Destaques da Bolsa

Petrobras e Vale afundam até 5%; 14 ações vão de alta de 38% a queda de 8% após balanços

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão

SÃO PAULO – A última semana da temporada de balanços agita a Bovespa nesta quarta-feira (10), com destaque para 14 resultados no radar. O dia negativo no Ibovespa não afetou as ações da Gerdau, que descolaram dos demais papéis ligados a commodities e subiram forte puxadas por um balanço acima do esperado e anúncio de programa de recompra de ações. Na máxima do dia, os papéis da companhia dispararam 5,6%, enquanto as demais siderúrgicas da Bolsa – Usiminas e CSN – registraram queda. A contribuição negativa veio também das ações da Petrobras e Vale, que caíram até 5% hoje. 

Fora do índice, destaque para a small cap Positivo, que saltaram pelo 3° pregão seguido, renovando hoje máxima desde janeiro de 2014, após balanço do 2° trimestre, enquanto Vanguarda Agro afundou até 8% na mínima do dia, com os números do trimestre.  

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

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Petrobras (PETR3, R$ 13,16, -3,80%; PETR4, R$ 11,56, -2,69%)
As ações da Petrobras viraram para o negativo nesta sessão, depois de operarem em alta de quase 1% durante a manhã, puxadas pelos preços do petróleo. O contrato futuro do Brent caía 2,56%, a US$ 43,83 o barril, enquanto o WTI recuava 3,13%, a US$ 41,43 o barril. 

Vale mencionar que amanhã de manhã a petrolífera irá divulgar seu balanço do 2° trimestre. Em relatório desta manhã, o Credit Suisse atualizou suas estimativas para a companhia, devido às condições melhores agora do que no 1° trimestre, que foi uma “tempestade perfeita”, comentaram os analistas do banco, citando depreciação do real frente ao dólar, queda do preço do Brent, paradas de manutenção, entre outros fatores negativos. “Entendemos que a Petrobras é uma empresa complexa e que é difícil projetar seus resultados, no entanto, além dos fatores macroeconômicos a favor da companhia (com valorização do real e recuperação do preço do petróleo), esperamos crescimento da produção de 8% na comparação trimestral, uma vez que as paradas de manutenção foram finalizadas e alguns ganhos não-recorrentes da venda de ativos na Argentina e Chile”, avaliaram os analistas. Para eles, a companhia deve reportar receita de US$ 23,2 bilhões (avanço de 29% na comparação trimestral), Ebitda de US$ 6,8 bilhões (ou crescimento de 25%, utilizando a mesma base de comparação) e lucro de cerca de US$ 500 milhões, contra prejuízo no 1° trimestre.

No radar da estatal, ontem à noite, a agência Reuters destacou que a Petrobras pediu para que a Odebrecht Óleo e Gás (OOG) paralise quatro de seis sondas de perfuração que estão em atividade, um movimento da petroleira estatal que pode levar a fornecedora de equipamentos a pedir recuperação judicial, segundo duas fontes a par do assunto. Bancos e investidores da Odebrecht O&G acompanham a situação com preocupação, dado que as partes já tinham avançado num reescalonamento do calendário de pagamentos de juros da OOG desde que a Petrobras cancelou o contrato do navio-sonda ODN Tay IV, uma das quatro plataformas que garantem bônus da empresa, em setembro passado.

Ainda sobre a Petrobras, o Estadão informa que, encaminhada a questão da dívida dos Estados – independentemente das “revisões” impostas à proposta inicial – o governo agora tem pressa para votar o projeto de lei do pré-sal e já iniciou negociações para que ele vá ao plenário da Câmara ainda neste mês. A ideia, segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, é votar o projeto logo após a definição sobre a renegociação das dívidas estaduais. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já mostrou que tentará manter este cronograma de votação.

Assim, o governo tenta acelerar votação do projeto de lei do pré-sal, tendo como objetivo aprovar o texto na Câmara até sexta-feira para evitar período de convenções partidárias municipais.

Vale (VALE3, R$ 18,09, -4,74%; VALE5, R$ 15,40, -3,69%)
As ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 10,52, -3,84%) – holding que detém participação na mineradora – afundaram hoje, seguindo o movimento do minério de ferro e o dia negativo do mercado doméstico. Nesta sessão, o minério de ferro cotado no porto de Qingdao, na China, recuou 1,6%, a US$ 60,58 a tonelada. 

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Gerdau (GGBR4, R$ 8,60, +3,12%)
As ações da Gerdau descolaram do dia negativo no Ibovespa e subiram forte, animadas pelo balanço do 2° trimestre e anúncio de recompra de até 10 milhões de ações no prazo de um mês. Na máxima do dia, a alta da ação atingiu 5,64%, a R$ 8,81, acompanhadas pelos papéis da holding Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 3,07, +3,02%), que subiram até 4,36% hoje, a R$ 3,11. O movimento positivo, no entanto, não foi seguido pelas demais siderúrgicas da Bolsa, com Usiminas (USIM5, R$ 3,67, -3,42%) e CSN (CSNA3, R$ 10,50, -4,02%) fechando em forte queda. 

Sobre a recompra, o Credit Suisse comentou que, embora a quantidade não seja muito significativa (representa apenas 1,13% das ações em circulação em mercado da companhia), a decisão é um bom indicador de que a gestão da empresa acredita que a ação esteja barata nos preços atuais. Os analistas do banco comentaram ainda que pareceu prudente a companhia não ter sido tão agressiva na recompra, dado seu nível de alavancagem de 4 vezes a dívida líquida/Ebitda. Eles lembraram que a ação segue como sua top pick do setor de siderurgia na América Latina. O prazo da recompra é de um mês, ou seja, até 12 de setembro. As operações serão intermediadas pelas corretoras do Itaú Unibanco, Bradesco e Merryll Lynch. Vale mencionar que na manhã da próxima quarta-feira a siderúrgica irá reportar seu balanço do 2° trimestre. 

Em relação ao balanço, o Bank of America Merrill Lynch comentou que os números vieram fortes no 2° trimestre, ressaltando o Ebitda de R$ 1,2 bilhão, 8% acima do projetado pelos analistas do banco, 29% maior do que o visto no trimestre anterior e 1,4% superior ao registrado no mesmo período de 2015. O Brasil foi o destaque positivo, com custos menores devido a volumes mais fortes, enquanto a América do Norte desapontou com o spread do metal mais baixo do que o estimado, comentou a equipe de análise do banco. Após o balanço, o BofA reiterou a recomendação da ação em neutra, mas elevou o preço-alvo de R$ 7,00 para R$ 8,40 por papel. 

Gerdau reportou lucro líquido de R$ 184 milhões no período, queda de 30,6% ante os R$ 265 milhões do mesmo período do ano passado. A receita líquida, por sua vez, teve queda de 4,7% na base de comparação anual, para R$ 10,249 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado subiu 0,8%, para R$ 1,2 bilhão, enquanto a margem Ebitda teve alta de 0,6 ponto percentual, para 11,7%.

Em termos consolidados, a produção de aço bruto no segundo trimestre de 2016 apresentou redução em relação ao mesmo período de 2015, principalmente pela readequação dos níveis de estoques nas unidades de aços especiais no Brasil e pela alienação das unidades de aços especiais na Espanha. Em relação ao primeiro trimestre, a produção de aço bruto apresentou aumento devido a recomposição de estoques nas Operações de Negócio Brasil e América do Norte.

