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SÃO PAULO – A Bolsa teve dia de eforia nesta quarta-feira (7) após uma sessão volátil na véspera. Hoje, o Ibovespa fechou com alta de 3,05%, a 49.462 pontos, chegando a subir 3,92% na máxima diária. A sessão foi marcada pela forte alta dos papéis da Petrobras, que disparou em meio ao anúncio de que a estatal pretende baratear o valor dos combustíveis para conter a concorrência, além das altas das siderúrgicas e da Vale.
No topo do Ibovespa, 10 ações chamaram atenção, fechando com alta superior a 5%; entre elas, destaque para a CSN, que disparou junto com o setor após informações da Bloomberg de que o ajuste nos preços do aço devem ocorrer ainda na segunda quinzena de janeiro. Além delas, as ações da CCR também chamaram atenção no topo dos ganhos do índice em meio a relatório do BofA, que disse que a companhia é o grupo de concessões que possui o maior poder de fogo para atuar ativamente na consolidação de um bom cenário para infraestrutura.
No entanto, as companhias do setor de educação voltaram a fechar no vermelho, sendo pressionadas por ajustes na concessão do FIES (programa de financiamento estudantil). Apesar da forte desvalorização, analistas vêm comentando que o movimento tem sido “exagerado”. Entre as quedas ainda, destaque para as exportadoras, que sofriam com a desvalorização do dólar frente ao real.
Ainda nos destaques negativos estiveram as ações da Gol (GOLL4, R$ 14,55, -4,34%), que foi penalizada nesta terça-feira em meio ao preço do petróleo, que se recuperou nesta sessão, com o WTI operando com alta de 0,67%, cotado a US$ 48,27 o barril – vale lembrar que a commodity é o principal gasto da companhia. Além disto, a Gol anunciou hoje que fechou acordo de compartilhamento de voos com a Korean Air, maior empresa de aviação da Coreia do Sul e uma das maiores companhias aéreas da Ásia. A parceria ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Confira os principais destaques da Bolsa nesta quarta-feira:
Petrobras (PETR3, R$ 8,45, +4,84%; PETR4, R$ 8,67, +4,08%)
As ações da Petrobras fecharam com forte alta nesta sessão, ganhando força após a abertura dos Estados Unidos. Ontem, a estatal informou que conseguiu negociar com seus credores a divulgação do balanço não auditado do terceiro trimestre por auditoria independente ainda este mês. Os credores da companhia estavam pressionando para que a empresa divulgasse as demonstrações contábeis auditadas até o final de janeiro, conforme contrato acordado.
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Ainda sobre a estatal, ontem surgiram rumores de que a empresa poderia baratear a gasolina com o objetivo de conter a concorrência de importadores iniciantes, mas, para o analista Luis Gustavo Pereira, da Guide Investimentos, isso seria difícil de ocorrer agora, dado a situação frágil que a companhia se encontra.
Veja mais: Déjà vu? Gráfico da Petrobras mostra queda atual igual à da crise de 2008
Vale (VALE3, R$ 22,60, +3,67%; VALE5, R$ 19,99, +3,63%)
As ações da Vale estenderam os ganhos da véspera, mesmo em meio à queda dos preços do minério de ferro, principal produto da companhia. Ontem, os papéis da Vale chegaram a subir mais de 4%.
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Siderúrgicas
Assim como as ações da Vale, as siderúrgicas estenderam os fortes ganhos de ontem em meio à notícia de que as companhias do setor anunciaram um reajuste dos preços do aço entre 5% e 8%, dependendo do produto, à rede de distribuição, que incluem Gerdau (GGBR4, R$ 10,42, +7,53%), Usiminas (USIM5, R$ 5,00, +5,93%) e CSN (CSNA3, R$ 5,74, +10,81%). De acordo com informações da Bloomberg, o ajuste deve ocorrer a partir da segunda quinzena de janeiro.
Na véspera, o Goldman Sachs disse que cada aumento de 1% nos preços devem adicionar R$ 167 milhões de Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) anualmente à empresa. Hoje, o BTG Pactual elevou a recomendação das ações da Gerdau de neutra para compra, mas cortou o preço-alvo das ações de R$ 15 para R$ 12,50.
CCR (CCRO3, R$ 15,60, +7,51%)
Juntamente com as siderúrgicas, lideraram os ganhos do Ibovespa hoje as ações da CCR, que fecharam em sua segunda sessão consecutiva de alta. Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch disse que 2015 será um ano “quente” no mercado secundário de ativos de infraestrutura e a CCR é o grupo de concessões que possui o maior poder de fogo para atuar ativamente na consolidação. O banco também considerou que a Ecorodovias (ECOR3, R$ 10,55, +7,43%) pode ser um potencial comprador, principalmente para rodovias e aeroportos. Os analistas comentaram que, porém, que a necessidade do controlador de dividendos pode limitar as aquisições.
