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Petrobras decide fechar refinaria; Previ tem prejuízo de R$ 13 bi em 2015 e mais 10 notícias

Vale, Gol e elevação de recomendação da Multiplus pelo Bradesco BBI estão no radar dos mercados

SÃO PAULO – O noticiário desta semana já começa movimentado, com os olhos voltados mais uma vez para a Petrobras (PETR3;PETR4), após a forte queda com a baixa do petróleo na sexta-feira (18). O dia promete ser de tensão novamente, depois o petróleo chegar a bater US$ 27 o barril com o fim das sanções ao Irã; 

No noticiário da estatal, segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do O Globo, o Conselho de Administração da Petrobras decidiu fechar de vez no dia 31 de março a refinaria de Nansei, erguida na ilha de Okinawa, no Japão. A coluna destaca que a compra da refinaria foi aprovada em 2007 e teve a influência do ex-diretor internacional da Petrobras e hoje delator da Lava Jato, Nestor Cerveró.

“O negócio guarda alguma semelhança com o escândalo de Pasadena. Como em Pasadena, o conselho de administração, presidido à época por Dilma Rousseff, recebeu um resumo com informações marotas sobre o negócio”, informa o colunista.

Destaque ainda para a notícia da veja de que a Brookfield e um grupo inglês estão entre potenciais favoritos para a compra da fatia da Petrobras na Braskem (BRKM5). Na semana passada, ao ser questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre eventual interesse na venda de fatia na petroquímica, a estatal disse que sua carteira de desinvestimentos “é dinâmica, pois o desenvolvimento das transações dependerá das condições negociais e de mercado”.

Ainda sobre a Petrobras, destaque para a notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que o PP teria desviado R$ 358 milhões de propina da estatal entre 2006 e 2014. . Os principais operadores eram o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. As informações estão na denúncia do MPF oferecida ao Supremo Tribunal Federal contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR). O documento aponta a ocorrência de doações oficiais à legenda para disfarçar a propina. 

Destaque para a notícia de que, em meio à queda do preço do petróleo (que bateu os US$ 27 nesta segunda), o governo federal instituiu, por meio de decreto, o Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor), que, entre os vários objetivos, pretende elevar a competitividade da cadeia produtiva de fornecedores no País, estimular a engenharia nacional e ampliar o nível de conteúdo local dos fornecedores já instalados na cadeia.

De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 18, a implementação do programa ocorrerá por meio de incentivo aos fornecedores no País, a partir da valoração, no âmbito da política de conteúdo local do setor de petróleo e gás, de um porcentual de conteúdo local superior ao efetivamente existente para os bens, serviços e sistemas de caráter estratégico.

Além disso, segundo a Agência Estado, anunciada na última sexta-feira pelo diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, a possível venda da subsidiária de logística, Transpetro, não foi discutida ou aprovada pelo Conselho de Administração da estatal. O tema também não passou pelo colegiado da própria subsidiária. Representantes dos trabalhadores em ambos os colegiados divulgaram nota no domingo (17), solicitando “imediatos esclarecimentos” sobre a negociação, classificada como uma “insubordinação em relação às instâncias decisórias da companhia”.

Vale
Segundo o jornal O Globo, o Ministério Público de Minas Gerais vê falhas em licenciamento da barragem da Samarco, joint venture entre a Vale (VALE3;VALE5) e a BHP Billiton. O MP investiga como a Samarco conseguiu autorização do governo estadual para a construção da barragem de Fundão, que rompeu em novembro, sem apresentar informações consideradas essenciais para a realização do empreendimento. De acordo com o órgão, a licença prévia para a obra em Mariana foi concedida, em 2007, sem que houvesse a apresentação do projeto executivo, que reúne todas as informações de uma intervenção deste porte.

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Gol
Sobre a Gol (GOLL4), os títulos da emissão de US$ 325 milhões com vencimento em 2022 despencaram 62% no ano passado, para 35 centavos de dólar, segundo dados compilados pela Bloomberg. 

Mesmo com caixa suficiente para cobrir suas obrigações financeiras este ano, a empresa enfrenta a queda na demanda por viagens aéreas com a piora da recessão no País, ressalta a agência. A queda de 33% do real em relação ao dólar em 2015 também torna mais caro para a Gol administrar o serviço da dívida, da qual 87% está denominada em moeda estrangeira. “Os investidores estão pulando fora com os números ruins e o medo de um possível default mais à frente”, disse Carlos Gribel, diretor de renda fixa do Andbanc em Miami para a Bloomberg. 

Banco do Brasil
Segundo o blog de Lauro Jardim, do O Globo, o Previ, fundo de pensão dos funcionários do
Banco do Brasil (BBAS3), fechou 2015 com déficit de R$ 13 bilhões. Conforme aponta o blog, o desempenho da carteira teve basicamente um responsável: a queda das ações da Vale, respondendo por metade do déficit. O fundo ainda possui grandes investimentos em Petrobras, Banco do Brasil, Neoenergia e CPFL (CPFE3). 

BRF
Segundo o jornal Valor Econômico, diante da falta de avanços nas negociações salariais, os trabalhadores da fábrica da BRF (BRFS3) em Lucas do Rio Verde (MT) decidirão, na próxima quinta-feira, se entrarão em greve ou aceitarão um reajuste abaixo da inflação, informa a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins). O impasse entre os 4,5 mil trabalhadores da unidade e a BRF acontece desde meados de dezembro passado. 

