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SÃO PAULO – Após abrir o pregão em queda e anular as perdas logo em seguida, o Ibovespa volta cair nesta sexta-feira (20), com empresas com forte participação no índice pesando sobre o seu desempenho. Na véspera o índice recuou 1,1%. Às 11h13 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 1,21%, a 54.500 pontos.
Entre as ações que fazem parte do índice, destaque para OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,38, -5,00%), BR Properties (BRPR3, R$ 20,14, -2,33%) e PDG (PDGR3, R$ 2,52, -1,95%) pesam sobre o índice.
A blue chip Petrobras (PETR3, R$ 17,64, -1,73%; PETR4, R$ 18,93, -1,20%) e os bancos Bradesco (BBDC3, R$ 35,51, -1,00%; BBDC4, R$ 30,77, -1,91%), Santander (SANB11, R$ 14,46, -1,43%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 31,76, -1,67%) e sua holding, a Itaúsa (ITSA4, R$ 8,99, -1,75%) levam o Ibovespa à queda, uma vez que juntos possuem mais de 23% de participação no desempenho do índice.
Indicadores e discursos
Por aqui, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) acelerou para 0,27% em setembro, ante alta de 0,16% em agosto. Com isso, o índice de preços acumula alta de 5,93% nos últimos doze meses e de 3,97% neste ano, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Já no exterior, com a fraca agenda econômica, um dos focos do mercado é a eleição geral que será realizada domingo (22), na Alemanha. Além disso, durante a tarde três membros do Fomc discursarão: Esther George, do Fed de Kansas; Daniel Tarullo, de Mineapolis e James Bullard, de St. Louis. Nesta manhã, em entrevista à Bloomberg, James Bullard, já sinalizou que uma pequena redução do Quantitative Easing 3 é possível e que não faltou muito para que o BC reduzisse na reunião encerrada na última terça-feira (18). Ainda segundo Bullard, dados econômicos podem levar o Federal Reserve a recuar na compra de títulos em outubro.
Política na Europa
Na Europa, às 11h (horário de Brasília) será divulgada a prévia da confiança do consumidor de setembro. Com a fraca agenda econômica, os índices acionários europeus apresentam leves oscilações e questões políticas ganham força. Na Alemanha, uma pesquisa sobre a intenção de voto para as eleições de domingo aponta que a coalizão de centro-direita da atual chanceler, Angela Merkel, tem leve vantagem sobre os adversários.
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Já na Itália, o polêmico ex-premiê Silvio Berlusconi disse que manterá o apoio à coalizão que governa o país, com Enrico Letta como primeiro-ministro. Em meio à uma condenação por fraude fiscal, Berlusconi corre o risco de ser expulso da política e vinha ameaçando derrubar o governo de Letta caso fosse retirado da política. No entanto, o ex-premiê disse a jornalistas na última quinta-feira (19) que derrubar o governo desestabilizaria ainda mais o país e que manterá seu apoio, por enquanto.