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SÃO PAULO – O Ibovespa sobe nesta sexta-feira (13) puxado por Petrobras e Vale, que anunciou que deve divulgar seu balanço auditado do terceiro trimestre no fim de maio. Lá fora, o dia é de otimismo e de renovação do apetite de risco com crescimento acima do esperado para o PIB (Produto Interno Bruto) alemão, alta do petróleo e tom mais “amigável” nas reuniões entre o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras e seus pares na zona do euro. O índice norte-americano S&P 500 opera com alta de 0,17%, a 2.092 pontos, atingindo a sua máxima histórica.
Às 12h56 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 2,00%, a 50.522 pontos, ultrapassando momentaneamente o suporte dos 49.900 pontos. Ao mesmo tempo, o dólar subia 0,2%, ficando cotado a R$ 2,8253 na compra e R$ 2,8265 na venda. Já o contrato futuro do dólar para março ficava estável, com leve baixa de 0,04%, a R$ 2,834. Vale lembrar que hoje é o último dia de negociação do contrato do Ibovespa Futuro para fevereiro e o último pregão antes do Carnaval. A Bolsa só volta a abrir no dia 18, Quarta-Feira de Cinzas.
Na agenda, hoje a presidente Dilma Rousseff (PT) se encontra com o marqueteiro João Santana.
Ações em destaque
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 9,94, +6,08%; PETR4), R$ 10,06, +5,89%) sobem. A estatal divulgou um comunicado marcando uma nova data para a divulgação do seu balanço auditado do terceiro trimestre de 2014 para o fim de maio. Em entrevista ao Jornal Nacional, o novo presidente da companhia, Aldemir Bendine disse que fará uma baixa de ativos relacionados à corrupção para mostrar com “clareza e transparência qual é o número da companhia no momento”. A petroleira ainda confirmou que haverá uma redução nos investimentos diante do tamanho da sua dívida e do cenário macro de queda dos preços do petróleo.
Outra blue chip, a Vale (VALE3, R$ 22,55, +4,49%; VALE5, R$ 19,33, +4,04%) também apresentava alta. A empresa tem se beneficiado da alta do dólar, uma vez que sua receita tem grande exposição à moeda norte-americana.
Quem subia também eram as ações do setor educacional. Ontem, o Ministério da Educação informou que vai reabrir o cadastramento do Fies (programa de financiamento estudantil) para novos alunos. O sistema estava fechado para contratos novos desde 1° janeiro. Os estudantes terão de 23 de fevereiro a 30 de abril para se inscrever. Estima-se que aproximadamente 250 mil calouros solicitem o financiamento. O ministro da Educação, Cid Gomes, também comunicou um reajuste de até 6,4% nas matriculas do Fies, a ser aplicado no aditamento do primeiro semestre.
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Na quarta-feira, o ministro havia dito que os cursos com reajuste acima de 4,5% estavam sendo colocados à parte antes de terem os contratos renovados. Ontem, as ações de empresas do setor dispararam na Bolsa e seguem o desempenho hoje: Kroton (KROT3, R$ 11,05, +0,55%) e Estácio (ESTC3, R$ 18,05, +1,98%) sobem.
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Alemanha e Grécia
Destaque para os dados econômicos na zona do euro: o PIB da região cresceu mais do que o esperado nos últimos três meses de 2014, com expansão de 0,3% na base trimestral no período de outubro a dezembro, ante alta de 0,2% nos três meses anteriores. Na comparação anual, o crescimento da zona do euro foi de 0,9% no quarto trimestre, ante 0,8% no terceiro trimestre, também acima da expectativa de alta de 0,8%.
Já a Alemanha foi destaque ao crescer 1,4% muito acima do esperado, com a demanda doméstica ajudando a levar a expansão no ano todo a 1,6% e levantando esperanças de um 2015 forte. O PIB trimestral superou não apenas a mediana das expectativas como também todas as projeções individuais.
Já na Ásia, os ganhos aconteceram na esteira de um rali na Europa e em Wall Street na quinta-feira. “Os investidores se sentem mais confortáveis agora uma vez que grandes fontes de preocupações foram retiradas”, disse o estrategista sênior da Daiwa Securities Hirokazu Kabeya.
O principal catalisador do recuo na ansiedade era a notícia de um cessar-fogo na Ucrânia, oferecendo alívio a investidores já que sanções retaliatórias entre o Ocidente e Moscou devido à Ucrânia se tornaram um fardo extra sobre a perspectiva global, particularmente na Europa e na Rússia.
(Com Reuters)