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Bancos
Também entre as altas do dia, destaque para os bancos que ganharam força em dia de euforia no mercado. Entre os ganhos, Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,80, +3,62%), Bradesco (BBDC3, R$ 36,18, +4,42%; BBDC4, R$ 36,89, +3,97%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,48, +4,40%) e Santander (SANB11, R$ 13,41, +5,59%), além da Itaúsa (ITSA4, R$ 9,62, +3,78%), holding que controla o Itaú, e BM&FBovespa (BVMF3, R$ 9,71, +4,30%).
Oi (OIBR4, R$ 6,53, -0,31%)
Depois de desabarem 16,7% ontem, as ações da Oi voltaram a fechar em queda nesta sessão. A queda ocorreu após notícia de que a Procuradoria-Geral da República de Portugal confirmou que foram realizadas buscas na sede da holding PT SGPS para um inquérito do Departamento Central de Investigação de Ação Penal (DCIAP) do país. A PT SGPS detém 25,6% da Oi, que, por sua vez, é dona da Portugal Telecom. Essa é a nona queda seguida do papel da operadora. Lá fora, as ações da PT, negociadas na Bolsa de Lisboa, caíam 12,8% no mesmo horário.
Eletropaulo (ELPL4, R$ 9,14, -5,97%)
As ações da Eletropaulo fecharam em queda nesta sessão pela primeira vez após três pregões de fortes ganhos. O movimento anterior de alta ocorreu em meio à decisão da Justiça de livrar a empresa de uma devolução de R$ 626 milhões aos consumidores. Ontem, um relatório do Bradesco apontou que, caso a empresa ganhe a decisão final, isso pode adicionar R$ 2,80 ao preço-alvo dos seus papéis, que atualmente está em R$ 8,40.
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Educacionais
As ações da Kroton (KROT3, R$ 12,66, +0,08%), Estácio (ESTC3, R$ 18,95, -1,81%), Anima (ANIM3, R$ 25,71, -4,78%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 21,30, -1,84%) fecharam em seu quinto pregão seguido de queda. Os papéis caíram ainda pressionados pelo anúncio do Ministério da Educação de ajustes no programa FIES (programa de financiamento estudantil).
Segundo analista da XP Investimentos, a notícia deve realmente impactar negativamente as empresas do setor, mas ainda é cedo para calcular qual será o real impacto da medida. “Achamos que o impacto é menor do que o mercado precifica, dado que a base de alunos já está consolidada e o efeito deve ocorrer em parte na captação do segmento presencial”, disse.
Veja mais: Educacionais caem mais de 20% em 2015; queda justa ou hora de comprar?
Braskem (BRKM5, R$ 16,00, -0,06%)
A Braskem teve sua recomendação revisada para baixo pelo Bradesco BBI de outperform (desempenho acima da média) para market perform (desempenho em linha com a média). Apesar da melhora significativa na rentabilidade da empresa causada pela depreciação do real frente ao dólar, os analistas acreditam que a queda dos preços do petróleo, petroquímicos básicos mais baixos e spreads mais apertados de resina, devem ofuscar o efeito cambial e resultar em um Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2015 neutro da companhia na comparação com o ano passado.
Iochpe-Maxion (MYPK3, R$ 11,60, +4,50%)
Após quatro quedas seguidas, as ações da Iochpe-Maxion fecharam em alta. Hoje, o UBS manteve a recomendação de compra para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 24,50, após a empresa anunciar que sua controlada, Amsted-Maxion, vendeu 19,5% do capital social da subsidiária Amsted-Maxion Hortolândia para a The Greenbrier Companies por US$ 15 milhões.
OSX (OSXB3, R$ 0,21, +10,53%)
Apesar da alta de hoje, as ações da OSX Brasil devolveram praticamente todos os ganhos acumulados em novembro nos meses de dezembro e janeiro. Do final de novembro até agora, os papéis da companhia desabaram 56%. Segundo a coluna Radar, da Veja, é esperada para semana que vem uma semana em massa de integrantes do conselho de administração da companhia.
BHG (BHGR3, R$ 17,34, -1,48%)
A companhia fechou com forte queda na Bolsa após assinar memorando para administrar três hotéis Soft Inn Business que estão em desenvolvimento pela incorporadora STX nas cidades de São Paulo, Santos e Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.