Petrobras, Eletrobras e BB disparam até 6%; Usiminas e CSN afundam quase 4%

Estatais e bancos sobem forte nesta sessão; Vale volta a ser penalizada

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SÃO PAULO – Em uma sessão de recuperação no Ibovespa, o mercado aguarda pela divulgação da pesquisa eleitoral Datafolha, que vem ditando o humor do mercado. Hoje, os papéis das estatais e bancos sobem forte deixando para trás o pregão negativo de ontem, em meio à pesquisa, que será divulgada por volta das 19h00 pela TV Folha, e dados de crédito do Banco Central, que dão força ao setor financeiro. O Banco do Brasil (BBAS3), por exemplo, que figura como a maior alta do setor nesta sexta-feira, sobe pela primeira vez depois de sete quedas. 

Ainda do lado positivo do índice, as ações da BRF (BRFS3) também seguem com forte alta, reagindo ao anúncio do novo CEO e ao programa de recompra de ações. Em contrapartida, as ações da Usiminas (USIM5) caem forte nesta sexta-feira (26) em meio à briga no controle da empresa que terminou com a demissão de presidente e mais dois diretores. As demais do setor siderúrgico também operam em queda hoje: CSN, Gerdau e Gerdau Metalúrgica.

Chama atenção ainda os papéis da Vale (VALE), que voltam a ser penalizados. Hoje, a mineradora sua recomendação rebaixada pelo Citi diante da forte queda dos preços do minério de ferro – principal produto da empresa. Além delas, os papéis da Cielo são impactadas pelo noticiário sobre o setor. 

Confira os principais destaques da Bolsa:

Petrobras e bancos
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 19,94, +5,95%; PETR4, R$ 21,11, +6,40%) e bancos ganham força nesta sessão e sobem mais de 4% à espera do Datafolha. A pesquisa eleitoral será divulgada hoje, às 19h00, pela TV Folha.

Ontem, a pesquisa Vox Populi mostrou uma vantagem de 13 pontos de Dilma Rousseff (PT) sobre Marina Silva (PSB). No primeiro turno, a petista agora tem 38% dos votos, enquanto Marina tem 25%. Aécio Neves, do PSBD, segue na terceira colocação, com 17% das intenções. Em um eventual segundo turno, o empate entre a petista e a pessebista continua, mas Dilma aparece ligeiramente à frente, agora com 42% dos votos, contra 41% de Marina. 

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Do lado dos bancos, destaque para Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,14, +4,22%), Bradesco (BBDC3, R$ 38,08,+3,93%; BBDC4, R$ 38,38, +4,38%) e Itaú (ITUB4, R$ 37,66, +4,09%), assim como a Itaúsa. 

Além do cenário eleitoral, os bancos são favorecidos após a divulgação dos dados de crédito do Banco Central. A inadimplência no mercado de crédito brasileiro no segmento de recursos livres ficou em 5% em agosto, igual ao patamar visto em julho. No período, o spread bancário ficou em 21,2 pontos percentuais também neste segmento, abaixo dos 21,4 pontos percentuais vistos em julho.

O BC informou ainda que o estoque total de crédito no Brasil subiu 1 por cento em agosto ante julho, chegando a R$ 2,864 trilhões, ou 56,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Usiminas (USIM5, R$ 7,29, -3,57%) 
Os papéis da Usiminas voltam a cair e lideram as perdas do Ibovespa. Somente neste ano, as ações da companhia acumulam queda de 48,63%. Hoje, o Conselho de Administração aprovou a destituição de Julián Eguren do cargo de diretor presidente da companhia, em reunião realizada na véspera.

Rômel Erwin de Souza foi aprovado para o posto de Eguren em caráter temporário, disse a Usiminas, acrescentando que o Conselho também destituiu o diretor vice-presidente de Subsidiárias, Paolo Bassetti, e o diretor vice-presidente Industrial, Marcelo Chara, de suas funções.

