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Petrobras, Embraer, captação da Oi e mais 12 notícias no radar

<span>Confira os principais destaques corporativos desta quarta-feira</span>

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SÃO PAULO – O noticiário corporativo aparece agitado nesta quinta-feira (11). Segundo reportagem do Valor, a Petrobras (PETR3; PETR4) pode reduzir a meta de produção em seu plano de negócios de 2015 a 2019.

O jornal diz, no entanto, que a previsão de apresentar o plano está mantida para a reunião do dia 26 de junho, diferentemente do que o mercado acreditava ontem depois que o diretor de Gás da Petrobras, Hugo Repsold, comentou que via “muita” dificuldade de que o plano fosse levado à aprovação na próxima reunião do conselho.

Segundo a XP Investimentos, a expectativa é elevada em relação ao plano de negócios, pois espera-se que nele a empresa informe onde será a concentração do capex (investimentos em bens de capital), onde ocorrerá a redução dos investimentos e quais ativos a empresa pretende vender.  

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Hoje, o BTG Pactual reduziu o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) Petrobras de US$ 10,00 para US$ 9,00, com corte para estimativa para petróleo. 

Oi
A Oi (OIBR4 anunciou nesta quinta-feira ter iniciado oferta de recompra de bônus em euros condicionada, entre outros pontos, à precificação de uma nova emissão de notas esperada para esta quinta-feira.

Segundo comunicado ao mercado, o saldo do valor principal agregado das notas já em circulação em 10 de junho era de aproximadamente 2,1 bilhões de euros.

Embraer
A companhia aérea norte-americana Delta vai adquirir 20 aeronaves Embraer (EMBR3) E190 e 40 novos 737-900 ERs, após a ratificação de acordo com mais de 12 mil pilotos da empresa, informou nesta quinta-feira. 

O acordo foi aprovado pelo Conselho Executivo da Delta na associação de pilotos de companhias aéreas. O acordo prevê aumento de salários dos pilotos assim como revisão da distribuição de lucros da companhia aérea a partir de 2016.

Eletrobras
A Eletrobras (ELET3; ELET6) informou que contratou o escritório de advocacia internacional Hogan Lovells, especializado em investigação corporativa, para avaliar a possível existência de irregularidades que violem as leis anti-corrupção brasileira e dos Estados Unidos.

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A empresa disse que as investigações envolverão projetos próprios e participações minoritárias em Sociedades de Propósito Específico (SPEs), com foco nos empreendimentos mais relevantes para o balanço da empresa e naqueles que envolvem construtoras citadas na operação Lava Jato, da Polícia Federal brasileira.

Usiminas
O bilionário Lírio Parisotto, que briga na Justiça pela oitava cadeira no conselho de administração da Usiminas (USIM5), sofreu sua sexta derrota nos tribunais em menos de dois meses, informou a coluna Radar, da Veja. A decisão foi tomada na segunda-feira pelo desembargador Vicente de Oliveira Silva, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que apontou “vícios na apuração dos votos” de Parisotto e descumprimento ao acordo de acionistas, que prevê que os três controladores da companhia estejam de acordo com o nome a ocupar a oitava cadeira no conselho. 

Parisotto, um dos maiores investidores individuais do País e importante acionista minoritário da siderúrgica, foi eleito ao conselho em março. No dia da eleição, 13, as ações ordinárias da Usiminas dispararam quase 40% na Bolsa. Um mês depois, no entanto, uma liminar suspendeu a eleição do empresário ao conselho, medida que também suspendeu a eleição de Gentile Rodrigues da Cunha, suplente na vaga de Parisotto. A votação foi questionada pela ítalo-argentina Ternium, que divide o controle da siderúrgica com a japonesa Nippon Steel. 

Cemig
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) adiou mais uma vez o julgamento do processo da Cemig sobre a usina hidrelétrica de Jaguara. A companhia tem um mandado de segurança que permite que a usina continue sob sua concessão até que o mérito do caso seja julgado. 

O caso seria julgado nesta quarta-feira, 10, mas, apesar de ter iniciado às 14h, o julgamento dos processos da pauta da Primeira Seção do STJ ainda não se encerrou. Por isso, os ministros decidiram suspender a sessão e retomar os processos que ainda não foram julgados no dia 24 de junho.

Até agora, são quatro votos contra o pedido da Cemig e dois a favor. Faltam os votos da Assusete Magalhães, que havia pedido vista na última sessão em que o caso estava pautado, em dezembro, e do ministro Sérgio Kukina. Se os dois votarem a favor da Cemig, o presidente do STJ, Humberto Martins, terá de votar para desempatar o placar.

Ambev 
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) firmou ontem com a Ambev (ABEV3) um Termo de Compromisso de Cessação (TCC). O acordo foi feito dentro de um processo que apura suposto ilícito concorrencial decorrente de práticas de exclusividade de vendas e da política de refrigeração adotada pela empresa. Com o TCC, a Ambev se comprometeu a alterar sua política de refrigeração e a limitar contratos de exclusividade de vendas.

Suzano 
A Suzano (SUZB5) fechou uma captação de R$ 675 milhões com a cessão de créditos para uma emissão de CRA (certificados de recebíveis do agronegócio), segundo informou o Valor. O volume ficou acima dos R$ 500 milhões inicialmente pretendidos pela companhia. 

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CCR
Segundo o Valor, após a apresentação do PIL (Programa de Investimentos em Logística) pelo governo na terça-feira, o grupo CCR (CCRO3) demonstrou interesse por dois aeroportos no nordeste – Salvador e Fortaleza – e pelo menos três lotes de rodovias, além de estar negociando com o governo obras de aditivos em rodovias já concedidas pela empresa. Em todas as concessões em avaliação, a companhia busca sinergia com as atuais concessões. 

Arteris
Em comunicado a seus acionistas e ao mercado em geral, a Arteris (ARTR3) anunciou que, conforme lançamento da Nova Etapa do PIL(Programa de Investimento em Logística) pelo Governo Federal, está dando continuidade ao processo de modernização da infraestrutura de transportes do Brasil e de consolidação dos modelos de concessão de rodovias.

A empresa anunicou que além dos R$ 66 bilhões previstos e das novas concessões, há previsão de investimentos em concessões que já existem. Ontem foram anunciados quatro leilões de rodovias que devem acontecer ao longo deste ano e mais onze para o ano que vem, além de outros dois projetos de novas obras estão em andamento e mais nove em avaliação.

Eneva
A Eneva (ENEV3) informou que o fundo exclusivo FIA Dinâmica Energia, do Banco Clássico, passou a deter 130.023.200 ações da companhia, representativas de 15,48% do seu capital social.  

Além disso, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições o plano de recuperação judicial das empresas de energia Eneva e Eneva Participações, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira. O plano de recuperação judicial estabelece a revisão da estrutura de capital das empresas, mediante a realização de um aumento de capital da Eneva a ser subscrito por acionistas, credores e investidores. 

Após a operação, o BTG Pactual deve ficar com 49,7% do total de ações da Eneva, seguido pela DD Brazil Holdings, subsidiária do grupo alemão E.ON, com 12,4%, e pela Petra Energia, com 11,9%, segundo o Cade.

Banrisul
A BlackRock elevou sua participação no Banrisul (BRSR6) para 5,54% das ações preferenciais do banco.  

Tupy 
A Tupy (TUPY3) teve sua recomendação elevada de market perform (desempenho em linha com a média) para outperform (desempenho acima da média) pelo Itaú BBA.  

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Wilson Sons
A Wilson Sons (WSON33) informou que sua movimentação de contêiners subiu 2,2% em maio desde ano, em relação ao mesmo mês de 2014.