Petrobras perde R$ 53 bilhões em 2013 e tem 3° pior bimestre da história

Outro peso pesado do Ibovespa que vê seu valor de mercado recuar nos primeiros meses deste ano é a Vale, em R$ 22,7 bilhões, segundo cálculos da Economática

Paula Barra

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SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3; PETR4) registrou o terceiro pior bimestre de sua história em 2013, segundo cálculos da Economática. Nos dois primeiros meses deste ano, a estatal viu seu valor de mercado recuar R$ 53,9 bilhões. 

Segundo a consultoria, o valor de mercado da empresa encolheu oito vezes no primeiro bimestre do ano desde 1994, sendo que as maiores perdas foram em 2008, quando recuou R$ 205,93 milhões, e em 2011, época em que caiu R$ 88,68 milhões. 

Desde o fim de 2010, a estatal perdeu R$ 179,3 bilhões em valor de mercado – passou de R$ 380,2 bilhões para R$ 200,9 bilhões no último dia 28 de fevereiro.

No mesmo período, outra empresa campeã em investimentos, a Vale (VALE3; VALE5) viu seu valor de mercado cair R$ 82,6 bilhões, já que no final de 2010 a empresa tinha R$ 275 bilhões e ontem fechou com R$ 192,3 bilhões. 

O valor de mercado da mineradora caiu R$ 22,7 bilhões no primeiro bimistre deste ano – e representa a terceiro baixa no primeiro bimestre desde 2004. Em 2008, o valor de mercado da Vale recuou R$ 133,79 bilhões, e em 2011, caiu R$ 77,06 bilhões. 

Atuamente, a Petrobras é a segunda maior empresa por valor de mercado no Brasil, atrás apenas da Ambev (AMBV3; AMBV4). A Vale ocupa a terceira posição, mas com uma diferença de apenas 4,4% da petrolífera. 

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Resultados ruins em 2012
As duas empresas sofreram com resultados ruins em 2012. A Petrobras encerrou o ano passado com lucro líquido de R$ 21,18 bilhões – o mais baixo em oito anos – resultado que gerou apreensão no mercado, e levou as ações ordinárias (também impactadas pelo corte de dividendos nessa classe de ativos) ao menor patamar desde 2005

Já a Vale viu seu lucro líquido cair 74,5% em relação ao resultado de 2011, indo para R$ 9,73 bilhões, em meio a preços mais baixos do minério de ferro ao longo do ano passado e a fatores contábeis, que resultaram em prejuízo de mais de R$ 5 bilhões no quarto trimestre.