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13h28: Vale (VALE3, R$ 13,33, +4,06%; VALE5, R$ 9,54, +3,25%)
As ações da Vale, que operaram em queda mais cedo, ganham força na Bolsa e operam na máxima do dia, seguindo o bom humor do mercado. Nas últimas 3 sessões, os papéis da mineradora já disparam 18%, seguindo a alta dos preços do minério de ferro e maior chance de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que já traz ruídos ao mercado. Acompanhavam o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 4,44, +2,30%), holding que detém participação na Vale.
Segundo o blog de Lauro Jardim, do jornal O Globo, está nas mãos do Credit Suisse a missão de vender os bilionários ativos da área de fertilizantes da Vale.
Além disso, o acordo para a recuperação da Bacia do Rio Doce, afetada pelo rompimento da Barragem do Fundão em Mariana (MG), em novembro do ano passado, será assinado hoje (2), às 15h, no Palácio do Planalto em Brasília. O acordo vinha sendo discutido entre o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, o Ministério Público, a Samarco e suas acionistas Vale e BHP. Mesmo antes da formalização do acordo entre o Poder Público e a mineradora, a organização não governamental (ONG) Justiça Global garantiu ontem (1º) que vai enviar nos próximos dias denúncia à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA). A Samarco pagará ao menos R$ 20 bilhões em acordo por desastre, disse a Reuters, citando fonte do Palácio do Planalto.
13h24: Petrobras (PETR3, R$ 7,86, +3,96%; PETR4, R$ 5,45 +2,64%)
As ações da Petrobras viveram reviravolta nesta tarde, após dados estoques de petróleo nos Estados Unidos jogaram para baixo os papéis, assim como os preços do petróleo, que passaram a intensificar perdas após os dados americanos. O movimento, no entanto, durou pouco tempo e as ações voltam a subir forte, juntamente com o Ibovespa, que opera na máxima do dia. Lá fora, o petróleo Brent já subia 0,95%, a US$ 37,16 o barril.
Além dos preços do petróleo, a estatal reflete rumor sobre corte no plano de investimentos e aumento de risco político no Brasil. Ontem, fontes disseram à Reuters que a estatal vai cortar em 20% seu plano de investimentos 2016-2020 no próximo mês para aproximadamente US$ 80 bilhões. Se for confirmado o corte, esse será o menor programa de investimentos de 5 anos para a companhia desde 2006.
Segundo o BTG Pactual, a notícia é positiva, mas não resolve o problema de alavancagem da companhia (de US$ 125 bilhões). “Podemos dizer que a Petrobras está comprando tempo para tentar reerguer a empresa para o futuro, mas ainda é muito dependente do preço do petróleo”, comentaram os analistas do banco, que seguem cautelosos com o case.
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Destaque ainda para a notícia do Valor de que a companhia perdeu ontem uma discussão bilionária na última instância do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais): no balanço do terceiro trimestre de 2015, a Petrobras estimava a disputa em R$ 7,3 bilhões e a classificava como perda “possível”. Por uma questão processual, a Câmara Superior manteve autuações por duas deduções de recursos injetados no fundo de pensão Petros, que reduziram a base de cálculo do Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O jornal aindainformou que a estatal deve perder US$ 1,95 bilhão no Japão, com a compra da refinaria Nansei Sekiyu K.K., em Okinawa. Segundo uma fonte a par do assunto na estatal, o rombo é “muito parecido” com o da refinaria americana em Pasadena, apesar de menos falado. “
Destaque ainda para os comunicados divulgados pela empresa nesta manhã: a diretoria executiva da Petrobras aprovou a condução de negociações exclusivas com a Pampa Energia para a venda da Petrobras Argentina, por 30 dias, segundo comunicado divulgado ao mercado. O período de exclusividade pode ser estendido por igual período e a “transação ainda está sujeita à aprovação de seus termos e condições finais pela Diretoria Executiva e pelo Conselho de Administração da Petrobras, bem como pelos órgãos reguladores competentes”.
A companhia ainda aprovou o “início do processo de cessão dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural de um conjunto de campos terrestres, assim como a venda dos ativos relacionados a essas concessões”. Por fim, a empresa informou o início da produção antecipada de Sépia, no pré-sal de Santos.
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11h46: BM&FBovespa e Cetip
Segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o conselho de administração da da Cetip (CTIP3, R$ 38,17, -0,44%) poderá dar, nesta quarta-feira, um passo para iniciar as conversas formais com a BM&FBovespa (BVMF3, R$ 12,36, +1,39%) sobre a possibilidade de combinação de negócios das companhias.
O objetivo, conforme fontes, seria discutir detalhes sobre a oferta vinculante recebida pela Bolsa (de R$ 41,00 por ação), como questões jurídicas e procedimentos, antes da resposta final, que deve acontecer em meados da próxima semana, já perto do fim da validade da proposta feita pela BM&FBovespa.
