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Petrobras perde força após disparar 12%; Vale zera ganhos de até 5%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

12h50: Vale (VALE3, R$ 9,41, 0,0%; VALE5, R$ 7,26, +1,11%)
O mercado sofreu reviravolta a partir das 12h (horário de Brasília), com as ações da Vale e Petrobras ganhando força e levando o Ibovespa para a máxima do dia. O movimento, no entanto, foi perdendo força passados 40 minutos, com as ações da Vale virando zerando alta de 5% na máxima do dia. Descoladas, as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 3,29, +1,23%), holding que detém participação na mineradora, seguem ganhos acima de 1%. Além da euforia do mercado interno, os papéis são sustentados pela alta do preço do minério de ferro, que subiu 0,5% no mercado à vista chinês, indo a US$ 41,50 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index.  

12h46: Rumo Logística (RUMO3, R$ 1,83, +9,58%)
As ações da Rumo seguem disparada da véspera nesta sessão, após encerrar ontem como a maior alta do Ibovespa, com salto de 11%, embora ainda figurem como a pior ação do índice no ano, acumulando queda de cerca de 70%. A euforia nos últimos dois dias (+21%) faz os papéis operarem entre leilões nesta sessão. O preço-teórico deste momento aponta que os papéis devem voltar a negociar com alta de quase 10%. 

Ontem, o comitê de investimento do FI-FGTS aprovou ontem um aporte de R$ 1 bilhão na companhia por meio de emissão de debêntures conversíveis. Essa estrutura já estava em negociação nos últimos meses como parte do funding para viabilizar o plano de capex (investimentos em bens de capital).

Segundo o BTG Pactual, trata-se de mais um passo para a execução desse aporte, mas a estrutura final da operação ainda deve ser decidida e anunciada em breve. Além disso, os analistas esperam ouvir em breve mais detalhes relacionados com o novo plano de aumento de capital, além da revisão do plano de capex.

As ações estão muito voláteis, mas uma vez que essas questões descritas acima forem endereçadas, há bastante potencial de alta para o papel, comentaram os analistas. 

12h42: Petrobras (PETR3, R$ 6,72, +2,75%; PETR4, R$ 4,72, +3,06%)
As ações da Petrobras dispararam a partir das 12h (horário de Brasília), após arrancada do petróleo no mercado internacional, mas voltaram a perder passados 40 minutos. Apesar de ter amenizado, o preço do petróleo Brent registrava alta de 5,77%,a  US$ 35,01. Na máxima do dia, as ações atingiram alta de 12%, com as preferenciais voltando para o patamar dos R$ 5,00, perdido esse mês.

Lá fora, o petróleo disparou depois de relatório da Interfax dizer que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) irá se reunir, em fevereiro, para discutir um corte na produção da commodity. O ministro russo, Alexander Novak, disse que a Arábia Saudita entregou uma proposta para que ambas as nações cortem sua produção em 5%. Da parte da Rússia, isso representaria um corte de 500 mil barris por dia.  

A ação da estatal reflete também a coletiva de imprensa da estatal, realizada nesta manhã, para comentar corte de gerências e redução de custo em R$ 1,8 bilhão por ano. (Clique aqui para conferir os destaques). Durante a coletiva, o presidente da estatal, Aldemir Bendine, afirmou que o programa foi bem estruturado e que será aprofundado ao longo do tempo. Nesta manhã, a petroleira anunciou revisão em seu modelo de gestão e governança, o que acarretará na demissão, segundo a própria empresa, de pelo menos 30% dos cargos gerenciais em áreas não operacionais.

Em comunicado divulgado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a companhia informou que seu Conselho de Administração aprovou o novo modelo de gestão e governança. “A revisão do modelo ocorre em função da necessidade de alinhamento da organização à nova realidade do setor de óleo e gás e da priorização da rentabilidade e disciplina de capital”, disse a empresa. 

