Radar InfoMoney

Petrobras fecha acordo para desenvolver negócios de gás natural; Vivara estreia na bolsa e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (10)

(Eletrobras)

No Radar InfoMoney desta quinta-feira, destaque para Petrobras que fechou acordo com norueguesa para desenvolvimento de projetos de gás natural, à Gol que retirou 11 jatos de operação e ao Carrefour com parceria para operar rede de 17 supermercados em Minas Gerais.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras assinou com a norueguesa Equinor ASA memorando de entendimentos para o desenvolvimento conjunto de negócios voltados para a cadeia de gás natural. “Um dos principais objetivos do memorando é a maximização de valor no segmento de downstream [atividades de transporte e distribuição de produtos de petróleo] de ambas as empresas, através de projetos de geração termelétrica a gás natural”, informou a Petrobras em nota.

As empresas realizarão ainda estudos de viabilidade sobre ativos de processamento de gás e escoamento de líquidos nas áreas do TECAB (Terminal de Cabiúnas em Macaé, RJ) e do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro em Itaboraí, RJ), onde há uma unidade de processamento de gás natural (UPGN) em construção, ambos pertencentes à Petrobras.

PUBLICIDADE

“Esses locais têm potencial de se tornarem relevantes polos de gás natural no país nos próximos anos”, destaca a petroleira. Atualmente, a Petrobras e a Equinor são parceiras no campo de Roncador e nos blocos exploratórios BM-C-33, Dois Irmãos e C-M-709 dentre outros e a realização deste MOU reforça o relacionamento entre as partes, estando alinhada com o Plano de Negócios da Petrobras.

Biotoscana (GBIO33)

O jornal Valor Econômico traz que a Biotoscana poderá ser vendida por R$ 1,3 bilhão, equivalente a um prêmio de quase 30% frente à atual cotação das ações da empresa. Segundo a publicação, as conversas entre os controladores e os dois interessados – a brasileira Eurofarma e a canadense Knight Therapeutics – entraram na fase final. A venda poderia ser finalizada até o final desta semana.

Vivara

A ação da Vivara, batizada de VIVA3, estreia na B3 nesta quinta-feira. A companhia chega na bolsa brasileira com um valor de mercado de R$ 5,7 bilhões, depois de precificar sua ação em R$ 24, um pouco acima do centro da faixa indicativa de preço (R$ 21,17 a R$ 25,40).

O lucro líquido da Vivara no primeiro semestre deste ano foi de R$ 186 milhões, aumento de 142% em relação ao observado no mesmo intervalo do ano passado.

A geração de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 223,2 milhões, expansão de 87,3%. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 523,7 milhões, crescimento de 12,8% na relação anual.

A Vivara foi criada em 1962, com sua primeira loja no centro de São Paulo. Hoje, é a maior rede de joalherias do Brasil, com mais de 230 pontos de vendas.

PUBLICIDADE

Gol (GOLL4)

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes retirou de operação 11 jatos 737 mais antigos, fabricados pela Boeing, depois de realizar inspeções recomendadas por reguladores dos EUA, segundo uma pessoa próxima ao assunto. A decisão vai afetar 3% dos seus passageiros até 15 de dezembro, disse a empresa aérea em um comunicado na quarta-feira, sem confirmar o número exato de aeronaves que vão sair de operação.

A Federal Aviation Administration dos EUA emitiu uma nota para que operadores de modelos mais antigos do 737, conhecidos como Next Generation ou NG, realizassem inspeções em busca de rachaduras na estrutura que ajuda a prender a asa à fuselagem do avião.

Os problemas recém identificados aumentam a pressão sobre a frota da Gol, que já está sem sete 737 Max, a versão mais moderna do avião mais popular da Boeing, que está em solo desde março depois de dois acidentes fatais. A empresa aérea, que tem uma frota exclusivamente de 737, agora tem 18 aviões fora de serviço — ou 14% da sua frota.

Em um comunicado em separado, a Boeing disse que “lamenta o impacto que essa questão está causando na Gol, bem como em nossos demais clientes do 737NG no mundo todo”. A fabricante de aviões com sede em Chicago disse estar trabalhando ativamente para que os aviões afetados possam voltar a ser operados o mais rápido possível.

Para o analista do Bradesco BBI Victor Mizusaki, apesar da notícia negativa, a empresa conseguirá superar esse evento ao mudar sua manutenção preventiva e/ou aumentar o número de “block-hours” para 12,8, ante 11,7 horas do segundo trimestre deste ano. “Além disso, acreditamos que o impacto financeiro pode ser neutralizado ao aumentar o ‘load factor’ e tarifas aéreas dada a capacidade reduzida”, acrescenta.

