Petrobras e Eletrobras viram para queda; CSN e Usiminas caem 3,5%

Acompanhe aqui os principais destaques da Bolsa nesta terça-feira

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16h05: Embraer
As ações da Embraer (EMBR3) sobem 1,07%, a R$ 18,82, nesta sessão, depois da empresa ter assinado com o governo brasileiro o primeiro contrato para produção em série do cargueiro KC-390, em um negócio estimado em R$ 7,2 bilhões que inclui suporte logístico, peças sobressalentes e manutenção. 

Segundo a Embraer, as entregas do KC-390 ao governo brasileiro começarão no fim de 2016 e se estenderão por 10 anos. O KC-390 é um projeto conjunto da Embraer e da Força Aérea Brasileira (FAB) firmado em 2009. Além do pedido da FAB, existem intenções de compra de 32 aeronaves por Argentina, Colômbia, Chile, Portugal e República Tcheca.

15h58: Siderúrgicas
Seguindo o movimento negativo do mercado, as siderúrgicas acentuam as perdas nesta tarde, depois de terem recuado forte na véspera puxadas pelos dados do setor de abril. Nesta sessão, as ações da CSN (CSNA3, -3,52%, R$ 8,79), Usiminas (USIM5, -3,63%, R$ 8,22) aparecem entre as maiores queda do Ibovespa. Gerdau (GGBR4, -2,14%, R$ 13,69) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, -2,34%, R$ 16,69) aparecem um pouco atrás, com quedas de cerca de 2%.

Segundo dados do IABr (Instituto Aço Brasil) divulgados na véspera, a produção de aço no Brasil em abril foi a menor desde 2010. As siderúrgicas brasileiras produziram 2,767 milhões de toneladas de aço bruto no mês passado, queda de 7,5% sobre março e de 5% em relação ao mesmo período de 2013. De acordo com a XP Investimentos, os dados não foram nada favoráveis para o setor siderúrgico e podem pesar sobre o desempenho dos papéis nos próximos dias. 

No final do mês passado, a Usiminas já havia afirmado que não esperava a ocorrência no segundo trimestre de tradicional alta nas vendas de aço, diante da perspectiva de redução na produção de veículos do país. A Gerdau também se mostrou conservadora em relação às expectativas com os próximos trimestres, mas sem revisar suas estimativas de produção e vendas no semestre. Já a CSN destoou reafirmando que vê um cenário muito menos pessimista que a média de mercado. “Tal resultado confirma a visão passada na sexta, após reunião interna com distribuidor de aço, de que o ano vinha piorando e que o mês de abril foi o pior de todos”, disseram os analistas da XP.

12h46: Estatais
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 16,72, -0,65%; PETR4, R$ 17,77, -0,95%) e Eletrobras (ELET3, -1,54%, R$ 7,04; ELET6, -1,49%, R$ 9,91), que registravam alta superior a 1% mais cedo, viraram para queda nesta tarde. Nesta sessão, ficou em destaque o depoimento do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado. Gabrielli disse que a aquisição da Refinaria de Pasadena – no Texas, em 2006 – foi um bom negócio à época. Segundo ele, o empreendimento “passou por momentos ruins e voltou a ser um bom negócio”.

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Entre as estatais listadas na Bolsa, somente as ações do Banco do Brasil (BBAS3) sustentam os ganhos registrados mais cedo. Neste momento, os papéis sobem 0,97%, a R$ 24,04. Vale ressaltar que deve ser divulgada ainda nesta semana a pesquisa eleitoral do Ibope para a corrida eleitoral. As pesquisas estão movimentando as ações das companhias, que costumam responder positivamente às indicações de quedas de popularidade e intenção de voto na presidente Dilma Rousseff, uma vez que o mercado mostra descontentamento com a atual intervenção governamental.

12h36 (primeira versão às 10h14): Sabesp
As ações da Sabesp (SBSP3), que chegaram a recuar 2,46% mais cedo, ganharam força e operam próximas do zero a zero, com leve queda de 0,04%, cotadas a R$ 22,75. A empresa disse na noite de ontem que a agência reguladora Arsesp manteve a suspensão de eficácia de deliberação publicada no fim de março que autorizava a empresa a repassar, na fatura dos serviços, valores referentes a encargos municipais. Em nova deliberação, a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo informou que a medida será tomada “até serem conhecidos os resultados obtidos na revisão do contrato celebrado entre a Prefeitura do Município de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo e a Sabesp”.

12h32 (primeira versão às 10h09): BRF
As ações da BRF (BRFS3) perdem força após chegarem a subir 2,23% e registram alta de 0,87%, a R$ 51,09, neste momento, depois de anunciar um agressivo programa de recompra de ações de até 1 milhão de ações ordinárias – que corresponde a 0,11% do capital social – em apenas um semana, com o programa tendo início em 20 de maio e terminando em 28 de maio. O volume que essa recompra pode movimentar equivale a aproximadamente metade do total que os papéis movimentam por dia na Bolsa.

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11h06: MMX e OSX
As ações da MMX Mineração (MMXM3) caem 1,45%, a R$ 2,72, depois de ter disparado 13,58% na véspera. A OSX Brasil (OSXB3), que também subiu forte ontem (+7,14%), opera próxima a estabilidade, a R$ 0,45. A companhia de estaleiros de Eike Batista informou na noite da última segunda-feira que estendeu mais uma vez o acordo que tem com a OGpar, antiga OGX Petróleo (OGXP3), em relação ao período de teste no Campo de Tubarão Azul. Segundo comunicado, os testes irão continuar até 17 de julho.

11h00: Positivo
As ações da Positivo (POSI3) dão continuidade às fortes perdas registradas nos últimos dias. Neste pregão, os papéis caem 2,38%, a R$ 2,05. Desde que divulgou seu resultado do primeiro trimestre, no dia 8 de maio, as ativos da fabricante de computadores já recuaram 16,33%. Entre os meses de janeiro e março, o lucro líquido da empresa foi de R$ 1,1 milhão, queda de 90,3% em relação ao mesmo período do ano passado. As despesas financeiras da companhia somaram R$ 17,8 milhões, alta de 252,5%. A receita líquida teve queda de 2,25%, para R$ 613,4 milhões. 

10h18: Eneva
As ações da Eneva (ENEV3) sobem 4,96%, a R$ 1,27, depois da empresa informar que a alemã E.ON subscreveu R$ 120 milhões em novas ações da companhia, em um total de 94.456.108 papéis, no contexto da primeira fase do aumento de capital anunciado pela empresa na semana passada. 

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A Eneva disse ainda que os bancos BTG Pactual (BBTG11), Citibank, HSBC Bank Brasil e Itaú Unibanco (ITUB4) desembolsaram R$ 100 milhões em empréstimo-ponte de curto prazo para o financiamento de longo prazo de Pecém II, operação que também havia sido anunciada pela companhia em 12 de maio.