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Petrobras, OPA, JBS e mais 9 notícias agitam o radar desta sexta-feira

Confira abaixo os principais destaques corporativos desta manhã; a matéria será atualizada até a abertura da Bovespa às 10h (horário de Brasília)

Por  Paula Barra

SÃO PAULO – O noticiário corporativo aparece bem movimentado nesta sexta-feira. Nos destaques, a Petrobras (PETR3PETR4), entre entrevista com Aldemir Bendine, possível aporte de chineses e anúncio da data da divulgação do seu balanço do segundo trimestre. Ontem, a companhia confirmou que irá divulgar seu balanço dos meses de abril a  julho no dia 6 de agosto, após o fechamento do pregão.

Além disso, uma reportagem do Estadão aponta que a companhia negocia com chineses aporte para concluir a Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), mas só deve anunciar em janeiro de 2016. Na última segunda-feira, durante a divulgação do plano de negócios, o presidente da estatal, Aldemir Bendine, confirmou a conclusão da segunda unidade de refino e das unidades petroquímicas dependem de parcerias. 

Vale mencionar ainda a entrevista do presidente da estatal, Aldemir Bendine, à Globo News. O executivo afirmou possível abertura de capital da subsidiária BR Distribuidora, que pode variar entre 25% até um patamar mais “ousado”. À respeito da discussão no Congresso sobre alteração da legislação do pré-sal, Bendine afirmou que é “inoportuna”. O executivo disse também não ver dificuldades para que as empresas arroladas na Operação Lava Jato voltem a trabalhar com a companhia, desde que se adaptem às novas regras que estão sendo implantadas pela estatal. 

Ainda envolvendo a companhia, a QGEP, Queiroz Galvão Exploração e Produção, informou que a Petrobras concluiu a perfuração do segundo poço de extensão de Carcará, na Bacia de Santos, no Bloco BM-S-8, Bacia de Santos, onde foi identificada acumulação de óleo leve nos reservatórios do pré-sal. As duas empresas são sócias na região.

Em uma quarta notícia, a estatal e o consórcio QGI, formado por Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás, chegaram a acordo para construção dos módulos e integração das plataformas P-75 e P-77, no estaleiro do consórcio no Polo Naval de Rio Grande (RS), disse nesta quinta-feira o prefeito da cidade, Alexandre Lindenmeyer. Representantes do QGI se reuniram com a diretoria de Engenharia, Tecnologia e Materiais da Petrobras na quinta, para discutir se as obras permaneceriam no estaleiro brasileiro, explicou o prefeito.

Braskem
Um segundo escritório de advocacia americano ajuizou uma ação coletiva contra a Braskem (BRKM5) em Nova York, representando o acionista Carmine Vitolo, que sofreu prejuízo com ADRs (American Depositary Receipts) da petroquímica, segundo informações do Valor Econômico.

Assim como a ação ajuizada ontem pelo escritório americano Scott+Scott, a ação apresentada quinta pelo Glancy Prongay & Murray representa os acionistas que compraram ADRs da Braskem entre 1º de junho de 2010 e 11 de março deste ano. A Braskem é acusada de violar às leis do mercado de capitais dos Estados Unidos, ao fornecer informações e materiais falsos, que inflaram os preços das ações. As acusações de pagamento de propina à Petrobras são citadas pelo texto da ação.

Petros
O conselho do Petros, fundo de pensão do funcionários da Petrobras (PETR3; PETR4), deve analisar uma lista de 12 empresas nas quais têm participação relevante e poderá reduzir ou zerar exposição, segundo reportagem do Valor, além da Oi (OIBR4), cuja fatia é menor do que 5%. A ideia seria adotar uma postura mais conservadora e dar ênfase a títulos públicos.

Fontes ouvidas pelo jornal apontaram que a lista de empresas em que a Petros tem fatia relevante, ao redor de 10%, e que está em análise, inclui: a BRF (BRFS3), com 12,5%; Itaúsa (ITSA3), 15,05%; Totvs (TOTS3), 9,81%; Iguatemi (IGTA3), 10,20%; BR Properties (BRPR3), 10,48%; Dasa (DASA3), 10%; Marcopolo (POMO4), 9,29%; Paranapanema (PMAM3), 11,81%; Log-In (LOGN3), 12,80%; Fras-Le (FRAS3), 8,48%; BR Pharma (BPHA3), 10%; e Indústria Romi (ROMI3), 10,20%. 

