Petrobras diz que queda na ação desde capitalização é ajuste

Gerente de RI afirmou que patrimônio cresceu e lucro se manteve, e que mercado vai voltar a focar em fundamentos

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SÃO PAULO – A queda do preço da ação da Petrobras (PETR3, PETR4) desde a capitalização é apenas um ajuste do mercado e, passado este momento, os investidores vão olhar os fundamentos da companhia. A afirmação foi feita pelo gerente de Relações com Investidores da estatal, Helder Leite, durante encontro com investidores.

De acordo com ele, “é claro que o papel iria ficar pesado”, dado o tamanho da capitalização, mas passado o tempo, o mercado notou que o patrimônio da empresa cresceu, mas o lucro era o mesmo, o que pressionou os preços dos papéis. “O indicador preço/lucro está se ajustando a um novo patamar”, afirmou.

Na capitalização, as ações preferenciais da Petrobras foram vendidas a R$ 26,30, enquanto a cotação da mesma no fechamento do pregão de terça estava em R$ 24,40. “O papel ter diminuição de ganhos é natural acontecer. A velocidade com que isso vai acontecer é o ponto-chave”.

No entanto, de acordo com Leite, quando passar o momento de ajuste, o investidor vai passar a olhar os fundamentos da empresa. “Nosso projeto é consistente e robusto”, ponderou.

Resultados da companhia
Durante o encontro com investidores promovido pela Apimec, Leite falou sobre os resultados da companhia do primeiro trimestre deste ano, que mostrou que enquanto a produção se manteve praticamente estável frente ao trimestre anterior, o resultado financeiro foi impulsionado pelo aumento do preço do petróleo e o câmbio.

O lucro operacional (antes de resultado financeiro, participações e impostos) subiu 16% entre o último trimestre de 2010 e o primeiro de 2011, com os principais fatores a melhora do custo do produto vendido e a redução das despesas.

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Em relação à exportação líquida, ela ficou negativa no trimestre, devido ao mercado aquecido no Brasil, que levou à importação de gasolina. Somente em derivados, enquanto a demanda foi de 1,968 milhão de barris por dia, a produção ficou em 1,877 milhões de barris por dia, sendo que a diferença teve de ser importada.

Quanto ao câmbio, ele foi responsável por cerca de meio milhão do lucro líquido da empresa, que ficou em R$ 11 bilhões no primeiro trimestre deste ano. “A Petro sempre foi dolarizada e hoje tem um endividamento em torno de 80% atrelado ao dólar. Quando transformado em reais, ela está cada vez menor, por isso se tem tido algum ganho cambial no balanço. Não vamos ver nenhuma mudança de perfil nisso”, afirmou Leite.