After Market

Petrobras não confirma perda de US$ 20 bi, 3 resultados e mais 2 notícias agitam a noite

Dando início à temporada de resultados, Fibria, Cielo e Totvs apresentaram seus balanços referentes ao quarto trimestre de 2014

SÃO PAULO – Após um dia bastante agitado, a Petrobras (PETR3; PETR4) continua tendo que prestar esclarecimentos ao mercado sobre suas projeções de baixa contábil a ser declarada. Na noite desta quarta-feira (28) a estatal disse que não confirma a estimativa que tem sido feita pelo mercado de uma baixa contábil de US$ 20 bilhões e que os veículos que divulgaram essa informação atribuíram a fala à estimativas do mercado e de analistas.

Totvs (TOTS3)
Dando início a temporada de resultados do quarto trimestre de 2014, a Totvs divulgou seu balanço registrando um crescimento em lucro líquido, receita líquida, receita recorrente, Ebtida e geração de caixa. O lucro líquido anualizado subiu 17,8%, somando R$ 263 milhões no ano passado, com uma margem líquida de 14,8%, a maior desde a abertura de capital da companhia, em 2006. No último trimestre de 2014, o crescimento do lucro líquido foi de 13,7%, em um total de R$ 69 milhões.

Já a receita líquida de 2014 foi de R$1,8 bilhão, 10% maior que no ano anterior, sendo que apenas no quarto trimestre, a receita ficou em R$ 456 milhões, 5,6% acima do mesmo período de 2013. Enquanto isso, o Ebitda do ano passado cresceu 8,6% chegando a R$ 436 milhões, sendo que nos três últimos meses do ano, ficou em R$ 106 milhões, 5,6% de crescimento.

Fibria (FIBR3)
A Fibria também apresentou seu balanço de fim de ano reportando um prejuízo líquido de R$ 128 milhões, uma melhora ante os R$ 185 milhões negativos registrado um ano antes. No anualizado, a companhia encerrou 2014 com lucro líquido de R$ 163 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 698 milhões do ano anterior.

Enquanto isso, a receita líquida fechou 2014 em R$ 7,08 bilhões, sendo R$ 2,00 bilhões apenas nos três últimos meses do ano. Em 2013 a companhia encerrou com R$ 6,92 bilhões de receita. Já o Ebtida foi recorde histórico para a empresa, atingindo R$ 906 milhões no quarto trimestre, levando a um resultado anual de R$ 2,79 bilhões.

A companhia ainda destacou que sua dívida líquida em dólar atingiu seu menor nível desde a criação da empresa, com queda de 15% em relação ao quarto trimestre de 2013, atingindo US$ 2,84.

Cielo (CIEL3)
Já a Cielo, registrou lucro líquido de R$ 803,0 milhões no quarto trimestre, um aumento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Excluindo os R$ 37,2 milhões referentes às despesas relacionadas à Joint Venture com o Banco do Brasil, o lucro líquido da companhia atingiu R$ 827,6 milhões, aumento de 14,5% em relação ao quarto trimestre de 2013. No acumulado do ano, a Cielo teve lucro de R$ 3,23 bilhões, alta de 20,5% contra os R$ 2,68 bilhões de 2013.

Já a receita operacional líquida fechou o quarto trimestre em R$ 2,13 milhões, alta de 14,9% contra os R$ 1,85 milhões de um ano antes. No ano, a receita foi de R$ 7,73 bilhões, avanço de 14,7% ante os R$ 6,73 bilhões de 2013. O volume financeiro de transações totalizou R$ 143,90 bilhões, aumento de 9,3% em relação ao 4T13, que ficou em R$ 12,30 bilhões.

PDG Realty (PDGR3)
Enquanto isso, a PDG divulgou sua prévia operacional do final de 2014, registrando o lançamento de 19 empreendimentos no ano passado, com um VGV total de R$ 1,4 bilhão, proporcional à participação da empresa em cada negócio. No quarto trimestre foram 7 projetos, representando um VGV de R$ 491 milhões.

PUBLICIDADE

A companhia destacou o lançamos de quatro novos projetos no Rio de Janeiro no período, totalizando 639 unidades e R$ 286 milhões em VGV, enquanto em São Paulo foram lançados o Condomínio Arena, próximo ao novo estádio em Itaquera, com VGV de R$ 68 milhões e 195 unidades.

“Apesar do cenário macroeconômico mais desafiador, a Companhia registrou vendas brutas de R$ 624 milhões no 4T14, em linha com os trimestres anteriores, se desconsiderarmos o efeito da campanha “Na Ponta do Lápis” realizada no 3T”, destacou a PDG em comunicado. 

Por fim, a companhia destacou o alto volume de entregas dos últimos trimestres e que estes deverão se refletir em uma aceleração do número de repasses nos meses subsequentes, “resultando em um fortalecimento do processo de geração de caixa operacional, iniciado no 3T14″. “Dessa forma, reafirmamos nossa expectativa de geração de caixa positiva para o 4T14, com crescimento contínuo para o ano de 2015, permitindo o avanço no processo de desalavancagem de nosso balanço ao longo dos próximos trimestres”, completou a empresa.

Energias do Brasil (ENBR3)
A Energias do Brasil informou em comunicado divulgado nesta quarta-feira que a energia vendida a clientes finais no mercado cativo cresceu 3,8% no quarto trimestre do ano passado ante mesmo período de 2013.

A energia destinada para clientes do mercado livre caiu 2,2% na mesma base de comparação. Já a energia vendida no segmento de geração subiu 7,5% no período, enquanto o de energia comercializada teve elevação de 9,5% de outubro a dezembro.