Positivo (POSI3, R$ 3,01, +36,82%)
As ações da small cap Positivo dispararam pelo terceiro pregão seguido na Bovespa, na esteira do balanço do 2° trimestre, divulgado ontem à noite. Na máxima do dia, os papéis atingiram alta de 39,55%, a R$ 3,07, renovando sua máxima desde janeiro de 2014. Nesses três pregões, o papel acumulada valorização de 55%. Juntamente com o rali, chamou atenção o volume financeiro movimentado com o papel, que alcançou hoje R$ 7,5 milhões, contra média diária de R$ 509,8 mil dos últimos 21 pregões. 

A fabricante de computadores Positivo registrou lucro líquido de R$ 12,6 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 39,6 milhões no mesmo período do ano passado. Já a receita da companhia subiu 24,8%, para R$ 564,5 milhões, refletindo, principalmente o avanço de preços médios em todas as categorias de produtos.

Ajudou na evolução do balanço as vendas de telefones celulares, que atingiram volume de 747,5 mil, com alta de 146%. Porém, a companhia foi favorecida pela entrada no mercado de de Ruanda para venda de PCs. No total, as vendas de PCs somaram 302,9 mil unidades, ficando praticamente estável em relação ao período anterior. No Brasil, as vendas de computadores recuaram 16,4%, enquanto as da marca Positivo BHG na Argentina e em Ruanda cresceram 74,9% no trimestre.

Oi (OIBR4, R$ 2,32, 0,0%)
Oi informou que assembleias gerais convocadas pelo investidor Nelson Tanure, para 8 de setembro, estão sujeitas à prévia autorização judicial, atendendo às decisões da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro. A companhia disse que manterá acionistas informados sobre o desenrolar do assunto, segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Tanure quer que acionistas votem sobre possibilidade de substituir parte do conselho e considerar medidas legais contra seu maior acionista. 

Além disso, fontes com conhecimento sobre o assunto disseram à Bloomberg que o colapso da gigante brasileira de telecomunicações levou um tribunal holandês a atribuir um escritório de advocacia no exterior para proteger interesses dos investidores. O escritório Jones Day foi designado a atuar para credores da Oi Brasil Holdings Cooperatief, sediada em Amsterdã, de acordo com as fontes, que pediram para não ser identificadas porque a nomeação ainda não é pública. Alguns investidores da Oi têm contestado a avaliação dos ativos da companhia, que tenta reestruturar US$ 19 bilhões em dívidas no Brasil.

Banrisul (BRSR6, R$ 10,95, +2,15%)  
O Banrisul registrou um lucro líquido consolidado de R$ 201,5 milhões no segundo trimestre, resultado superior aos R$ 192,9 milhões marcados no mesmo período do ano passado. A receita de serviços e tarifas bancárias apresentada pela companhia entra abril e junho foi de R$ 426,6 milhões, também acima dos R$ 351,1 milhões na comparação anual. Já a receita por intermediação financeira foi de R$ 2,459 bilhões, contra R$ 2,104 bilhões reportadas no segundo trimestre do ano passado. 

Segundo o BTG Pactual, a primeira leitura é de um resultado melhor que o esperado. Apesar do lucro líquido não ter vindo muito acima dos R$ 190 milhões, como o consenso do mercado esperava, a qualidade dos números veio melhor, comentaram os analistas. A margem financeira e taxas performaram bem mais uma vez e qualidade do ativo melhorou depois da grande piora vista no trimestre passado, ressaltaram. Além do balanço, o banco também revisou o guidance para 2016. Com isso, o BTG espera agora um ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) de 11% a 15%, contra 14% e 17% anteriormente. Apesar do forte rali no ano, eles reiteraram a recomendação de compra da ação. 

São Carlos (SCAR3, R$ 27,00, -0,74%)
A São Carlos registrou uma receita líquida de R$ 73,456 milhões no segundo trimestre, o que corresponde a uma queda de 1% na comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda recorrente da companhia entre abril e junho foi de R$ 58,7 milhões, representando um recuo de 1,3% ante o segundo trimestre de 2015. A São Carlos também teve um prejuízo líquido de R$ 800 mil no segundo trimestre deste ano, deixando para trás o lucro de R$ 83 milhões do mesmo período do ano passado.

