Petrobras e imobiliárias caem forte; Oi atinge queda de mais de 5%

Ainda entre os destaques, Lupatech volta a cair após registrar queda de 8,45% na véspera

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SÃO PAULO – Acompanhando o cenário negativo das bolsas internacionais, o Ibovespa registra as perdas expressivas nesta sexta-feira (12), em meio aos indicadores negativos vindos dos Estados Unidos. Às 15h37 (horário de Brasília), o índice recuava 1,45%, a 54.597 pontos. 

Chama atenção neste pregão o desempenho negativo das ações da OI (OIBR3; OIBR4). Os papéis ordinários registram desvalorização de 4,92%, a R$ 6,38, enquanto os preferenciais recuam 3,37%, sendo cotados a R$ 5,45. Na mínima do dia, atingiram queda de 5,81%, a R$ 6,32, e 4,96%, a R$ 5,36. Vale lembrar que no acumulado do ano, a queda é de 24,95% e 28,90%, respectivamente. 

O analista da CGD Securities, Alex Pardellas, destaca que a queda das ações da companhia é exagerada, mesmo com a empresa carregando riscos como a dívida elevada e os desafios de reorganização da companhia. 

Pardellas aponta que o mercado está olhando para a possível desaceleração do ritmo de crescimento da companhia, que não estaria nos mesmos níveis do ano anterior. Entretanto, em meio à reestruturação, a expectativa do analista é por uma melhora gradual nos números da companhia.

Após descartar novos reajustes, Petrobras recua
Também em forte movimento negativo figuram as ações da Petrobras (PETR3; PETR4). Os papéis ordinários caem 2,41%, a R$ 16,21, enquanto os preferenciais recuam 1,39%, a R$ 17,74. Na mínima, atingiram queda de 3,31%, a R$ 16,06, e 2,11%, a R$ 17,61, respectivamente. 

Na véspera, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, assegurou que não vai ocorrer um aumento do preço dos combustíveis por enquanto, embora não tenha descartado um reajuste no médio e longo prazo. 

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Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a expectativa de recuperação dos resultados da Petrobras no 1° semestre é pautada em futuros reajustes e aumento de produção, algo que não deve se materializar. Ou seja, o case de investimento em Petrobras continua condicionado ao governo, e, portanto, a corretora não recomendação exposição ao papel. 

Imobiliárias voltam a cair
Enquanto aumentam as apostas de que a Banco Central vai elevar o taxa de juro na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) desde a última quarta-feira, quando foi relevado que o IPCA estourou o teto da meta em março, as ações do setor de construção civil vêm sofrendo na bolsa. 

Neste pregão, os papéis da PDG Realty (PDGR3), Brookfield (BISA3) e Rossi (RSID3) operam em desvalorização de 4,61%, 4,51% e 3,28%, respectivamente, a R$ 2,69, R$ 2,33 e R$ 3,54. 

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Dívida da Lupatech preocupa; ações seguem em queda
Após cair 8,45% na véspera, as ações da Lupatech (LUPA3) seguem no campo negativo neste pregão, mas com queda mais amena de 1,54%, a R$ 1,28. Na mínima do dia, os papéis atingiram desvalorização de 2,31%, sendo cotados a R$ 1,27.

O movimento reflete o calote de uma dívida de R$ 13,6 milhões, que evidenciou a crítica situação financeira da fabricante de equipamentos para petróleo e gás e trouxe um grande problema para o BNDESPar, braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e para o fundo de previdência dos funcionários da Petrobra, o Petros.  

Com isso, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito da companhia para “D” e ressaltou que só retomará a cobertura quando e se houver uma solução para o problema de solvência.

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Vale mencionar que o problema respinga também sobre a Petrobras, que tem compromisso de utilização de conteúdo nacional em seus projetos e tem a Lupatech como uma das suas principais fornecedoras. Segundo fontes do mercado, a companhia tem atrasado entregas e tem dificuldade em atender encomendas com alto grau de especialização, de custo mais elevado.