Ainda no noticiário da companhia, ela informou ter firmado nesta segunda-feira os documentos referentes à repactuação de seu acordo de joint venture com a Mondelez Lacta Alimentos e a Mondelez Brasil, segundo comunicado ao mercado. A medida havia sido aprovada em reunião do Conselho de Administração da companhia em outubro do ano passado. O acordo, que será submetido às autoridades regulatórias, prevê que a Mondelez passará a ser a única responsável pelas atividades envolvendo a fabricação de cream cheese com a marca Philadelphia, e a BRF continuará exercendo as atividades de distribuição e venda de cream cheese da marca.

Concessionárias
A CCR (CCRO3) aprova fiança para emissão de R$ 1,25 bilhão da controlada CPC, informou a companhia em comunicado ao mercado.

Sobre concessionárias, destaque para notícia do Valor que pode mexer com os papéis da Ecorodovias (ECOR3) e Triunfo (TPIS3). Segundo o jornal, os reajustes de algumas
concessionárias podem superar 30% em 2016 em meio a novas regras do setor. 

Cyrela
As vendas de imóveis da Cyrela Brazil Realty (CYRE3) caíram a um ritmo menor do que os lançamentos no quarto trimestre e no acumulado do ano, refletindo a estratégia da companhia de redução de estoques. No quarto trimestre, os lançamentos caíram 66,4 por cento, a 760 milhões de reais, enquanto as vendas recuaram 55,3 por cento, para 844 milhões de no período.

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Foram lançados sete empreendimentos nos últimos três meses do ano – seis em São Paulo, sendo 4 na capital e dois no interior, e um no Rio de Janeiro. No fechado de 2015, enquanto os lançamentos foram 50,4 por cento menores, a 2,89 bilhões de reais, as vendas diminuíram para 3,39 bilhões de reais, uma redução de 40,4 por cento. Das vendas no trimestre, 67 por cento foram de estoques e 33 por cento de lançamentos, disse a Cyrela, em comunicado. Segundo o BTG, os dados foram mais fracos do que o esperado.

Multiplus
O Bradesco BBI elevou a recomendação das ações da Multiplus (MPLU3) de underweight (exposição abaixo da média) para neutra, com o preço-alvo passando de R$ 38,00 para R$ 36,00 por ação. Os analistas apontam que iniciativas ambiciosas da companhia compensam o ano difícil. 

Sabesp
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a Sabesp (SBSP3)  suspendeu obras de esgoto para priorizar investimentos em água.  Entre os contratos adiados, estão três de despoluição do rio Tietê. A empresa diz que, “na busca do melhor e mais seguro atendimento à população, está reavaliando momentaneamente os cronogramas de andamento dos programas de infraestrutura de esgotos”. 

Além disso, segundo afirmou o presidente da companhia, Jerson Kelman ao Valor, a companhia estuda aumentar a tarifa dos consumidores de renda mais alta, incluindo a indústria, para garantir investimentos necessários para aumentar o número de famílias atendidas pela tarifa social. O estudo deve ser enviado à Arsesp ainda este ano. Segundo ele, os incentivos à redução de demanda, como bônus e tarifa de contingência, têm seu fim atrelado à volta dos níveis do Cantareira à normalidade; nível de retirada de água é em média de 28 metros cúbicos por segundo. 

BTG Pactual
O BTG Pactual Participation, do Grupo BTG Pactual (BBTG11), informou que os fundadores da rede de lojas Seller apresentaram pedido judicial de falência da varejista de moda Lojas Leader, de acordo com comunicado na noite de sexta-feira.

O pedido refere-se ao atraso no pagamento de parcela relacionada com a venda da Seller para a Leader em 2013.

“A Leader esclareceu que já discutia valores pleiteados pelos vendedores da Seller no âmbito da alienação desta para a Leader, em virtude, dentre outros motivos, de inconformidades patrimoniais e contábeis da Seller verificadas quando da conclusão da referida alienação”, disse a BTG Participation em comunicado ao mercado.

De acordo com a BTG Pactual Participation, a Leader informou que, embora não tenha sido oficialmente notificada, está estudando as medidas a serem adotadas, sem dar mais detalhes.

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Focada em cama, mesa e banho, a Seller tem mais de 50 lojas espalhadas por cidades dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Em 2013, a rede Seller passou a compor o grupo Leader e, com a incorporação, passou a ter 165 Lojas em 10 Estados.

O pedido de falência ocorre em um momento em que o BTG Pactual enfrenta uma crise de confiança provocada pela prisão de seu fundador André Esteves, em novembro. A Lojas Leader também passa por momento de alto endividamento, segundo analistas.

Construtoras
O BTG Pactual revisou as estimativas para a Lopes (LPSB3) e Brasil Brokers (BBRK3), assumindo um cenário mais conservador para as vendas de imóveis e avaliando que acreditar em uma recuperação das vendas parece muito otimista dado o cenário macroeconômico. O nível de estoque segue alto e baixa oferta de crédito dificultam a recuperação.

“Reconhecemos todos os esforços na frente de custo mas não parece ter sido o suficiente para ofuscar a desaceleração das vendas nessa magnitude. Estamos cortando EPS (na média) em 99% e 79% para 2016 e 2017”, avaliam. Os analistas possuem recomendação neutra em ambas com preço-alvo para a Lopes de R$ 7,00 para R$ 3,60 e de R$ 3,70 para R$ 2,10 para a Brasil Brokers. 

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

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