Segundo a XP Investimentos, é importante ficar de olho, pois não existe liquidez para vários desses ativos, caso das ações ordinárias da Itaúsa. 

JBS
A JBS (JBSS3) teve sua perspectiva alterada de positiva para estável pela agência de classificação de risco, S&P. Segundo a agência “uma política financeira mais clara nos próximos 12 a 18 meses e a manutenção das métricas financeiras podem resultar em um upgrade”.

Ontem, a companhia anunciou a aquisição de bens, propriedades, direitos e obrigações de titularidade da Cargill Meat relacionados à criação, compra e abate de suínos e ao processamento e venda de carne suína, por US$ 1,45 bilhão, livre de dívidas, podendo ser ajustado no fechamento da Operação, pela variação do capital de giro líquido e dos passivos de longo prazo da Cargill Pork.

“Essa Operação está alinhada com a estratégia da JBS de longo prazo de crescimento em produtos com maior valor agregado, ampliando a base de clientes, tanto no mercado interno quanto em exportações”, afirmou a companhia em comunicado.

Eletrobras
A Moody’s rebaixou o bônus global de US$ 1,750 bi com vencimento em 21/10/2021 da Eletrobras (ELET3; ELET6) de Ba1 para Ba2, com perspectiva negativa. De acordo com a agência de classificação de risco, os principais motivos para o rebaixamento são a pressão financeira e o risco de execução associados com o ambicioso programa de gastos de capital da empresa, a fraca geração interna de caixa e a expectativa de deterioração na posição de liquidez da companhia.

Elétricas
A Apine (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica) conseguiu livrar as usinas hidrelétricas que representa de todas as despesas relacionadas ao risco hidrológico. A liminar foi concedida pela juíza Adverci Rates Mendes de Abreu da 20ª Vara Federal do Distrito Federal.

Os efeitos da decisão serão aplicados em agosto, quando será feita a contabilização da energia produzida em junho. Com outras liminares já concedidas, praticamente todas as companhias estão protegidas, o que, por consequência, onera aquelas que optaram por não apelar ao Judiciário, como Eletrobras, Cemig (CMIG4), Light (LIGT3), Cesp (CESP6) e outras usinas de menor porte. Diante do cenário, tudo indica que o governo vai propor um acordo para evitar que o sistema de pagamentos do setor elétrico entre em colapso.

Light – parte II
A Light (LIGT3) venderá sua fatia na Renova Energia por US$ 250 milhões, com o objetivo de fortalecer seu capital de giro e desenvolver outros projetos. A operação, que envolve 15,87% da Renova, será realizada entre Light Energia e SunEdison, mediante o pagamento em ações no fechamento da transação, que ainda não tem data definida. 

Segundo o Santander, embora o preço proposto esteja acima do custo inicial de aquisição e dos preços de mercado, é inferior à meta total potencial da Renova. O acordo ainda depende do voto do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico). Para o Bradesco BBI, é positivo já que permite à Light desalavancar no curto prazo, possivelmente levando a aumento nos dividendos tendo em vista os resultados de 2015. 

Educacionais
O Ministério da Educação define as regras de seleção de estudantes a serem financiados com recursos do Fies no segundo semestre de 2015, segundo portaria normativa publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira. Os interessados terão que assinar o termo até 17 de julho.  

Taesa
A Taesa (TAEE11) informou hoje que foram encerradas as negociações entre o FIP Coliseu e a Empresas Públicas de Medellín acerca da alienação de 35,71% das ações ordinárias, representativas de 22,14% do total de ações, de emissão da companhia, conforme informado em Comunicado ao Mercado divulgado no dia 17 de abril de 2015.

Lojas Renner
A Lojas Renner (LREN3) vai propor em assembleia geral extraordinária realizada hoje o desdobramento de uma ação em cinco. 

CVC
A CVC (CVCB3) informou que suas reservas confirmadas cresceram 12,9% no segundo trimestre de 2015 na comparação anual. Segundo o BTG Pactual, as vendas sólidas seguem sustentando “crescimento expressivo” de reservas apesar da desaceleração macroeconômica. 

CelgPar
O Governo do Estado de Goiás, acionista controlador da CelgPar (GPAR3), decidiu formular oferta pública para aquisição da totalidade das ações da companhia, com finalidade de cancelar seu registro de companhia aberta e, consequemente, sua saída da BM&FBovespa. A proposta é para pagamento de R$ 0,62 por ação ordinária da companhia.

(com Reuters e Bloomberg)

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