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Bancos
Seguindo o mau humor do mercado nesta tarde, as ações dos bancos perdem força e viram para queda. Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 23,87, -0,21%), Bradesco (BBDC4, R$ 17,24, -0,06%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 13,01, -0,23%) e Santander (SANB11, R$ 13,30, +1,92%) caíam neste momento.
Vale e siderúrgicas
As ações da Vale (VALE3, R$ 9,37, 0,0%; VALE5, R$ 7,28, -0,14%) viraram para queda, apesar da alta de 3,8% do minério de ferro nesta sessão, que foi a US$ 42,66 a tonelada, segundo cotação do porto de Qingdao, na China. Na máxima do dia, os papéis ordinários da mineradora chegaram a subir 3,6% e os preferenciais, 3%.
Descoladas do movimento, apareciam as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 3,43, +0,88%), holding que detém participação na Vale, assim como as siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 0,98, +2,08%), CSN (CSNA3, R$ 3,25, +2,52%) e Gerdau (GGBR4, R$ 3,47, +0,58%), que seguiam em alta, impulsionadas, além da alta do minério, por dados positivos na China. Investidores reagem bem ao preço de moradias, que subiu 0,2% em dezembro, na comparação mensal, no oitavo mês consecutivo de alta.
Petrobras (PETR3, R$ 6,47, -3,73%; PETR4, R$ 4,96, -4,06%)
As ações da Petrobras intensificam as perdas nesta tarde, com a virada dos preços do petróleo para baixo no mercado internacional. Neste momento, os papéis preferenciais eram negociados abaixo de R$ 5,00, no menor patamar desde novembro de 2003, enquanto o petróleo brent recuava 0,97%, a US$ 28,66 o barril, após relatório mostrar aumento da produção da commodity no Irã.
No noticiário da estatal, segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do O Globo, o Conselho de Administração da Petrobras decidiu fechar de vez no dia 31 de março a refinaria de Nansei, erguida na ilha de Okinawa, no Japão. A coluna destaca que a compra da refinaria foi aprovada em 2007 e teve a influência do ex-diretor internacional da Petrobras e hoje delator da Lava Jato, Nestor Cerveró.
“O negócio guarda alguma semelhança com o escândalo de Pasadena. Como em Pasadena, o conselho de administração, presidido à época por Dilma Rousseff, recebeu um resumo com informações marotas sobre o negócio”, informa o colunista.
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Destaque ainda para a notícia da veja de que a Brookfield e um grupo inglês estão entre potenciais favoritos para a compra da fatia da Petrobras na Braskem (BRKM5). Na semana passada, ao ser questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre eventual interesse na venda de fatia na petroquímica, a estatal disse que sua carteira de desinvestimentos “é dinâmica, pois o desenvolvimento das transações dependerá das condições negociais e de mercado”.
Ainda sobre a Petrobras, destaque para a notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que o PP teria desviado R$ 358 milhões de propina da estatal entre 2006 e 2014. . Os principais operadores eram o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. As informações estão na denúncia do MPF oferecida ao Supremo Tribunal Federal contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR). O documento aponta a ocorrência de doações oficiais à legenda para disfarçar a propina.
Destaque para a notícia de que, em meio à queda do preço do petróleo (que bateu os US$ 27 nesta segunda), o governo federal instituiu, por meio de decreto, o Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor), que, entre os vários objetivos, pretende elevar a competitividade da cadeia produtiva de fornecedores no País, estimular a engenharia nacional e ampliar o nível de conteúdo local dos fornecedores já instalados na cadeia.
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De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 18, a implementação do programa ocorrerá por meio de incentivo aos fornecedores no País, a partir da valoração, no âmbito da política de conteúdo local do setor de petróleo e gás, de um porcentual de conteúdo local superior ao efetivamente existente para os bens, serviços e sistemas de caráter estratégico.
Além disso, segundo a Agência Estado, anunciada na última sexta-feira pelo diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, a possível venda da subsidiária de logística, Transpetro, não foi discutida ou aprovada pelo Conselho de Administração da estatal. O tema também não passou pelo colegiado da própria subsidiária. Representantes dos trabalhadores em ambos os colegiados divulgaram nota no domingo (17), solicitando “imediatos esclarecimentos” sobre a negociação, classificada como uma “insubordinação em relação às instâncias decisórias da companhia”.
