Petrobras e Seatrium lançam duas FPSOs para o campo de Búzios

A ‌precificação do ​resgate dos títulos será ⁠em ​22 ​de setembro de 2026 ⁠e ​a liquidação ocorrerá ​em 25 de setembro ​de ⁠2026

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CINGAPURA, 27 Ago (Reuters) – A ⁠Petrobras (PETR4) e a Seatrium lançaram nesta quinta-feira duas ⁠embarcações que aumentarão a produção de petróleo no campo pré-sal ‌de Búzios, o maior do país, em 450 mil barris por dia no próximo ano.

• As novas plataformas permitirão que ‌o Brasil aumente ainda mais as exportações para atender à demanda global, enquanto as refinarias enfrentam perda do abastecimento do Oriente Médio devido ao conflito entre os EUA e o Irã.

• As unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga (FPSO), P-80 e P-82, ⁠devem ‌partir de Cingapura com destino ao Brasil em setembro e ⁠no início de outubro, respectivamente, informou um representante da Seatrium a repórteres.

• A viagem levará cerca de 70 dias, e espera-se que ambas as embarcações comecem a produção no primeiro semestre de 2026, informaram a Seatrium e a Petrobras. ​Cada FPSO foi projetada para produzir até 225 mil barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de ​gás por dia.

• “Búzios é o maior campo do Brasil em termos de reservas e produção e já ultrapassou a marca de 1,2 milhão de barris por dia”, afirmou a presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard.

• A Petrobras detém uma participação de ‌quase 90% no campo e o opera ​em parceria com as empresas chinesas CNOOC e CNPC.

• Chambriard disse à Reuters que o petróleo bruto de Búzios seria vendido principalmente para clientes na região ⁠da Ásia-Pacífico.

• “A demanda ​da Coreia do ​Sul e do Japão está aumentando, enquanto a China vem comprando nosso petróleo há ⁠muito tempo”, disse ela. “A Índia, por ​exemplo, nos pediu para vender o máximo possível.”

• A produção de petróleo do Brasil cresceu 19,1% em relação ao mesmo mês do ​ano anterior em junho, atingindo um recorde de 4,5 milhões de bpd, informou a ANP, agência reguladora do ​setor.

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• As exportações de ⁠petróleo bruto atingiram uma média de 2,5 milhões de bpd no acumulado do ano, ⁠um aumento acentuado em relação aos 2,1 milhões de bpd em 2025 e ao 1,7 milhão de bpd em 2024, segundo dados da Kpler. A China foi o maior destino, recebendo cerca de 1,1 milhão de bpd no ano.

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