Destaques da Bolsa

Petrobras, Cemig e Braskem sobem mais de 3%; fala de ministro fazem educacionais caírem 5%

Confira os destaques da Bovespa desta sexta-feira (26)

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Petrobras (PETR3, R$ 14,50, +3,72%; PETR4, R$ 12,99, +3,10%)
As ações da Petrobras registram alta em um “dia D” para a companhia. O destaque da sessão desta sexta-feira fica com a reunião do Conselho de Administração da Petrobras, que pode definir o novo plano de negócios da companhia, que vem sendo o grande catalisador para as ações no curto prazo. 

Segundo informa o jornal O Globo, a diretoria da estatal apresentará ao conselho de administração três propostas de corte nos investimentos para o período de 2015 a 2019: R$ 44,1 bilhões, R$ 66,2 bilhões e R$ 88,2 bilhões.

E segundo informações do jornal Valor Econômico, a Petrobras marcou para o dia 17 de julho a entrega das propostas de aquisição de 49% das ações da subsidiária Gaspetro, com a venda sendo conduzida pelo Itaú BBA. Entre os chamados para avaliar os ativos, estão a Mitsui, Marubeni, Itochu, Beijing Gas, GDF Suez, Gás Natural, Cosan e a Gávea Investimentos. O mesmo jornal ainda ressaltou que a estatal negocia venda de 23 navios. 

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Educacionais
Kroton (KROT3, R$ 12,22, -5,49%) e Estácio (ESTC3, R$ 17,87, -5,10%) caem mais de 3%. Em destaque, está o anúncio do Fies, que foi feito na manhã desta sexta-feira pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, pelo Facebook. Anima (ANIM3, R$ 21,86, -5,57%) e Ser (SEER3, R$ 13,79, -1,92%). 

 

O MEC informou que a 2ª edição do FIES terá 61,5 mil novas vagas e que os editais devem ser diponibilizados a partir de 3 de julho. As novas vagas se somam às 252.500 do 1º semestre, totalizando 314 mil vagas do Fies este ano. “Esperamos nos próximos anos manter neste patamar, é essa a intenção do governo”. Os juros serão de 6,5%, ainda subsidiados.

Aluno do Fies terá desconto de 5% no preço do curso mais barato da instituição. E, somados todos os programas federais de acesso ao ensino superior, serão mais de 900.000 vagas ofertadas em 2015.

Cemig (CMIG4, R$ 11,88, +3,03%)
Após dois dias de forte queda em meio à decisão do STJ  (Superior Tribunal de Justiça) negar pedido de renovação de concessão da hidrelétrica de Jaguara, as ações da Cemig voltam a subir na Bolsa. Em destaque, a Cemig foi elevada para neutra pelo banco JP Morgan. 

Braskem (BRKM5, R$ 13,62, +3,57%)
A Braskem se recupera das perdas da última sexta-feira, quando caiu 10% em meio à deflagração da Operação Lava Jato que culminou com a prisão do presidente da Odebrecht, empreiteira que é a maior acionista da companhia.

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A companhia registra sua quinta alta seguida, altas essas impulsionadas pela notícia da última terça-feirade que o governo enviou ao Congresso a Medida Provisória 677 que prorroga o contrato da Chesf com indústrias eletrointensivas no Nordeste até 2037. 

Movimentos de repique…
Após a forte queda de ontem do Ibovespa, em meio ao noticiário interno, repercutindo o pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além da expectativa por um acordo na Grécia, muitas ações registram forte queda e agora registram um movimento de repique. 

Marfrig (MRFG3, R$ 5,53, +2,79%), JBS (JBSS3, R$ 15,70, +2,28%) e Eletrobras (ELET3, R$ 6,08, +1,00%; ELET6, R$ 8,76, +1,04%) registram ganhos após registrarem fortes baixas ontem. 

Bancos
Os bancos também voltam a subir após a queda na véspera, com destaque para o Santander Brasil (SANB11, R$ 16,97, +2,04%), Bradesco (BBDC3, R$ 28,24, +1,95%; BBDC4, R$ 28,94, +1,12%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,98, +1,70%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,69, +0,99%).

 Cabe lembrar que as units do Santander foram do inferno ao céu após “troca” de ações. Desde 31 de outubro, quando foi finalizada a operação para trocar ações da unidade brasileira por uma participação na controladora, o Santander Brasil acumula alta de 26% contra uma valorização de 7% em reais para os papéis do grupo na Espanha. O Santander Brasil é o banco com o melhor desempenho do País este ano, conforme destaca matéria da Bloomberg

Vale e siderúrgicas
As ações de Vale (VALE3, R$ 19,31, +0,36%; VALE5, R$ 16,61, +0,67%)   e siderúrgicas registram ganhos após um início de sessão entre ganhos e perdas, apesar da queda de 0,29%, a US$ 62,10 do minério de ferro.

CSN (CSNA3, R$ 5,49, +1,86%), Usiminas (USIM5, R$ 4,32, +1,89%) e Gerdau (GGBR4, R$ 7,66, +1,73%) sobem mais de 1%.

Paranapanema (PMAM3, R$ 4,00, +3,63%)
As ações da Paranapanema sobem forte após a companhia aprovar o programa de recompra de até 12 milhões de ações.   

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Tegma (TGMA4, R$ 11,49, -7,93%)
As ações da Tegma caem forte, após a companhia comunicar a renúncia de Fábio Murilo Costa D’Ávila Carvalho dos cargos de diretor-presidente e diretor de relações com investidores da empresa. As cadeiras serão ocupadas por Gennaro Oddone. 

Segundo o Bradesco BBI, a volta de Oddone pode elevar as preocupações se companhia vai retomar estratégia mal sucedida de fusões e aquisições.

Minupar (MNPR3, R$ 0,07, -12,50%
Mais uma small cap anunciou que vai agrupar suas ações e vê as suas ações caírem. Em comunicado divulgado ontem, a Minupar informou que vai realizar grupamento de 50 para 1 ação. Usando como referência o fechamento desta quinta-feira, as ações da companhia, pós-grupamento, passariam de R$ 0,08 para R$ 4,00.

Veja mais em: Minupar anuncia grupamento de 50 para 1 ação: mais uma cilada? 

O objetivo da operação, conforme informa a empresa, é reduzir custos administrativos e operacionais para a companhia e seus acionistas, além de dar mais visibilidade às cotações das ações.