Sabesp (SBSP3, R$ 18,76, +5,99%)
As ações da Sabesp disparam após uma matéria do Valor citar que a companhia estuda aumentar a tarifa dos consumidores de renda mais alta, incluindo a indústria, segundo afirmou o presidente da companhia, Jerson Kelman ao jornal. O estudo deve ser enviado à Arsesp ainda este ano.
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Aliado a isso, o Credit Suisse elevou hoje a recomendação das ações da companhia de neutra para outperform (desempenho acima da média), acreditando em uma melhora “substancial dos resultados este ano em função da recente melhora do nível dos reservatórios”, que vai permitir a empresa reforçar mais sua estratégia tanto em relação a volumes quanto aos preços (o que coincide com a entrevista de Kelman ao Valor), acelerando a recuperação da companhia. Os analistas do banco elevaram em 50% o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia e dobraram o LPA (Lucro Por Ação) para 2016, levando o preço-alvo para R$ 24,00 por ação, o que representa um potencial de alta de cerca de 35% no papel.
CCR (CCRO3, R$ 11,51, +1,86%)
A Sem Parar, que tem como acionistas a concessionária CCR (com participação de 34,24%), está à venda e pode passar para as mãos de uma companhia americana. A transação tem potencial para movimentar até R$ 4 bilhões se o grupo estrangeiro FleetCor ficar com 100% do negócio. Segundo apurou a Agencia Estado, as conversas entre as duas empresas já duram alguns meses e agora estão focadas em definir se todos os sócios da Sem Parar venderão suas participações ou não.
Além disso, sobre o setor destaque para notícia do Valor de que algumas
concessionárias podem superar 30% em 2016 em meio a novas regras do setor. A notícia pode trazer mexer com os papéis da Ecorodovias (ECOR3, R$ 4,09, +0,49%) e Triunfo (TPIS3, R$ 4,50, 0,0%).
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BRF (BRFS3, R$ 47,88, -0,35%)
Segundo o jornal Valor Econômico, diante da falta de avanços nas negociações salariais, os trabalhadores da fábrica da BRF em Lucas do Rio Verde (MT) decidirão, na próxima quinta-feira, se entrarão em greve ou aceitarão um reajuste abaixo da inflação, informa a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins). O impasse entre os 4,5 mil trabalhadores da unidade e a BRF acontece desde meados de dezembro passado.
Ainda no noticiário da companhia, ela informou ter firmado nesta segunda-feira os documentos referentes à repactuação de seu acordo de joint venture com a Mondelez Lacta Alimentos e a Mondelez Brasil, segundo comunicado ao mercado. A medida havia sido aprovada em reunião do Conselho de Administração da companhia em outubro do ano passado. O acordo, que será submetido às autoridades regulatórias, prevê que a Mondelez passará a ser a única responsável pelas atividades envolvendo a fabricação de cream cheese com a marca Philadelphia, e a BRF continuará exercendo as atividades de distribuição e venda de cream cheese da marca.
Gol (GOLL4, R$ 1,26, -0,79%)
As ações da Gol seguem em queda livre na Bovespa, renovando sua mínima histórica nesta sessão, em meio às preocupações do mercado sobre o impacto da deterioração econômica sobre a empresa. No ano, as ações já caem 50%.
O quadro de debandada de investidores não afeta somente as ações da companhia. Segundo dados compilados pela Bloomberg, os títulos da emissão da companhia de US$ 325 milhões com vencimento em 2022 despencaram 62% no ano passado, para 35 centavos de dólar.
Mesmo com caixa suficiente para cobrir suas obrigações financeiras este ano, a empresa enfrenta a queda na demanda por viagens aéreas com a piora da recessão no País, ressalta a agência. A queda de 33% do real em relação ao dólar em 2015 também torna mais caro para a Gol administrar o serviço da dívida, da qual 87% está denominada em moeda estrangeira. “Os investidores estão pulando fora com os números ruins e o medo de um possível default mais à frente”, disse Carlos Gribel, diretor de renda fixa do Andbanc em Miami para a Bloomberg.
Rumo (RUMO3, R$ 3,20, +6,67%)
Depois de cair por 10 pregões seguidos, as ações da Rumo têm sua segunda alta na Bolsa, depois de afirmar na sexta-feira que iria cancelar um aumento de capital de R$ 650 milhões devido às condições macroeconômicas. Da mínima registrada na sexta-feira (R$ 2,00) até agora, os papéis já disparam 60%.
Novamente em sessão movimentada, os papéis da companhia de logística operam entre leilões na Bovespa. Apesar da reação positiva, as ações ainda acumulam no ano queda de 49%.
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