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Além disso, vale ressaltar que o fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, colocou seu investimento na Petrobras sob observação após o envolvimento da estatal no maior escândalo de corrupção do Brasil. O fundo de mais de US$ 800 bilhões, encarregado da gestão dos recursos provenientes do petróleo na Noruega, disse nesta quinta-feira que a decisão ocorreu com base no seu conselho de ética.  No fim de 2014, o fundo detinha fatia de US$ 163 milhões na Petrobras International Finance, subsidiária incorporada em Luxemburgo, e participação de US$ 38 milhões na Petrobras Global Finance, incorporada na Holanda, segundo o relatório anual do banco. 

E, segundo o jornal Valor Econômico, a Petrobras registrou poço seco em área central de Libra. O jornal destacou que a estatal comunicou à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) a sua nona descoberta de petróleo no Campo de Libra, o maior projeto no pré-sal brasileiro, leiloado pelo governo por R$ 15 bilhões em 2013. Contudo, o banco de dados de exploração e produção da ANP, que reúne todo o histórico de perfurações da indústria petrolífera, mostra que Libra não tem dado apenas notícias boas e que a estatal perfurou um poço seco no campo, no ano passado. 

O resultado ruim no quarto poço perfurado está longe de atestar o fracasso de Libra, que ainda está ainda em fase inicial de exploração e considerado pela indústria um dos maiores campos do mundo. “Mas o sinal de alerta foi ligado. Isso porque o poço seco, abandonado definitivamente, foi perfurado na área central do campo, o que coloca em dúvida a ideia de que o reservatório gigante de Libra é homogêneo e tem óleo distribuído por toda sua estrutura”, informa o jornal.

Por fim, os bancos credores da Sete Brasil, criada para construir e administrar as sondas da Petrobras no pré-sal, fecharam acordo para prorrogar por quatro meses a dívida da empresa, que já chega a R$ 14 bilhões. Uma das exigências para o novo prazo foi receber R$ 4,2 bilhões da garantia dos financiamentos, segundo O Estado de S. Paulo. O pagamento será feito com recursos do Fundo de Garantias para a Construção Naval (FGCN), administrado pela Caixa.

11h43: Educacionais
As ações da Estácio (ESTC3, R$ 10,15, -5,76%) lideram as perdas do setor de educação e do Ibovespa nesta sessão, caminhando para sua 11ª queda em 12 sessões, período em que acumula expressivas perdas de 22%. Com a derrocada, os papéis renovam mínima de agosto de 2012.

Na terça-feira, os papéis do setor, em especial a Ser Educacional (SEER3, R$ 6,77, +1,80%), foram beneficiados por novidades sobre o Fies. Naquele pregão, a ação da empresa subiu 12%. Hoje, somente as ações da Ser têm alta, enquanto as demais Kroton (KROT3, R$ 7,66, -2,42%) e Anima (ANIM3, R$ 9,35, -1,58%) operam no negativo.  

11h31: Petrobras (PETR3, R$ 6,42, -1,83%; PETR4, R$ 4,42, -3,28%)
Em meio à reviravolta do mercado, que abriu em alta e passou para forte queda, as ações da Petrobras afundaram 7% da máxima para mínima desta sessão, quando os papéis preferenciais registravam queda de 4,8% em relação ao fechamento de ontem, a R$ 4,35. A ação bateu mínima assim que a estatal começou a falar, em coletiva de imprensa nesta manhã, para comentar sobre revisão de gestão e corte de cargos. (Clique aqui para acompanhar).

Os papéis neste momento, no entanto, amenizam um pouco as perdas e caem entre 2 e 3%. O presidente da estatal, Aldemir Bendine, afirmou no início da coletiva que o programa foi bem estruturado e que será aprofundado ao longo do tempo. Nesta manhã, a petroleira anunciou revisão em seu modelo de gestão e governança, o que acarretará na demissão, segundo a própria empresa, de pelo menos 30% dos cargos gerenciais em áreas não operacionais.

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Em comunicado divulgado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a companhia informou que seu Conselho de Administração aprovou o novo modelo de gestão e governança. “A revisão do modelo ocorre em função da necessidade de alinhamento da organização à nova realidade do setor de óleo e gás e da priorização da rentabilidade e disciplina de capital”, disse a empresa. 

