Petrobras e Oi desabam mais de 6%; educacionais chegam a cair 10%

Em dia que 25 ações têm queda de mais de 2%, Eletrobras se sustenta como maior alta do Ibovespa e BR Insurance despenca 9%, na mínima histórica

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SÃO PAULO – A semana começa negativa na Bolsa, com o principal índice de ações registrando perdas de mais de 1%. Às 15h28 (horário de Brasília), 11 papéis dos 68 do índice registravam alta superior a 1%, enquanto 28 ativos tinham perdas de mais de 2%. Em destaque na ponta positiva ficam as ações preferenciais da Eletrobras, que têm ganhos de quase 2%, a R$ 7,77, enquanto Petrobras acentuaram as perdas após a abertura dos mercados dos Estados Unidos.

Ainda do lado negativo, destaque para a Oi (OIBR4, R$ 6,20, -6,06%), que intensifica as perdas após os principais acionistas da Portugal Telecom SGPS aprovarem o adiamento da assembleia convocada para aprovar a venda dos ativos portugueses da Oi à Altice, segundo informações da Bloomberg. A assembleia foi adiada para dez dias.  

Ainda entre as quedas, atenção ainda para a educacionais, que seguem pressionadas, acumulando também os piores desempenhos do ano entre as empresas do Ibovespa. Neste momento, as ações da Ser Educacional e Anima caíam mais de 10%. Enquanto isso, os bancos registravam queda pressionados pela informação de que a derrocada de Eike pode ter causado um prejuízo de pelo menos R$ 7,9 bilhões para o setor. Confira os destaque de hoje:

Petrobras (PETR3, R$ 8,73, -6,03%; PETR4, R$ 8,89, -5,53%)
Depois de operar durante a manhã no positivo, as ações da estatal viraram para queda e acentuaram as perdas após abertura das bolsas dos Estados Unidos, às 12h30. A queda do petróleo no mercado internacional e o corte no preço-alvo dos papéis pelo Goldman Sachs ajudam a pressionar a Petrobras, anulando o bom humor do mercado visto nos minutos finais do pregão da última sexta-feira com notícias de que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, seria cotado para assumir a presidência da companhia.

Nesta manhã, o Goldman Sachs cortou suas projeções para o barril de petróleo Brent esse ano, de US$ 84 para US$ 50 o barril e, consequentemente, revisou para baixo o preço-alvo das ações da Petrobras de R$ 12 para R$ 11. A expectativa para o barril WTI, negociado nos EUA, passou de US$ 74 para US$ 47.

Além disso, no noticiário da petrolífera está a informação de que ela estaria analisando vender participações em áreas no pré-sal como solução de curto prazo para enfrentar dificuldades financeiras, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Investidores financeiros e petroleiras instalados no exterior estão sendo sondados para avaliar se têm interesse no negócio.

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De acordo com o jornal, o projeto ainda está sendo tratado no âmbito da diretoria da estatal e se concretizado deve ajudar a empresa a enfrentar as dificuldades provocadas pelas recentes denúncias de corrupção e pelo endividamento. De acordo com fonte envolvida na operação, o projeto faz parte do programa de desinvestimento da companhia, que, até agora, esteve focado na venda de ativos no exterior.

Oi (OIBR4, R$ 6,26, -5,15%)
Após reunião na última sexta-feira, o Conselho de Administração da Portugal Telecom manteve para hoje a assembleia de acionistas com o objetivo de analisar a venda dos ativos portugueses da Oi para o grupo europeu Altice, segundo uma fonte ligada à empresa portuguesa. 

Em carta à qual a Reuters teve acesso, o presidente da mesa da assembleia da Portugal Telecom SGPS, António Menezes Cordeiro, defende o fim dos contratos de fusão entre a empresa e a Oi, já que estes não foram cumpridos após a operadora brasileira ter fechado acordo para vender os ativos portugueses à Altice.

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Bancos
Os bancos iniciam esta segunda entre as perdas do índice, seguindo o mau humor do mercado e notícia de que a derrocada de Eike Batista “custou caro” aos para estas instituições. De acordo com uma compilação feita pela Folha de S. Paulo, o setor amarga perdas de pelo menos R$ 7,9 bilhões, montante este que equivale a 27% do prejuízo pelo bilionário, atingindo também os fornecedores e compradores de seus títulos de dívida.