A CSN (CSNA3, R$ 9,24, -3,95%) também acompanha a Usiminas neste pregão, já que a siderúrgica detém forte participação no capital da empresa mineira.

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BRF (BRFS3, R$ 58,60, +3,63%)
As ações da BRF iniciam a sexta-feira (26) em alta, subindo cerca de 1,5%. No radar da empresa segue a notícia de que o conselho de administração da companhia aprovou o nome de Pedro Faria como diretor presidente global da companhia no lugar de Claudio Galeazzi, que seguirá no cargo até o final do ano. Ele assumirá a posição a partir de 2 de janeiro de 2015, conforme informou a empresa de alimentos na última quinta-feira. O novo presidente atuou como membro do conselho da BRF por três anos e, em novembro de 2013, assumiu o cargo de CEO (Chief Executive Officer) de operações internacionais da empresa.

Ainda sobre a empresa, a BRF comunicou ontem que seu conselho de administração autorizou o programa de recompra para aquisição de até 5 milhões ações ordinárias, correspondentes a 0,57% do seu capital social, excluindo-se as ações em tesouraria, que irá vigorar no período de 26 de setembro a 14 de outubro deste ano. O objetivo do programa é a manutenção dos papéis em tesouraria, informou. 

Vale (VALE3, R$ 27,24, -0,40%; VALE5, R$ 24,01, -0,99%) 
A Vale teve sua recomendação rebaixada hoje pelo Citi diante da forte queda dos preços do minério de ferro – principal produto da mineradora. Nesta sexta-feira, a commodity fechou estável, a US$ 78,6 a tonelada. Na semana, no entanto, a queda supera 3,5%. Assim como as ações de sua holding, a Bradespar. 

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A corretora cortou a recomendação dos ADRs (American Depositary Receipts) da companhia de compra para neutra, com novo preço-alvo de US$ 12,50, ante US$ 15. Além do cenário desafiador, os analistas apontam as eleições como uma outra força de volatilidade para a empresa, preferindo “esperar e ver” essas melhorias.

Abril Educação (ABRE3, R$ 12,81, +1,53%)
As ações da Abril Educação sobem nesta sessão em seu “primeiro dia” de negociações. Hoje, elas deixaram de ser negociadas como Units, pacote com uma ação ordinária e duas preferenciais. Nesta sessão, elas passam a ser negociadas somente ON, com expectativa da empresa de adentrar ao Novo Mercado de governança corporativa.

Cielo (CIEL3, R$ 38,60, -0,26%)
As ações da Cielo são impactadas por notícias do setor de cartão. O Banco Central espera receber até o fim do ano um plano detalhado das empresas de cartão para acabar com as reservas de mercado que existem no setor. Atualmente, apenas máquinas da Cielo passam cartões Agrocard e os das bandeiras Elo, Alelo e American Express (Amex), ao passo que as da Redecard passam Ticket e Hiper/Hipercard.

“As notícias e perspectiva de quebra de exclusividade no setor continuam pressionando a instituição no curto prazo, mas continuamos acreditando em uma tendência favorável em termos de entrega de resultados no horizonte de investimentos no médio/longo prazo”, comentaram os analistas da XP Investimentos.

Eneva (ENEV3, R$ 0,74, -7,50%)
As ações da Eneva despencam mais de 6% nesta sessão e acumulam queda de 75% no ano. Hoje, a empresa informou que obteve aprovação para uma linha de crédito de longo prazo de 300 milhões de reais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outras instituições financeiras para a termelétrica Pecém II.

Os recursos serão utilizados para o reperfilamento da dívida de curto prazo de Pecém II e da Eneva, bem como cobrir futuros compromissos das partes, informou a empresa em comunicado.

Light (LIGT3, R$ 21,36, +0,05%)
Os papéis da Light operam estáveis nesta sexta-feira após chegarem a cair 1,73% com o Santander revisando para baixo a recomendação das ações da Light de manutenção para underperform. O preço-alvo para as ações da empresa é de R$ 21,66.