Petrobras e Vale têm sessão volátil; Gerdau é iniciada com compra pelo Goldman

Confira os principais destaques da Bovespa nesta segunda-feira (10)

(Divulgação/Vale)
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11h06: Educacionais
Os papéis do setor educação lideram as perdas do Ibovespa hoje, com Estácio (ESTC3, R$ 12,42, -3,12%) e Kroton (KROT3, R$ 8,60, -2,49%). Essas ações renovam hoje as mínimas de dezembro de 2012 e novembro de 2013, respectivamente. Fora do índice, caem forte também as ações da Anima (ANIM3, R$ 14,19, -5,27%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 10,84, -3,64%).   

Sobre a Anima, a 15ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF) concedeu mandado de segurança na sexta-feira a pedido da companhia, suspendendo o prazo de inscrições dos alunos para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até que o Ministério da Educação (MEC) esclareça os critérios usados na distribuição das vagas. As inscrições de estudantes para o Fies, referentes ao segundo semestre de 2015, serão realizadas até esta sexta-feira. Esta edição do Fies oferecerá 61.500 vagas, realizada sob novas regras anunciadas pelo governo no fim de junho. 

10h55: Ferbasa (FESA4, R$ 8,50, +4,29%) 
A Ferbasa, fabricante de ferro-ligas, registrou um lucro líquido de R$ 79,3 milhões no segundo trimestre, multiplicando em quase três vezes o lucro de R$ 28,7 milhões de igual período de 2014. Embora tenha registrado queda no volume vendido e menor preço médio das ligas em dólar no período, a empresa se beneficiou do efeito da desvalorização cambial sobre receitas na moeda americana.  

10h47: Petrobras (PETR3, R$ 10,70, +0,85%; PETR4, R$ 9,73, +0,41%)
As ações da Petrobras têm sessão volátil. Os papéis zeraram os ganhos minutos após a abertura, acompanhando o desempenho do mercado, mas voltaram a registrar alta neste pregão, em dia de repique na Bolsa após forte queda na última sexta-feira. No noticiário da Petrobras, destaque para a entrevista de Aldemir Bendine. De acordo com a Rico Corretora, a entrevista foi “pró-mercado”. Além disso, o preço do petróleo está em alta, com ganhos de 1,2%, a US$ 49,81, o que ajuda as ações a subirem hoje. 

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no domingo, o presidente da Petrobras comentou sobre a política atual de preços da companhia para a gasolina e o diesel. Bendine foi categórico ao afirmar que essa política é da companhia e que não existe interferência do governo e afirmou que a empresa presta esclarecimento sobre os preços dos combustíveis apenas ao conselho de administração.

Além disso, na sexta-feira, após notícia veiculada no jornal O Estado de São Paulo, a Petrobras  comunicou esclarecimento ao mercado em geral e seus acionistas, afirmando que as premissas e variáveis utilizadas pelo Plano Estratégico 2030 ainda serão revisitadas à luz das novas condições macroeconômicas e do mercado de óleo e gás e, por estar em fase inicial, ainda não se pode quantificar as novas premissas e metas.

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No radar da companhia, outra preocupação: o pagamento de dívidas tributárias à União poderá pesar sobre os resultados da Petrobras ainda no futuro. 

10h31: Gerdau (GGBR4, R$ 5,87, -2,33%)
Depois de uma abertura positiva, as ações da Gerdau viraram, acompanhando o mercado que perdeu força minutos após o início de pregão. Apesar do movimento, o Goldman Sachs iniciou cobertura dos papéis da siderúrgica com recomendação de compra. Seguem o movimento ações de outras siderúrgicas listadas na Bolsa: CSN (CSNA3, R$ 3,97, -0,75%) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 3,66, -2,66%). A exceção era a Usiminas (USIM5, R$ 3,95, 0,0%), que operava estável nesta manhã. 

10h19: Vale (VALE3, R$ 18,55, +0,71%; VALE5, R$ 15,02, +0,74%)
As ações da Vale também sobem, assim como das siderúrgicas, seguindo o noticiário asiático. Os dados da China mostraram uma desaceleração mais profunda na demanda da maior potência industrial do mundo, o que aumenta a expectativa de mais uma rodada de estímulos do governo.

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Notícias de mais uma queda nas exportações chinesas, a maior em quatro meses, e de um forte recuo nos preços dos produtores mostram como a vacilante demanda industrial chinesa atingiu o comércio global e combaliu os ativos dos mercados emergentes. 

10h15: Taesa (TAEE11, R$ 20,10, +1,52%)
As ações da Taesa sobem cerca de 1,5% após a divulgação do seu resultado. A empresa 
mostrou alta de 200,3% em seu lucro líquido que aumentou de R$ 80,1 milhões em 2014 para R$ 240,5 milhões neste período de abril a junho. No semestre a companhia teve aumento de 130,9% ao alcançar R$ 442,5 milhões contra R$ 191,6 milhões nos primeiros seis meses do ano passado. 

O Ebitda da Taesa foi de R$ 342,5 milhões, com alta de 63,1% contra os R$ 209,9 milhões em 2014. No semestre, a alta foi de 52% ao encerrá-lo com R$ 640,9 milhões nestes primeiros seis meses de 2015. A margem Ebitda teve alta de 6,5 pontos-base e fechou o período em 87,3%, ante 80,8% em 2014. Segundo o Santander, os resultados ficaram em linha. O ajuste de inflação à receita anual combinado com controle de custos ajudaram a sustentar boas margens. “Acreditamos que a Taesa é uma empresa sólida, com perfil de baixo risco”, afirmam os analistas.

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10h10: Gafisa (GFSA3, R$ 2,58, +0,78%)
A Gafisa vê suas ações subirem quase 1% após a empresa ter revertido
 seu prejuízo líquido do trimestre de 2014 de R$ 851 mil em lucro líquido de R$ 28,4 milhões neste trimestre. O mesmo aconteceu com o prejuízo dos primeiros seis meses do ano passado, de R$ 40,6 milhões, que foi convertido em lucro de R$ 60,1 milhões. A receita líquida da companhia teve um aumento de 14% e encerrou em R$ 591,5 milhões ante R$ 519,5 milhões em 2014.

O Ebitda ajustado da empresa foi de R$ 72,8 milhões e sofreu uma queda de 24% contra os R$ 96,3 milhões do mesmo período no ano passado. A margem Ebitda ajustada da Gafisa foi de 12,3% e teve queda de 6,3p.p..

No segundo trimestre os lançamentos totalizaram R$ 482 milhões, distribuídos em 8 projetos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco, acima dos R$ 313,6 milhões lançados no primeiro trimestre deste ano. A Gafisa foi responsável por 52% dos lançamentos do trimestre, a Tenda pelos 48% restantes e volume lançado no primeiro semestre do ano somou R$ 795,5 milhões.

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E, de acordo com o jornal Valor Econômico, a Tenda tem a intenção de lançar R$ 1 bilhão neste ano, conforme destacou o diretor financeiro e de relações com os investidores da divisão de baixa renda da Gafisa, Felipe Gohen. Trata-se da intenção, mas não projeção de lançamentos, conforme o executivo. 

Para o BTG Pactual, o destaque foi a melhora operacional da Tenda, que já era esperada (e deve continuar uma vez que a demanda por baixa renda tem se mostrado resiliente). Contudo, a desaceleração de Gafisa (e Alphaville), aliados a uma estrutura de custo fixo alta, podem impedir uma recuperação do ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido). A recomendação para o papel segue neutra.