Petrobras esclarece interdição da plataforma P-33 pela ANP

Estatal explica os cinco pontos abordados pela agência e informa que a parada programada para manutenção será antecipada

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SÃO PAULO – Enquanto os mercados aguardam a divulgação de seu resultado trimestral,a Petrobras (PETR3, PETR4) volta a ficar em evidência por conta da suspensão das operações da plataforma P-33, anunciada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) na última quinta-feira (12). Após ter dito que não foi notificada pela agência, a petrolífera enviou um comunicado nesta sexta-feira (13) explicando cada um dos pontos utilizados para embasar a suspensão.

Por conta da nota enviada pela agência, a Petrobras informou que antecipará a parada programada para a manutenção, prevista originalmente para outubro.

Os 5 pontos
O ofício divulgado pela ANP abordava cinco pontos preliminares. Para o primeiro item destacado – “a modificação de sistemas críticos em relação à Documentação de Segurança Operacional” -, a Petrobras presume que ele refere-se a geradores provisórios que foram instalados para substituir o sistema de geração a vapor da plataforma durante a manutenção da caldeira. “Eles não foram inseridos no DSO porque tratavam-se de modificações transitórias”, disse a companhia.

O segundo item, referente à existência de análises de risco obsoletas em relação a realidade operacional da unidade, a petrolífera afirma que a análise de riscos da P-33 foi atualizada em 2007 e tem validade até 2012. “Seguindo as melhores práticas internacionais, essa análise sofre revisão a cada 5 anos”, explica em nota.

À respeito dos equipamentos críticos com planos de manutenção expirados, a Petrobras explica que houve uma redução de 50 vagas na plataforma em abril deste ano, criando assim a necessidade de um replanejamento dos serviços de manutenção. “Em razão disso, ocorreram repriorizações nas manutenções nos meses de junho e julho, e a recuperação desses atrasos ocorrerá na próxima parada programada”, prevê a empresa.

O quarto ponto, sobre acidentes não comunicados, a Petrobras afirma que a ocorrência verificada no último dia 14 de julho “não caracterizou dano ao meio ambiente ou à saúde humana, nem ferimento de qualquer natureza para pessoal próprio e para terceiros”. Além disso, ela ressalta que o dano material foi considerado insignificante perante o patrimônio envolvido.

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O último item, referente a outros problemas de integridade mecânica e elétrica, a estatal informa que os serviços priorizados de recuperação de tubulações, guarda-corpos e grades de piso, bem como a remoção de cabos elétricos que estão fora de uso, serão realizados antes ou durante a próxima parada programada. “Os riscos dessas instalações estão monitorados e controlados e não comprometem a segurança da P-33 e seus trabalhadores”, ressalta.


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers