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SÃO PAULO – A quinta-feira (19) inicia agitada em meio a uma série de notícias corporativas, que conta também com a continuidade das reuniões com analistas e investidores realizadas pelas empresas neste final do ano. Dessa vez, é a vez da Klabin (KLBN4), que tem evento marcado para esta manhã.
Além disso, ganha destaque a distribuidora de energia AES Eletropaulo (ELPL4), que informou uma descontratação de energia de 1,5% para 2014, após ter contratado metade do que precisava comprar no leilão A-1 na terça-feira, disse o presidente da companhia, Britaldo Soares. Já a AES Sul, distribuidora de energia do grupo AES Brasil no Rio Grande do Sul, também contratou 50 por cento do que precisava no leilão A-1, e tem agora uma exposição involuntária de cerca de 12 a 13 por cento. O leilão na terça-feira foi para atender a demanda das distribuidoras por períodos de 12 a 36 meses — mas foram contratados apenas 2.571 megawatts (MW) médios ante necessidade de contratação das distribuidoras de cerca de 6.300 MW médios.
Vale lembrar que na véspera os papéis da Eletropaulo dispararam 16,94%, fechando o pregão a R$ 11,25, no patamar mais alto desde 15 de março e na maior variação desde outubro de 2008. O forte movimento ocorreu em função da cobertura das posições vendidas. De acordo com dados da BM&FBovespa, ontem, cerca de 35% das ações em circulação no mercado estavam alugadas. Nesse tipo de operação, o investidor toma a ação alugada e o devolve a uma cotação menor, embolsando a diferença. Além disso, em teleconferência realizada na véspera, a empresa disse que acredita ter “boas chances” de reverter a decisão da Aneel.
Gafisa deve lançar R$ 1 bi a menos em 2014
A construtora e incorporadora Gafisa (GFSA3) planeja controlar despesas e lançamentos de projetos em 2014, conforme busca reduzir a dívida e aumentar a rentabilidade nos próximos meses, disseram executivos na quarta-feira. Assim, a unidade Gafisa voltada para empreendimentos de média renda lançará de R$ 1,5 bilhão a R$ 1,7 bilhão em novos projetos em 2014, enquanto a unidade Tenda, para imóveis de baixa renda, terá de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões em projetos. As estimativas estão abaixo do total de R$ 2,7 bilhões neste ano, disseram executivos em evento para investidores. Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, o guidance foi positivo, mas em boa parte já precificado nas ações. “Embora as ações sejam negociadas abaixo do patrimônio líquido, muitos investidores seguem céticos em relação a melhora operacional da Tenda e um cenário mais desafiador para o ano que vem no setor imobiliário com alta de juros e inflação”, disseram os analistas.
HRT deve fechar venda de fatia nos blocos do Solimões
A HRT (HRTP3) tem reunião hoje para tratar da venda de 6% dos blocos na Bacia do Solimões, no Amazonas, disse, em entrevista ao Valor, o presidente da empresa, Milton Franke. A negócio, que inclui a venda de quatro sondas chinesas da HRT, por um valor entre US$ 35 milhões e US$ 40 milhões, está sendo tratado com a russa Rosneft e deve ser fechado ainda em janeiro.
Petrobras confirma potencial da área de Moita Bonita
A Petrobras (PETR3; PETR4) confirmou na noite da véspera a perfuração do primeiro poço de extensão 3-BRSA-1194-SES na área de Moita Bonita no estado de Sergipe, confirmando a extensão da descoberta de gás e petróleo leve, conforme divulgado ao mercado em 24 de agosto. Segundo a empresa, foi constatada a existência de reservatórios com espessura de 50 metros, com boas condições de permeabilidade e porosidade, confirmando as expectativas do projeto.
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Telefónica diz que vai recorrer contra decisão do Cade
Diretores da Telefónica informaram ao Cade (Conselho de Administração de Defesa Econômica) que vão recorrer à Justiça contra as restrições que lhe foram impostas dia 4, conforme apurou o Valor. A companhia planeja contestar multa de R$ 15 milhões aplicada pelo Cade após o órgão antitruste avaliar que a empresa descumpriu um acordo pelo qual deveria se manter distante da TIM (TIMP3).
Vale segue meta de vendas de ativos
A Vale (VALE3; VALE5) já conseguiu executar a maior parte de seu plano de desinvestimentos, mas as vendas de ativos continuam, com previsão de fechar parcerias em projetos de carvão e fertilizantes nos próximos meses, disseram executivos na quarta-feira. A mineradora mantém conversas avançadas para vender, no primeiro semestre de 2014, metade de sua fatia no projeto Nacala, uma ferrovia gigante construída para escoar o carvão da mina de Moatize, em Moçambique, disse o presidente da companhia, Murilo Ferreira. Além disso, a mineradora também está atraindo investidores para investir em fertilizantes, seja por meio da venda de participação na Vale Fertilizantes ou de joint ventures em projetos individuais, como Carnalita, no Sergipe, ou Kronau, no Canadá.
Eneva estima receita de até R$ 2,5 bilhões em 2014
A Eneva (ENEV3) trabalha com uma previsão de faturamento para 2014 entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões, afirmou o diretor-presidente e de relações com investidores da empresa, ex-MPX Energia, Eduardo Karrer, durante reunião da Apimec, no Rio de Janeiro. Segundo ele, a empresa espera um ano positivo, com um cenário de despacho térmico elevado, ou seja, quando há necessidade de produção de energia pelas termelétricas elevado, como as empresas do setor esperam.
Compra de caças pode beneficiar Embraer
Teve fim a novela em relação a compra de caças suecos, 36 caças Gripen NG (New Generation), da fabricante Saab, para renovar a frota de supersônicos da Força Aérea Brasileira. O valor da negociação foi da ordem de US$ 4,5 bilhões. Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, quem deve ganhar com a operação é a Embraer (EMBR3), que pode se beneficiar da escolha da sueca, pois parte das aeronaves serão desenvolvidas pelo Brasil e a troca de tecnologia e informações também poderia beneficiar a companhia brasileira.
Queiroz Galvão anuncia perfuração em Carcará
A Queiroz Galvão (QGEP3) anunciou o início da perfuração do poço de extensão da descoberta de Carcará, no Bloco BM-S-8, no pré-sal da Bacia de Santos. Iniciada em 14 de dezembro, a perfuração foi de aproximadamente 5 km do poço pioneiro, utilizando a sonda NS-32 (Norbe VIII). Segundo informou a QGEP, a perfuração será realizada em duas fases, devido à necessidade de uma sonda com um equipamento adequado para a perfuração de reservatórios profundos com alto nível de segurança e eficiência operacional. A previsão para a conclusão da primeira fase é até o final do primeiro trimestre de 2014.
Magnesita fará emissão de debêntures
O conselho de administração da Magnesita (MAGG3) aprovou a 1ª emissão de debêntures com esforços restritos de colocação, não conversíveis em ações, em série única, no montante de R$ 400 milhões. Serão emitidas 40 mil debêntures, no valor unitário de R$ 10 mil, para investidores qualificados com investimentos em valor superior a R$ 300 mil. A data do vencimento será em 20 de dezembro de 2018 e a remuneração será equivalente a 112% da taxa DI.