Destaques da Bolsa

Petrobras e Vale caem mais de 2%; Suzano recua pelo 7° dia e Gol volta a subir

Confira os principais destaques de ações da Bovespa na sessão desta quarta-feira

SÃO PAULO – O Ibovespa ficou no negativo nesta quarta-feira (15), sentindo o peso das ações ligadas a commodities, como as siderúrgicas, a Vale e a Petrobras. Do outro lado, chamou atenção a alta da Gafisa, que subiu após divulgar sua prévia do segundo trimestre. Confira abaixo os principais destaques da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 13,18, -2,44%; PETR4, R$ 11,80, -1,67%)
As ações da Petrobras caíram hoje em meio à queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Neste momento, o Brent, negociado em Londres e usado como referência pela petrolífera, caiu 2,50%, a US$ 57,04.  

Vale (VALE3, R$ 17,11, -3,98%; VALE5, R$ 14,50, -2,42%)
As ações da Vale viraram para queda ainda durante a manhã após esboçar ganhos nesta sessão. Os papéis da companhia caíram apesar da alta do minério de ferro. A commodity subiu 0,98%, a US$ 50,55 a tonelada, segundo cotação do porto de Qingdao, na China. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 9,73, -1,62%), holding que detém forte participação na Vale.

Ontem, os papéis da companhia caíram na Bolsa após forte euforia na segunda-feira, quando as ações subiram 6,6% em um movimento que foi visto como “exagerado” pelo mercado diante de um anúncio da mineradora que foi mal compreendido.  

Siderúrgicas
As ações Gerdau (GGBR4, R$ 6,59, +1,07%) subiram depois de desabarem na véspera após anunciar uma reestruturação de suas operações, envolvendo um desembolso de quase R$ 2 bilhões para comprar fatias minoritárias em suas controladas. Tanto o “timing” do negócio quando o valor pago foram questionados pelo mercado, levando ontem os papéis das duas companhias a queda de 7,5% e 10,5%, respectivamente. Com a desvalorização, as ações da Gerdau fecharam a R$ 6,52, no menor patamar desde 1° de agosto de 2005. A Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,57, -2,35%), no entanto, que desabou 11% ontem, seguiu em queda nesta sessão. 

Veja mais em: Gerdau paga “caro” pela simplificação: reestruturação veio na hora errada

Embora com movimento não tão acentuado, as demais siderúrgicas listadas na Bolsa também caíram ontem. Hoje, a CSN (CSNA3, R$ 4,67, -2,10%) deu sequência à queda, enquanto a Usiminas (USIM5, R$ 4,30, +0,70%) subiu. 

Gafisa (GFSA3, R$ 2,64, +3,94%)
As ações da Gafisa lideraram os ganhos chegnado a subir 5% mais cedo depois da prévia do segundo trimestre divulgada na noite de ontem. Com a alta, os papéis alcançam seu maior patamar desde metade de maio. Os lançamentos consolidados da Gafisa cresceram 16,5% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 482 milhões. 

Segundo o BTG Pactual, os resultados operacionais vieram melhores do que o esperado, influenciados principalmente por melhoras significativas nas operações da Tenda. No período, a divisão Gafisa lançou 19,7% a menos, enquanto os projetos apresentados ao mercado pela Tenda mais do que dobraram, com aumento de 131,7%, quando comparado com o segundo trimestre de 2014. 

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Embraer (EMBR3, R$ 24,07, -0,86%)
A carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) da Embraer atingiu R$ 22,9 bilhões no segundo trimestre, frente a R$ 20,4 bilhões no primeiro trimestre, informou a fabricante de aeronaves nesta quarta-feira. No período de abril a junho, a Embraer entregou 27 jatos para a aviação comercial e 33 para a aviação executiva, em um total de 60 aeronaves – diante de 58 entregues no mesmo período no ano passado, informou a Embraer em comunicado. 

Segundo o Credit Suisse, os números vieram fortes e a companhia parece bem posicionada para entregar seu guidance para o ano. 

Fibria e Suzano
As exportadoras Fibria (FIBR3, R$ 40,86, -2,74%) e Suzano (SUZB5, R$ 14,81, -1,53%), ambas do setor de papel e celulose, caíram forte, mesmo com o dólar se mantendo próximo da estabilidade. Essa é a sétima queda seguida da Suzano, período em que acumula perdas de 12,8%. 

Natura (NATU3, R$ 28,69, +2,94%)
Com a proximidade do início da temporada de balanços, o JPMorgan escreveu hoje relatório com prévia para Natura, que dará a largada nos resultados do segundo trimestre na próxima quarta-feira (22). Para os analistas, a companhia deve continuar mostrando um “core business” enfraquecido, com dificuldade em crescer receita devido à deterioração da renda disponível. Além disso, gastos com atividade profissional e recente aumento de impostos devem também pressionar as margens a partir do segundo semestre.

BRF (BRFS3, R$ 68,70, -0,58%)
O JPMorgan escreveu também sobre a BRF. Para os analistas, a companhia vai confirmar seu bom momento no segundo trimestre. As vendas domésticas devem ser resilientes à deterioração econômica no consumo enquanto a divisão internacional deve se beneficiar do câmbio, redução da oferta e custos dos grãos em estoque.

Gol (GOLL4, R$ 7,03, +1,30%)
O conselho de administração da Gol aprovou aumento de capital de R$ 461,3 milhões, mediante emissão de cerca de 64 milhões de ações preferenciais, no âmbito da operação de capitalização fechada entre a companhia, seu controlador, o FIP Volluto, e a Delta Air Lines. O preço de emissão foi fixado em R$ 7,20 por ação.

Em nota, o Credit Suisse escreveu que não esperava uma reação muito signifitiva para a ação, já que desde sexta-feira o papel subiu 15%. “Alguns investidores podem até ficar desapontados, já que estariam esperando um prêmio similar a primeira transação que foi de 47% na época sobre o preço de fechamento, contra os atuais 19%”, comentaram os analistas.

JBS (JBSS3, R$ 15,39, -2,59%)
As ações da JBS ficaram entre as maiores queda do Ibovespa. Ontem, a companhia confirmou o fechamento de seu segundo frigorífico no Mato Grosso em menos de 15 dias. A companhia encerrou suas operações de uma unidade em Matupá, podendo causar a demissão de cerca de 200 trabalhadores. 

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Rodobens (RDNI3, R$ 5,00, +3,09%)
Ontem à noite, a Rodobens divulgou seus números prévios do segundo trimestre. Segundo o JPMorgan, os dados foram impactados por uma desaceleração da economia, o que justificaria uma queda dos papéis nessa sessão. As ações, no entanto, registram ganhos.