de Tarciso e Flávio diminuiu, destaca Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital. “Embora Tarcísio nem tenha sido lançado candidato e nem sabemos se será, a rejeição está diminuindo em relação a Lula, passando a ficar competitivo, o que pode dar espaço para virar o jogo”, diz. “Ainda assim, Lula segue como favorito.” O noticiário eleitoral deve movimentar bastante as ações da petroleira durante o ano de 2026.
Enquanto isso, VALE3 avançou 4,74% (R$ 78,92), mesmo em pregão com variação modesta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou a sessão do dia com acréscimo de 0,06%.
Dados mostraram que as importações de minério de ferro pela China atingiram recorde em dezembro.
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As exportações de aço da China atingiram um recorde mensal em dezembro, segundo dados da Administração Geral de Alfândega, impulsionadas pela antecipação de cargas depois que Pequim anunciou exigências de licenças para embarques a partir de 2026.
‘As fortes exportações continuaram a compensar a fraca demanda’, apontou um relatório do ANZ.
As importações de minério de ferro também atingiram recorde em dezembro, assim como no ano passado, já que os baixos estoques e as melhores margens de aço incentivaram as usinas a reservar mais cargas.
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(com Reuters e Estadão Conteúdo)
