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SÃO PAULO – A ampliação do controle do Estado e da Petrobras (PETR3, PETR4) sobre as reservas do pré-sal não deve impedir o grande interesse de empresas de petróleo estrangeiras, afirmou a estatal durante teleconferência realizada nesta quarta-feira (2) com investidores e analistas.
De acordo com o novo marco regulatório de exploração, a Petrobras será operadora de todos blocos, com participação de, no mínimo, 30%. Há discussão sobre o quanto empresas estrangeiras gostariam de operar sob tais circunstâncias. Apenas investidores técnicos poderão participar da operação. Investidores financeiros serão excluídos.
Busca por reservas
“A avaliação é de que as grandes empresas, no futuro, estarão ávidas para acesso às reservas, tanto as empresas produtoras, quanto consumidoras de petróleo. Há um grande apetite para o acesso às reservas”, explica José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras. Os parceiros serão escolhidos pelo sistema de partilha.
Ou seja, a companhia sairá vencedora da licitação de determinada área se repassar mais lucro para o governo do que as concorrentes. Além disso, a nova estatal Petro-Sal trabalhará para reduzir o custo de produção, o que, por conseguinte, eleva o repasse de lucro para o estado brasileiro.
Empresas integradas
“O fato de a Petrobras ser operadora não muda o fato de que elas podem falar e agregar. A nossa experiência não é de decidir tudo, há muita discussão”, completa Gabrielli, lembrando que a estatal é operadora, mas também atua como sócia em diversos blocos exploratórios em outras regiões, como Nigéria, Angola e no Golfo do México.
Há ainda o benefício às empresas integradas de petróleo, lembra Almir Guilherme Barbassa, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras. “Isso pode representar uma fonte segura para o refino das empresas integradas de petróleo, garantindo a previsão de contratos futuros com clientes”, explica.