Mizusaki avalia ainda que as onze aeronaves voltarão gradualmente, com a frota retornando aos 100% operacional antes da alta temporada. “A Boeing provavelmente irá indenizar a companhia por esse impacto”, acrescentaram, destacando a manutenção da recomendação de outperform e preço-alvo para 2020 de R$ 59,00.

Copasa (CSMG3), Sabesp (SBSP3) e Sanepar (SAPR11)

Ontem, a comissão especial que atualiza o Marco do Saneamento Básico se reuniu na Câmara dos Deputados, para apresentar o parecer do relator, deputado Geninho Zuliani (DEM-SP). Após negociação com representantes da oposição, o presidente da Comissão Especial, deputado Evair de Melo (PP-ES), adiou a votação do projeto, no colegiado. De acordo com o novo calendário, a votação que inicialmente seria no dia 15 foi adiada para o dia 30 deste mês.

Os principais destaques foram sobre a: (i) alienação do controle acionário de estatais (privatização) (ii) novas regras para a extensão de contratos de programas (mecanismos entre duas entidades públicas) existentes entre municípios e empresas estatais, (iii) vedação à assinatura novos contratos de programa e (iv) reintrodução da regulação em âmbito federal sob a Agência Nacional de Águas (ANA).

“Acreditamos que o texto retoma uma abordagem mais liberal para o novo marco regulatório do setor de saneamento básico. Esperamos uma reação positiva para as ações do setor, principalmente Sabesp e Copasa em virtude das expectativas de privatização das companhias”, destacam os analistas da XP Investimentos.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil fechou acordo de parceria comercial com determinadas empresas pertencentes ao Grupo Super Nosso, para operação de 17 supermercados da companhia do modelo “Carrefour Bairro”, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A rede de supermercados ocupa a 17ª posição no ranking nacional da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), sendo reconhecida como marca de supermercados gourmet.

“Esta é a primeira parceria do Grupo Carrefour Brasil neste modelo, no qual os supermercados Carrefour Bairro migrarão para a bandeira regional, ao longo de um ano. As lojas continuam fazendo parte do parque de lojas do Carrefour, porém toda a gestão das unidades seguirá os padrões de operação da rede local mineira”, destacou o Carrefour.

Segundo a varejista, essa parceria não muda a estrutura de capital das duas empresas, mas num primeiro momento, haverá aporte financeiro de ambas as marcas para revitalização das lojas, adequação aos padrões de operação do Super Nosso, além da reinauguração das lojas. Espera-se um aumento de eficiência operacional com essa parceria uma vez que a capacidade de execução do Grupo Super Nosso é altamente qualificada em sua área de operação.

“A parceria com o Super Nosso faz parte da nossa estratégia de expansão regional e trará ainda mais ganho de sinergia para os nossos negócios, assim como um profundo conhecimento acerca do hábito do consumidor mineiro e mais proximidade com nossos clientes”, disse Luis Moreno, CEO de Varejo do Grupo Carrefour Brasil

A conclusão da transação está condicionada ao cumprimento de determinadas condições precedentes usuais neste tipo de transação, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O Valor Econômico traz que o novo projeto de lei do governo Bolsonaro de privatização da Eletrobras, já conta com maioria no Congresso para a sua aprovação e que a resistência, agora, é menor, em relação à legislatura anterior. A constatação faz parte de um levantamento com 247 deputados e senadores, encomendado pela gestora Studio Investimentos ao Instituto FSB, que indica apoio de 50,5% dos consultados e oposição de 36,5% deles.

Iguatemi (IGTA3)

A Iguatemi Empresa de Shopping Centers vendeu sua participação de 30% no Shopping Iguatemi Florianópolis, localizado na cidade de Florianópolis, no Estado de Santa Catarina. O valor total da transação é de R$ 110,25 milhões, pagos à vista, equivalente a um múltiplo NOI 2018 de 12,3x.

A área bruta locável (ABL) total do shopping negociado soma 21.109 metros quadrados, sendo que 6.333 pertenciam à Iguatemi. A partir de 20 de outubro o contrato de administração do ativo será transferido para a Lumine.

“A venda da participação no Shopping Iguatemi Florianópolis confirma o comprometimento da Administração em priorizar ativos em que possua possibilidade de deter participação societária relevante”, informou.

Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3)

Ame Digital Brasil, fintech e plataforma mobile de negócios da Lojas Americanas e B2W, fechou contrato com a Companhia Brasileira de Tecnologia Para E-commerce (VTEX) para integração das plataformas de pagamentos.

“O Acordo é uma das importantes parcerias que estão no plano de negócios da Ame para ampliar a sua aceitação nos mundos físico e digital, possibilitando a conexão dos mais de 2.500 sites de e-commerce que utilizam os sistemas da VTEX”, destacaram as empresas.

Com a integração das plataformas de pagamentos, os clientes poderão pagar com Ame nos sites de e-commerce que usam o sistema VTEX, utilizando o QR Code na versão desktop, ou por meio da tecnologia deeplink nas versões mobile e nos apps dos lojistas.

Atualmente a Ame conta com mais de 4,5 milhões de downloads e presença em mais de 1.300 Lojas Americanas, além dos sites Americanas.com, Submarino, Shoptime, Sou Barato e em diversos outros lojistas do mundo físico.

Direcional (DIRR3)

A Direcional Engenharia divulgou prévia operacional do terceiro trimestre, com as vendas líquidas atingindo R$ 326 milhões, alta de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. O segmento MCMV 2 e 3 atingiu R$ 294 milhões de vendas líquidas, crescimento de 17%.

A geração de caixa somou R$ 43 milhões entre julho e setembro, enquanto no acumulado ano atingiu R$ 132 milhões. A empresa anunciou ainda o pagamento de dividendos de 0,50 por ação, representando um dividend yield de 4%.

No terceiro trimestre, as vendas brutas totalizaram um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 409 milhões e os distratos ficaram em R$ 83 milhões, impactados principalmente pela “ausência de repasse em parte do trimestre decorrente de uma portaria, instaurada pelo Governo Federal para regulamentação do orçamento de subsídios do Programa Minha Casa Minha Vida, que já foi regularizada normalizando o ritmo de repasse”.

A velocidade de vendas líquidas, medida pelo indicador VSO (Vendas Líquidas sobre Oferta), atingiu índice de 13%. A VSO do segmento MCMV 2 e 3, alcançou 14%. A Direcional encerrou o terceiro trimestre com 11.342 unidades em estoque, totalizando VGV de R$ 2,2 bilhões.

A Direcional lançou oito empreendimentos, todos elegíveis ao Programa MCMV. O VGV total de lançamentos foi de R$ 437 milhões, sendo R$ 398 milhões pertencentes à companhia. No acumulado do ano, os lançamentos de incorporação (sem MCMV Faixa 1) atingiram R$ 1,4 bilhão, crescimento de 17%.

Para o Credit Suisse, o resultado operacional, medido pelo fluxo de caixa, foi a principal surpresa positiva, já que ao longo do trimestre ocorreram várias restrições de repasses por parte da Caixa. “Com isso o dividend yield de 4% pode dar um suporte para as ações”, destacou.

Os analistas do Credit Suisse, entretanto, avaliaram que as vendas e lançamentos vieram mais fracos do que o esperado. Ao longo do quarto trimestre, porém, eles esperam que esse quadro possa ser revertido, à medida em que os financiamentos sejam normalizados.

O Credit Suisse destaca ainda que as margens foram saudáveis e devem vir melhor do que a dos seus pares, “indicando que a companhia pode ter escolhido preservar margem em detrimento de vendas”. A instituição mantém sua preferência pela Direcional entre as empresas de baixa renda.

Yduqs (YDUQ3)

A Yduqs, antiga Estácio, encerrou o período de captação de alunos do segundo semestre deste ano com desempenho 45% acima do mesmo intervalo do ano passado, com a incorporação de 40.762 alunos.

A empresa destacou a recuperação do segmento presencial, com crescimento de 7.589 novos alunos no período (+20%) e a manutenção do ritmo de crescimento no segmento EAD + Flex, com adição de 33.173 novos alunos (+62%).

“A captação cresceu em todas as geografias, com resultados relevantes vindos de novos cursos e de uma postura comercial mais agressiva em mercados específicos”, informa a empresa.

Por outro lado, a empresa ressalta que essa postura teve como consequência, nos números preliminares de tíquete médio, um indicativo de queda, que será informado juntamente com a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2019.

A base de alunos de graduação atingiu 495.293 alunos ao final de setembro, com crescimento de 10% sobre igual período de 2018. A base de graduação presencial ex-FIES cresceu 6%.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

Quer investir com corretagem ZERO na Bolsa? Clique aqui e abra agora sua conta na Clear!