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SÃO PAULO – Em uma quarta-feira (3) agitada pelo noticiário corporativo e pelo cenário político, o destaque desta sessão fica com a forte queda nas ações das estatais e bancos, que vivem hoje dia de correção após forte rali. O mercado segue à espera da divulgação do Datafolha e Ibope ainda nesta quarta-feira.
Do lado de cima do Ibovespa, chama a atenção do mercado a continuidade no movimento positivo nas ações das siderúrgicas. Destaque para as ações da Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) que lideram os ganhos no índice, assim como as ações da Vale (VALE3;VALE5), que sobem nesta sessão após nove sessões de queda.
Vale mencionar também as altas nos papéis de Gol (GOLL4) e Ambev (ABEV5). No caso da companhia aérea, impulsionam os papéis os dados operacionais divulgados nesta quarta-feira, enquanto a empresa de bebidas reage ao aumento de tributação das bebidas frias.
Confira os destaques da Bolsa:
Estatais e Bancos
As ações das estatais – Petrobras (PETR3, 22,54, -3,22%;PETR4, R$ 23,79, -3,14%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 36,27, -3,18%) e Eletrobras (ELET3, R$ 8,25, -1,20;ELET6, R$ 12,05, -1,158%) – intensificam as perdas nesta sessão e caem mais de 3%. No radar delas continua a divulgação das novas pesquisas eleitorais Datafolha e Ibope ainda nesta quarta-feira.
Vale destacar também os bancos privados, Bradesco (BBDC3, R$ 39,60, -3,27%; BBDC4, R$ 40,81, -1,78%) e Itaú (ITUB4, R$ 40,60, -1,55%), que também apresentam forte queda nesta sessão.
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Ontem à noite, pesquisas eleitorais regionais mostraram um forte crescimento de Marina Silva na corrida presidencial. Em São Paulo, a candidata do PSB cresceu 4 pontos, em relação a última pesquisa, atingindo 39% das intenções de voto e aumentou sua vantagem para Dilma Rousseff em 16 pontos percentuais. Já no Rio de Janeiro, Marina ultrapassou a atual presidente e agora tem 38% dos votos, ante 30% da última pesquisa.
Vale mencionar que essa é a segunda queda dos papéis do BB em 15 sessões. Além deles, as ações preferenciais da Petrobras ultrapassaram ontem por R$ 0,01 em sua máxima do dia (R$ 24,90) o maior patamar registrado em 2011 para voltar aos valores registrados em junho de 2010. As ações PETR4, no entanto, perderam um pouco de força no fechamento e encerraram com alta de 3,06%, a R$ 24,56.
CCR (CCRO3, R$ 20,60, -2,37%)
As ações da CCR estão entre as maiores perdas do Ibovespa nesta sessão e voltam a cair após 3ª dias consecutivos de alta. Vale mencionar que desde a mudança no cenário político em 14 de agosto até hoje, os papéis da concessionária acumulam forte valorização de 20% no período.
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Siderúrgicas
Os papéis do setor de siderurgia – Gerdau (GGBR4, R$ 13,10, +2,44%), Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 15,96, +3,13%), CSN (CSNA3, R$ 9,95, +2,21%) e Usiminas (USIM5, R$ 8,71, +3,69%) – continuam o movimenta da última sessão.
Ontem, foram divulgados os dados da produção industrial nacional, que demonstrou crescimento de 0,7% para julho, de acordo com o IBGE. Os resultados romperam 5 meses seguidos de dados negativos, período em que acumularam queda de 3,5%. No primeiro semestre deste ano, a indústria registrou queda de 2,6%.
Vale (VALE3, R$ 29,37, +1,63%; VALE5, R$ 26,09, +1,45%)
As ações da Vale intensificam os ganhos nesta quarta-feira, apesar da nova queda no preço do minério de ferro – principal produto da exportadora. A commodity atingiu US$ 85,75 por tonelada, o menor patamar desde outubro de 2009.
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Em contrapartida, a China, maior destino das exportações da Vale, divulgou que o setor de serviços medido pelo banco HSBC, subiu para 54,1 em agosto, de 50,0 em julho.
As ações da Bradespar (BRAP4, R$ 20,45, +0,44%), holding que detém forte participação no capital da mineradora também avançam nessa sessão, atingindo 2,10% na máxima do dia.
Gol (GOLL4, R$ 15,20, +1,64%)
O grande destaque de alta fica para a Gol, que sobe mais de 3% em meio aos dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sobre o tráfego aéreo. No mês de julho, a demanda no transporte aéreo de passageiros cresceu 0,6% em relação a mesmo período de 2013. “Com esse resultado, a demanda doméstica completa dez meses consecutivos de crescimento, acumulando alta de 5,6% no ano. Nesse mesmo período, a oferta acumula retração de 0,3%”, ressalta a Planner Corretora.
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“Kit Marina”
Unindo-se às estatais e aos bancos, as ações do setor sucroalcooleiro aparecem como protagonistas do rali eleitoral e caem nesta sessão. Destaque para Cosan (CSAN3, R$ 44,73, -1,02%), São Martinho (SMTO3, R$ 46,85, +1,28%) e Tereos (TERI3, R$ 2,94, -1,36%), que apesar de queda hoje, já acumula alta de 19,10% no mês.
Apesar da queda, no radar das empresas refletem hoje a notícia de que o Senado aprovou na véspera a Medida Provisória 647, que eleva o percentual de edição de biodiesel e autoriza o aumento do percentual de mistura de etanol anidro da gasolina. Segundo a Planner Corretora, a aprovação já era esperada, um antigo pleito do setor sucroalcooleiro. Entretanto, o aumento da oferta de etanol é positivo para as usinas que sofrem neste período de hidrologia desfavorável. Além do que, a manutenção dos preços da gasolina influencia diretamente na competitividade do etanol hidratado. A MP segue agora para sanção presidencial e deve ser aprovada dado que o Senado manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara.
Para acompanhar o desempenho do “portfólio Marina”, clique aqui.
Ambev (ABEV5, R$ 16,15, +0,63%)
As ações da Ambev sobem nesta sessão reagindo à notícia de que o aumento da tributação das bebidas frias, categoria que reúne cerveja, água, isotônicos e refrigerantes, previstos para o início deste mês de setembro, ainda não tem prazo para acontecer e deverá ficará para depois das eleições, segundo informações do jornal Valor Econômico. A possibilidade de se jogar a correção para o próximo ano também não está totalmente descartada, afirma o jornal. Vale mencionar que os papéis da companhia caíram 4 dias nos últimos 6 pregões, sendo que uma vez fecharam estáveis e na outra em alta de apenas 0,06%.
Eternit (ETER3, R$ 7,90, -5,60%)
As ações da companhia caíram nesta sessão em meio ao comunicado de que a companhia irá recorrer da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que declarou como improcedente a reclamação feita pela companhia contra ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público do Trabalho de São Paulo e pela ABREA. A empresa do setor de louças e metais sanitários é processada em R$ 1 bilhão.
A ação é resultado de uma investigação na fábrica de Guadalupe, no Rio de Janeiro, que apontou riscos de exposição dos trabalhadores ao amianto, cuja fibra pode causar câncer de pulmão e outras doenças.