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SÃO PAULO – Após o feriado, as ações de duas empresas brasileiras acompanharam o movimento dos ADRs (American Depositary Receipts) negociados na Nyse (New York Sotck Exchange) na véspera.
As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) registram forte queda na sessão desta quinta-feira (21), em meio ao adiamento da reunião do conselho de administração da companhia em uma semana, devido a divergências entre o ministério da Fazenda e a estatal. Às 10h50 (horário de Brasília), os ativos ordinários registravam queda de 2,05%, a R$ 19,63, e os preferenciais, baixa de 1,89%, a R$ 20,71; apesar da forte baixa, as ações diminuíram as perdas em relação ao início da sessão, quando chegaram a cair 4,19% e 3,41%, respectivamente.
Na véspera, mesmo com a BM&FBovespa fechada, o mercado já precificava o adiamento da reunião. Os ADRs (American Depositary Receipts) PBR, referentes a ação ordinária da empresa, fecharam com forte queda de 4,14%, para US$ 16,89.
A diretoria da empresa, liderada por Maria das Graças Foster, criou uma metodologia de reajuste automático, mas essa ainda não foi aprovada por Guido Mantega, ministro da Fazenda. Supostamente, Mantega não teria gostado do modelo e pediu ajustes no mecanismo na reunião do conselho. Ele teria se sentido traído com a forma que a Petrobras divulgou isso ao mercado – alertando que haveria uma reunião para a decisão. Para o ministro, isso só deveria ter vindo a público depois que houvesse uma reunião do governo sobre metodologia.
Conforme destaca a equipe de análise da XP Investimentos, a notícia é negativa e gera maior volatilidade para as ações da Petrobras, além de receios e questionamentos sobre a metodologia de reajuste de preços de combustíveis, demonstrando que não chegaram a um consenso, o que é ruim. Além disso, a equipe ressalta a forte alta das ações no mês, com os papéis registrando a maior alta em doze meses na última segunda-feira (18), o que acaba gerando um movimento de realização dos lucros.
TIM registra alta após indicações de possível venda
Enquanto isso, as ações da TIM Participações (TIMP3) registram fortes ganhos de 2,39%, a R$ 11,12, seguindo a alta de 1,67% dos ADRs na véspera; na máxima do dia, os ativos chegaram a subir 4%.
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O movimento reflete a notícia de que a Telecom Italia – controladora da companhia brasileira – espera concluir a venda e subsequente locação de suas torres de telefonia móvel na Itália e no Brasil no próximo ano, segundo declarações do CEO da empresa italiana, Marco Patuano.