Vanguarda Agro (VAGR3, R$ 14,79, -8,25%)
As ações da Vanguarda Agro afundaram após balanço, atingindo na mínima do dia queda de 10,05%, a R$ 14,50. O volume financeiro movimento com o papel hoje foi de R$ 4,3 milhões, contra média diária de R$ 789 mil dos últimos 21 pregões.

A companhia teve prejuízo líquido de R$ 41,6 milhões no segundo trimestre de 2016, revertendo um lucro líquido de R$ 26 mil no segundo trimestre de 2015. A receita líquida da companhia caiu 17,7%, para R$ 213,9 milhões. O Ebitda ficou negativo em R$ 28,26 milhões, ante resultado positivo de R$ 14,26 milhões em igual período do ano passado. A margem Ebitda ficou negativa em 13,2%, ante margem Ebitda positiva de 5,5%.

De acordo com a Vanguarda Agro, o resultado foi impactado pela redução da receita de venda de produtos agrícolas com a diminuição do plantio de soja em 2015/16 e pela devolução de arrendamentos em Mato Grosso, na Bahia e no Piauí. Além disso, os preços mais baixos, custos mais altos da soja e clima adverso também foram fatores negativos.

Tegma (TGMA3, R$ 8,80, -2,11%)
A Tegma caiu após reportar um prejuízo líquido de R$ 1 milhão no segundo trimestre e de R$ 3 milhões no primeiro semestre deste ano. A receita líquida da Tegma foi R$ 229 milhões, 17% inferior ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda foi de R$ 17 milhões; já o endividamento líquido da companhia em 30 de junho de 2016 foi de R$ 123 milhões (1,4 vez Ebitda ajustado dos últimos 12 meses).  

Segundo o BTG Pactual, o resultado veio em linha, destacando que, se ajustado por alguns efeitos não-recorrentes (de aproximadamente R$ 3 milhões), os números teriam sido melhores. Os analistas comentaram que o segmento de auto segue fraco, impactado por menores volumes e distância média menor, enquanto a logística integrada teve uma forte performance, com margens acima de 9% (excluindo os efeitos não-recorrentes). Os analistas esperam uma melhora nos resultados a partir do 2° semestre. Eles mantiveram recomendação de compra do papel.

Comgás (CGAS5, R$ 51,19, +1,47%)
A Comgás subiu após balanço forte no 2° trimestre. Analistas do Itaú BBA destacaram que os dados foram “robustos”, após a redução significativa nos custos do gás, enquanto o BTG Pactual ressaltou que os números confirmaram a forte qualidade do ativo. A companhia viu seu lucro líquido subir 53,3% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 330,4 milhões. Entre outros fatores, a melhora no balanço reflete a redução do custo dos bens ou serviços vendidos, que passou de R$ 1,09 bilhão para R$ 729,4 milhões, uma queda de 49,5%.

Em relatório, o BTG ainda comentou que o balanço, sem dúvida, ajuda (e muito) o consolidado da Cosan (CSAN3, R$ 34,15, +0,71%). O resultado de Cosan será divulgado hoje à noite e eles esperam que venha forte com destaque para o segmento de açúcar e etanol, que teve um aumento expressivo de volume de vendas. Eles esperam também um preço realizado melhor. Em distribuição de combustíveis, eles veem volumes fortes de Raízen, que deve seguir ganhando em participação de mercado. 