A apressão do mercado com a coletiva, ofusca a alta do preço do petróleo no mercado internacional, que busca sua terceira alta seguida. Nesta momento, o petróleo Brent registrava alta de 1,06%, a US$ 33,45 o barril. 

Além disso, vale ressaltar que o fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, colocou seu investimento na Petrobras sob observação após o envolvimento da estatal no maior escândalo de corrupção do Brasil. O fundo de mais de US$ 800 bilhões, encarregado da gestão dos recursos provenientes do petróleo na Noruega, disse nesta quinta-feira que a decisão ocorreu com base no seu conselho de ética.  No fim de 2014, o fundo detinha fatia de US$ 163 milhões na Petrobras International Finance, subsidiária incorporada em Luxemburgo, e participação de US$ 38 milhões na Petrobras Global Finance, incorporada na Holanda, segundo o relatório anual do banco. 

E, segundo o jornal Valor Econômico, a Petrobras registrou poço seco em área central de Libra. O jornal destacou que a estatal comunicou à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) a sua nona descoberta de petróleo no Campo de Libra, o maior projeto no pré-sal brasileiro, leiloado pelo governo por R$ 15 bilhões em 2013. Contudo, o banco de dados de exploração e produção da ANP, que reúne todo o histórico de perfurações da indústria petrolífera, mostra que Libra não tem dado apenas notícias boas e que a estatal perfurou um poço seco no campo, no ano passado. 

O resultado ruim no quarto poço perfurado está longe de atestar o fracasso de Libra, que ainda está ainda em fase inicial de exploração e considerado pela indústria um dos maiores campos do mundo. “Mas o sinal de alerta foi ligado. Isso porque o poço seco, abandonado definitivamente, foi perfurado na área central do campo, o que coloca em dúvida a ideia de que o reservatório gigante de Libra é homogêneo e tem óleo distribuído por toda sua estrutura”, informa o jornal.

Por fim, os bancos credores da Sete Brasil, criada para construir e administrar as sondas da Petrobras no pré-sal, fecharam acordo para prorrogar por quatro meses a dívida da empresa, que já chega a R$ 14 bilhões. Uma das exigências para o novo prazo foi receber R$ 4,2 bilhões da garantia dos financiamentos, segundo O Estado de S. Paulo. O pagamento será feito com recursos do Fundo de Garantias para a Construção Naval (FGCN), administrado pela Caixa.

11h20: Fibria (FIBR3, R$ 43,15, -0,94%)
As ações da Fibria viraram para queda, com a virada da Bolsa para o negativo, apesar da leitura positiva do mercado sobre o balanço do 4° trimestre da empresa. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 1,93%, a R$ 44,44.

O Credit Suisse destacou que a companhia teve números fortes para o quarto trimestre, com uma performance operacional em linha com as estimativas e uma forte margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) de 54,4%, explicada por uma robusta receita líquida e custo de caixa sob controle. Já o Bradesco BBI comentou que os resultados foram impulsionados principalmente pelos preços da celulose mais efetivos em reais por tonelada, com a depreciação de 9% do real mais do que compensando os preços menores em dólares. Mesma observação feita por analistas do Haitong, que mantiveram recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 62,00 por ação. 

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Para o Itaú BBA, os resultados de 2016 provavelmente devem continuar melhorando, com expectativa de que o setor de celulose continue registrando resultados melhores ao longo de 2016, devido a: um real mais fraco, que irá mais do que compensar os preços em declínio da celulose em dólar (a receita por tonelada chegou a R$ 2.264 no 4° trimestre, a um câmbio médio de R$ 3,85, em comparação com a estimativa atual de R$ 4,27 para o dólar este ano); e menores custos-caixa de produção. Considerados esses fatores, o banco espera que a Fibria informe números recordes para o Ebitda, geração de fluxo de caixa e ROE (Retorno por ação) este ano.

A companhia reportou receita recorde no ano de R$ 10,08 bilhões, uma alta de 42% ante os R$ 7,08 de 2014. Considerando apenas os três últimos meses, a receita bateu R$ 2,98 bilhões, um aumento de 49% contra o mesmo período do ano anterior. Enquanto isso, a companhia reverter o prejuízo de R$ 128 mil do quarto trimestre de 2014 em um lucro de R$ 910 mil no fim do ano passado. No ano, o lucro atingiu R$ 357 mil, uma alta de 119%. Segundo a empresa, este valor “será majoritariamente destinado para pagamento de dividendos”.