11h08: Gol (GOLL4, R$ 2,69, +19,11%)
As ações da Gol seguem em disparada nesta sessão, após ter sido publicada ontem a medida provisória que aumenta o limite de participação de estrangeiros no capital votante das empresas aéreas brasileiras. O limite era de 20% das ordinárias e agora passa a ser de 49% (mas pode ser maior que isso, observando o princípio de reciprocidade, ou seja, caso as regras no país de origem do comprador permitam que empresas brasileiras possuam percentual maior que 49% em empresas aéreas locais).
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Desde que aumentaram rumores (na sexta-feira passada) sobre aumento de participação de estrangeiros em companhias aéreas brasileiras, as ações da Gol disparam na Bolsa. Considerando o movimento de hoje, a alta já foi de 45% nesses últimos 4 pregões.
11h04: Elétricas
Leilão de usinas e cortes de recomendações de ações do setor elétrico por bancos trazem pressão para elétricas nesta sessão. A maior queda neste momento era da ação da AES Tietê (TIET11, R$ 13,91, -4,53%), que afundava após HSBC rebaixar sua recomendação de compra para manutenção e notícia sobre leilão ontem da China Three Gorges (chinesa que levou as usinas da Cesp) para venda de energia no mercado livre (30%), que teve resultado fraco, com demanda zero. “Preços dos produtos ofertados variavam entre R$ 115 e R$ 125, o que gera pressão de preços no geral”, comentou o BTG Pactual.
Segundo os analistas, premissas de longo prazo utilizadas nos modelos (por volta de R$ 140) podem estar superavaliadas, dada indicação desse leilão, gerando pressão para geradoras descontradas, com destaque para AES Tietê, Copel (CPLE6, R$ 23,41, -1,43%) e Tractebel (TBLE3, R$ 35,64, -0,97%), que também caem nesta sessão.
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Além da AES Tietê, o HSBC rebaixou a recomendação das ações da Light (LIGT3, R$ 8,47, -0,70%) e Equatorial (EQTL3, R$ 37,83, -0,45%) de compra para manutenção, enquanto a CPFL (CPFE3, R$ 16,82, -1,92%) foi rebaixada de manutenção para “reduzir” pelo banco.
Já o BTG Pactual reduziu a recomendação para a Taesa (TAE11, R$ 18,46, -3,10%) de compra para neutra em meio à alta das ações da companhia destacando que, após representar uma boa oportunidade de investimento e de continuar sendo um bom veículo para tanto em meio ao cenário turbulento no Brasil, o valuation agora está esticado. O preço-alvo para os ativos é de R$ 17,00.
11h00: Weg (WEGE3, R$ 13,31, +0,45%)
Após ter sido penalizada na semana passada, quando figurou como uma das maiores quedas do Ibovespa após balanço fraco do 4° trimestre, o JPMorgan rebaixou hoje as ações da Weg de “overweight” (desempenho acima da média) para neutra pelo JPMorgan.
10h50: Construtoras
O Credit Suisse revisou a recomendação para o setor imobiliário, rebaixando MRV (MRVE3), EzTec (EZTC3) e Even (EVEN3) para neutro, enquanto Direcional (DIRR3) e Tecnisa (TCSA3) tiveram elevação para outperform e neutro, respectivamente. “O principal destaque vai para a mudança no call em MRV que, apesar de ainda estarmos otimista com o segmento de baixa renda, acreditamos que o valuation atual já precifica boa parte do bom momento. Assim, na baixa renda preferimos Direcional (único rating outperform) e entre os players de media renda, preferimos Cyrela (apesar de mantermos o rating neutro)”, afirmou.
10h31: Gradiente (IGBR3, R$ 2,67, +13,14%)
As ações da microcap IGB Eletrônica, dona da marca Gradiente, disparam pelo terceiro dia na Bolsa, quando acumulam alta de 37%, tendo como pano de fundo a antiga disputa da companhia pela marca iPhone. Isso porque na terça-feira a IGB Eletrônica informou que foi publicada decisão admitindo recurso especial interposto pela companhia com vistas a levar à apreciação das cortes superiores a suposta ilegalidade na utilização da marca iPhone pela Apple. Com isso, a questão será remetida ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para apreciação.
10h22: Braskem (BRKM5, R$ 25,55, +0,20%)
Em entrevista ao Valor, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, afirmou que a empresa vai avaliar ativos petroquímicos que sejam colocados à venda no mercado externo, em busca de oportunidades decorrentes do redesenho da indústria petroleira provocado pelo forte recuo nos preços do petróleo. “Empresas de petróleo dos mercados em que a Braskem atua estão colocando ativos à venda e a Braskem está atenta”, afirmou o presidente da companhia ao jornal.
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