O rombo provocado por Eike chegou a R$ 29,2 bilhões, não estando incluída a desvalorização das ações de suas empresas. A Folha destaca o levantamento dos números nas listas de credores e nos balanços das empresas. Apesar do prejuízo, os bancos ainda têm esperanças de recuperar parte do dinheiro, viabilizando alguns projetos. E não há risco sistêmico.

No Ibovespa, o Itaú Unibanco (ITUB4) vê suas ações caírem 1,90%, a R$ 34,10, seguido do Bradesco (BBDC3, R$ 34,31, -1,94%; BBDC4, R$ 34,88, -1,66%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,14, -1,77%).

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No caso do banco estatal, destaque ainda para a confirmação de Tarcísio Godoy, secretário-executivo da Fazenda, como novo presidente do conselho de administração do banco, como representante da União. O cargo estava vago desde 2013, quando Nelson Barbosa, atual ministro do Planejamento, deixou a posição.

Educacionais
Depois de um breve respiro, as ações do setor de educação voltam a cair forte na Bolsa. O movimento foi disparado no início do ano em meio à notícia sobre ajustes no FIES (programa de financiamento estudantil). Hoje, os papéis da Kroton (KROT3, R$ 12,56, -5,85%), Estácio (ESTC3, R$ 17,90, -5,99%), Anima (ANIM3, R$ 23,01, -10,12%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 18,46, -9,55%). O Santander cortou sua recomendação para todas as empresas do setor, deixando todas em “manutenção”. No ano, essas empresas acumulam perdas de 16,52%, 24,85%, 29,28% e 35,45%, respectivamente.

Eletrobras (ELET3, R$ 5,52, +0,90%; ELET6, R$ 7,88, +3,93%)
Os papéis preferenciais da Eletrobras lideram os ganhos do Ibovespa desde a abertura, mesmo com a informação de que a companhia está com a divulgação de seu plano estratégico 2015-2030 atrasada, mesmo mais de um mês após ter sido aprovado. Não se sabe qual a previsão de investimentos nem a expectativa de ampliação da capacidade instalada de geração e transmissão da companhia. Segundo o Valor Econômico, a companhia disse que ainda não há previsão para a divulgação do plano estratégico nem para o plano diretor de negócios e gestão 2015-2019.

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Exportadoras
As ações do empresas com perfil exportador sobem hoje em meio à valorização do dólar frente ao real. A moeda reage às incertezas do mercado em relação aos próximos passos do Federal Reserve. Destaque para os papéis da petroquímica Braskem (BRKM5, R$ 15,98, +1,85%), além dos frigoríficos Marfrig (MRFG3, R$ 5,58, +1,45%), JBS (JBSS3, R$ 10,60, +1,63%) e BRF (BRFS3, R$ 62,53, +1,21%). 

HRT (HRTP3, R$ 3,93, -10,27%) e OGX (OGXP3, R$ 0,09, 0,00%)
No fim da semana passada, uma notícia agitou as ações da OGPar e da HRT em que o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que as duas empresas estariam estudando uma fusão. Para esclarecer o fato, a OGPar disse nesta segunda-feira (12) que sua comunicação com a HRT restringe-se à discussão de âmbito regulatório sobre possível necessidade de acordo de unitização referente aos campos de Tubarão Martelo e Polvo.

Em nota enviada para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa ainda disse que “Eike Fuhrken Batista, acionista da companhia, informou manter diálogos com diversos participantes do mercado acerca de oportunidades de negócio e confirmou ter havido conversas com Nelson Tanure, acionista da HRT, sem, no entanto, ter havido qualquer negociação efetiva a respeito de uma eventual proposta de fusão entre companhias”.

BR Insurance (BRIN3, R$ 2,29, -9,13%)
A BR Insurance caminha para sua sétima sessão seguida de queda, acumulando neste período uma desvalorização de mais de 30%. Com isso, as ações da companhia chegam a perdas de 86% de queda nos últimos doze meses, atingindo assim sua mínima histórica.