Guararapes (GUAR4, R$ 60,49, +0,10%) 
A Guararapes, controladora da Riachuelo, registrou lucro líquido de R$ 36,3 milhões no segundo trimestre, o que representa uma queda de 51,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a receita líquida consolidada da companhia ficou em R$ 1,46 bilhão, com alta de 10,3% na comparação anual. No critério “mesmas lojas” (unidades abertas há mais de 12 meses), houve um crescimento de 1,5% das vendas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ficou em R$ 115,6 milhões, com queda de 32,2% na comparação anual, impactado pelo aumento de 11,5% nas despesas operacionais. Já a margem Ebitda ajustada sobre a receita líquida de mercadorias atingiu 12,5% no trimestre, queda de 5,8 pontos percentuais sobre igual período de de 2015.

Cyrela (CYRE3, R$ 10,65, -3,88%)
As ações da Cyrela afundaram até 5,23% nesta sessão, a R$ 10,50, após balanço fraco e corte de recomendação pelo Bradesco BBI. A companhia viu seu lucro líquido cair 62,1% no segundo trimestre em um ano, para R$ 45 milhões no segundo trimestre deste ano. Já a receita líquida caiu 43,7%, para R$ 641 milhões, que aliada às contingências de R$ 33 milhões foram responsáveis pelo menor lucro do período. A margem bruta da companhia passou de 35,1% no segundo trimestre do ano passado, para atuais 39,6%.

Segundo o BTG Pactual, a construtora registrou um ROE fraco, como esperado. De acordo com o BTG Pactual, apesar de avaliar que o momentum é desafiador para o setor, a Cyrela está entre as empresas que deve se beneficiar de uma melhora nas vendas do setor, ressaltando a forte gestão. A recomendação do BTG para os papéis segue neutra. Além disso, ela teve a recomendação reduzida para underperform pelo Bradesco BBI; o preço-alvo para os papéis é de R$ 10,00. 

Arezzo (ARZZ3, R$ 26,95, +1,62%)
O Credit Suisse reduziu o preço-alvo para as ações da Arezzo de R$ 33,00 para R$ 31,00. Apesar da revisão para baixo, os analistas destacaram em relatório desta quarta-feira que a companhai está extremamente preparada para continuar crescendo nos próximos anos, aproveitando de maneira expressiva a recuperação do setor, mesmo considerando que o momento macroeconômico ainda seja desfavorável (com a confiança do consumidor apenas começando a indicar alguma melhora) e que o crescimento da receita líquida da companhia tenha caído 6% entre 2013 e 2015 (contra avanço de 20% entre 2011 e 2013). 

Senior Solution (SNSL3, R$ 14,97, +4,69%)
As ações da Senior Solution dispararam após balanço do 2° trimestre. Mesmo diante de um cenário econômico complicado, a companhia desenvolvedora de softwares Senior Solution conseguiu se manter em evolução no primeiro semestre deste ano, registrado entre abril e junho o terceiro trimestre seguido de alta em sua receita. A companhia encerrou o período com receita líquida recorde de R$ 20,5 milhões, uma alta de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) teve avanço ainda mais expressivo, atingindo R$ 2,7 milhões, com evolução de 27,3% sobre o mesmo período do ano passado, enquanto a margem Ebitda ficou em 13,1%, uma expansão de 2,0 p.p.. Segundo a companhia, isto mostra um bom controle de custos e despesas, assim como um contínuo ganho de sinergias provenientes das duas aquisições realizadas em 2015.

Em entrevista ao InfoMoney, o presidente da companhia, Bernardo Gomes, ressaltou que este foi um ótimo trimestre, com melhora nos números mesmo com o aumento de 2,5 p.p. na alíquota de INSS desde dezembro de 2015 e o cenário macro mais complicado. Segundo ele, a alta de 12,9% no lucro bruto, para R$ 7,6 milhões, mostra um bom controle de custos e despesas, além do fato da companhia ainda estar capturando sinergias das aquisições feitas no fim do ano passado.

Gomes ainda destacou as receitas recorrentes, que atingiram R$ 16,3 milhões, representando 79,2% do total das receitas, o que, segundo ele, “é um importante patamar que assegura a previsibilidade das receitas da companhia em um ambiente econômico instável”.