11h07: Usiminas (USIM5, R$ 0,88, -2,22%)
Segundo o BTG Pactual, o tema aumento de capital da Usiminas tem voltado à tona no mercado, surgindo notícias de que essa seria a única saída para a companhia. Os analistas do banco lembraram que, em outubro do ano passado, já alertaram para a fragilidade do balanço e da necessidade de algumas iniciativas. “A situação atual é crítica, com a alavancagem caminhando para 15 vezes rapidamente, queima de caixa de 30% a 35%, R$ 1,5 bilhão em dívidas vencendo no curto prazo, com custo de refinanciamento alto (CDI +4%) e com boa parte do caixa ligado à Musa (joint venture com a Sumitomo).

Elaborando melhor a ideia do aumento de capital, o BTG Pactual estima necessidade de R$4 bilhões, o que levaria a alavancagem para 3,5 vezes a 4 vezes, mas, em contrapartida, altamente diluitivo (4 vezes do valor de mercado). O banco segue com visão de cautela para o case.

11h06: Tupy (TUPY3, R$ 17,00, -0,64%)
A Tupy anunciou a renúncia do CFO, Leonardo Gadelha, que será efetiva em 1 de fevereiro, e nomeação de Thiago Struminski, que era diretor de planejamento estratégico e fusões e aquisições. Gadelha foi chave na implementação/execução de várias iniciativas de autoajuda na Tupy nos últimos dois anos. 

A Citi Corretora vê a mudança como neutra pra a ação, dado que Struminski esteve ativo nas mudanças estratégicas que ocorreram na Tupy nos anos recentes – a mais notável foi a oferta de R$ 524 milhões no final de 2013. A corretora manteve recomendação de compra para a ação, dada a sua exposição à sólida demanda de um mercado desenvolvido (cerca de 70% das vendas) e das ativas iniciativas de autoajuda para compensar a fraca demanda no Brasil.

10h59: B2W e Lojas Americanas
A recomendação para as ações da B2W Digital (BTOW3, R$ 13,53, -3,36%) e da Lojas Americanas (LAME4, R$ 17,51, -1,68%) foi rebaixada de neutra para underweight (exposição abaixo da média) pelo JPMorgan. O preço-alvo para as Lojas Americanas é de R$ 13,50, enquanto o preço-alvo para a B2W é de R$ 12,50 para 18 meses. 

10h36: JBS (JBSS3, R$ 8,65, +2,85%)
As ações da JBS têm primeira sessão de alta após derrocada de 21% nos últimos dois pregões, em meio à denúncia do Ministério Público Federal contra o CEO do grupo, Joesley Batista e mais sete executivos, incluindo os do Banco Rural, por crime contra o Sistema Financeiro Nacional. Ontem, os papéis bateram o menor patamar desde julho de 2014.  

10h07: Bradesco (BBDC4, R$ 17,48, +0,69%)
O Bradesco anunciou um aumento de 14% em seu lucro líquido no acumulado anual, passando de R$ 15,08 bilhões em 2014 para R$ 17,19 bilhões no ano passado. No quarto trimestre, os ganhos cresceram em relação ao três meses anteriores. De R$ 4,12 bilhões, o lucro passou para R$ 4,35 bilhões, alta de 5,6%.

A carteira de crédito expandida no último trimestre somou R$ 474,0 bilhões, mostrando estabilidade em relação ao trimestre anterior. As micro, pequenas e médias empresas e as grandes empresas registraram queda de 1,2% e de 0,8%, respectivamente. Já a pessoa física cresceu 1,7% no período.

O índice de inadimplência das operações com atrasos superiores a 90 dias, aumentou, principalmente, em função do menor ritmo de crescimento da carteira de crédito e pelo processo de desaceleração da atividade econômica. De setembro para dezembro, a taxa subiu de 3,81% para 4,06%.