Petrobras obtém licença do Ibama; Agrenco anuncia contrato com Delta

Ainda entre os destaques corporativos, Minerca conclui oferta de recompra antecipada; SLC Agrícola confirma planos de crescimento este ano

Plataforma de Petróleo
Plataforma de Petróleo

Publicidade

*Atualizado às 9h50 (horário de Brasília)

SÃO PAULO – Os mercados iniciam esta quinta-feira (14) repercutindo uma série de dados econômicos internacionais. O PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro retraiu 0,6% no quarto trimestre, enquanto no Japão a atenção volta-se para o anúncio do Banco Central, que manteve a política monetária, uma vez que a recente queda do iene e sinais de recuperação na demanda global oferecem algum alívio à economia. 

Já por aqui, os destaques ficam com o noticiário corporativo. A Petrobras (PETR3; PETR4) obteve licença de operação do Ibama para exploração de poços de petróleo no litoral do Ceará e Rio Grande do Norte, noticiou o Valor. A autorização foi assinada pelo presidente do Ibama, Volney Zanardi. 

Os blocos autorizados, BM-POT-16 e BM-POT-17, estão localizados na Bacia Potiguar, próxima da costa do município de Icapuí, no Ceará. 

MPX comunica sincronização de 2° turbina na Usina de Parnaíba I
A MPX Energia (MPXE3) comunicou ao mercado que a segunda turbina da Usina Termelétrica Parnaíba I, com capacidade instalada de 169 MegaWatts, realizou a primeira sincronização com o Sistema Interligado Nacional, e está operando em teste desde então.

A primeira turbina da UTE Parnaíba I está gerando capacidade plena desde 20 de janeiro de 2013, tendo sido autorizada a iniciar geração comercial em 1 de fevereiro de 2013. Com a sincronização da segunda turbina, a usina atingiu a potência nominal de 338 MW, com consumo de gás natural equivalente a 2,1 milhões de m³ por dia. 

Continua depois da publicidade

A UTE Parnaíba I, parceria de 70/30 entre MPX e Petro Energia, é composta por quatro turbinas à gás de 169 MW cada, totalizando uma capacidade instalada de 676 MW. 

Agrenco anuncia assinatura de contrato com Delta
A Agrenco Limited (AGEN11), holding que controla a Agrenco Brasil, empresa de processamento de soja que está em regime de recuperação judicial desde 2009, comunicou ao mercado na quarta-feira (13) a assinatura de um contrato com a Delta Serviços e Investimentos. Antes do anúncio, as ações se valorizaram em 50% na sessão, para R$ 0,60.

O contrato consiste na prestação de serviços pela Delta para realizar a adesão e representação da empresa como agente junto a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), bem como gerenciar os contratos de energia elétrica e assessorar a companhia na contratação e comercialização de energia elétrica no mercado livre.

Continua depois da publicidade

Minerva conclui oferta de recompra antecipada
A Minerva (BEEF3) informou que concluiu a oferta de recompra de títulos representativos de dívida emitidos no exterior por subsidiárias da companhia, com vencimentos previstos para 2017, 2019 e 2022. Foram recomprados US$ 10,685 milhões do montante principal das notas de 2017, equivalente a aproximadamente 32% das notas de 2017 em circulação, US$ 317,976 milhões do montante principal das notas de 2019, equivalente a cerca de 85% das notas em circulação, e US$ 320,137 milhões do montante principal das notas de 2022, equivalente a 71% das notas em circulação. 

A oferta de recompra antecipada dos títulos de dívida foi realizada utilizando-se os recursos obtidos com a emissão das Notas 2023 (sobre as quais incidirão juros de 7,75% ao ano) e faz parte de uma estratégia clara de gestão de passivos, que visa o constante melhoramento no custo de dívida, comunicou a companhia.

SLC Agrícola confirma planos de crescimento
No comando do agrônomo gaúcho, Aurélio Pavinato, a SLC Agrícola (SLCE3) inicia o ano com metas bem ambiciosas a cumprir, informou o Valor. 
O executivo terá de empreender um agressivo plano de crescimento que prevê aumentar a área cultivada dos atuais 280 mil hectares para 350 mil hectares em 2014/15. No longo prazo, a companhia, com faturamento próximo de R$ 1 bilhão, quer alcançar a marca de 700 mil hectares plantados no Brasil. 

Continua depois da publicidade

Para isso, a empresa deve investir por ano um montante equivalente a 50% de seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que foi em 2011 próximo de R$ 300 milhões. O projeto terá ainda o fundamental suporte de sua subsidiária SLC Land Co, especializada em compra e venda de terras e que tem US$ 238 milhões, captados com o sócio Valiance Asset Management Limited, do Reino Unido, para investir.