Destaques da bolsa

Petrobras cai com petróleo e “não-decisão” do STF; JBS, Ecorodovias e Even sobem forte com recomendações

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (30)

SÃO PAULO – A sessão desta quinta-feira (30) foi de volatilidade para o mercado de ações brasileiro. O PIB dos EUA e do Brasil foram linha com o esperado e não chegaram a ser um fator para impulsionar ou derrubar o índice, sendo que o grande catalisador da sessão foi o noticiário político. 

No fim do pregão, a Bolsa foi pressionada pela notícia de que o PL (antigo PR) apresentou um projeto alternativo para a reforma da Previdência, mas mesmo assim fechou com ganhos de quase 1% (mais precisamente 0,92%). Vale destacar que o partido tem uma bancada de 38 deputados na Câmara, perdendo apenas para PT (55), PSL (54) e PP (39).  

Além disso, a Petrobras (PETR3;PETR4) fechou em queda após o Supremo Tribunal Federal (STF) adiar a decisão sobre as privatizações. A forte queda do petróleo, de cerca de 4% em meio à preocupação com a economia global, levou à baixa dos ativos da estatal. 

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Já a JBS (JBSS3), que teve forte queda nesta semana na bolsa, recuperou-se e foi um dos destaques de alta na B3. A XP Research reiterou recomendação de compra para os papéis. “Neste momento, investidores começam a pensar que os impactos da doença já estão precificados, o que, em conjunto com preços mais altos dos grãos nos EUA, incentivam a realização dos lucros no curto prazo. No entanto, ainda vemos potencial para as ações da JBS, que segue como nosso nome preferido dentre os frigoríficos, seguido pela Marfrig. Mantemos neutro em BRF”, destacam os analistas. A BRF (BRFS3) teve uma alta de cerca de 1% na bolsa. 

A Ecorodovias (ECOR3) também avançou após ser elevada pelo Morgan Stanley, assim como a Even (EVEN3), que teve a recomendação elevada pelo Bradesco BBI. Confira os destaques: 

 

Petrobras (PETR3;PETR4

Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), informou que não haverá decisões no Plenário da Corte sobre privatizações nesta quinta, conforme estava previsto na pauta. De acordo com ele, haverá sustentações orais e apresentação do relatório ministro Ricardo Lewandowski,, mas o julgamento do caso ficará para a próxima quarta-feira (5).  

O plenário do Supremo iria julgar nesta sessão a necessidade de aval do Congresso para a realização de privatizações de empresas estatais. Segundo apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Estadão, o julgamento deve ter placar apertado, com tendência de “ajustes” na decisão de Lewandowski, que, em junho do ano passado, determinou que a venda de empresas públicas, sociedades de economia mista e de suas subsidiárias ou controladas exige prévia autorização legislativa, sempre que se trate de perda do controle acionário.

Com a continuidade do julgamento programada para semana que vem, a decisão final do STF em torno da venda de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG) pela Petrobras por US$ 8,6 bilhões também fica para depois. Como a decisão do ministro Edson Fachin, que suspendeu a venda, está amparada na liminar de Lewandowski, o julgamento da primeira ação tende a afetar automaticamente a situação da TAG.

O argumento de Fachin, que acolheu pedido feito pelos sindicatos dos petroleiros e de trabalhadores de refinarias, é que a venda da empresa precisa passar por um processo de licitação. A decisão representou um revés no plano de venda de ativos da Petrobras, que tenta, com essa estratégia, melhorar seu caixa.

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Roberto Castello Branco, CEO da Petrobras, disse que as liminares concedidas pelos ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin – que atingiram diretamente os negócios da petroleira – causaram insegurança não só para a Petrobras, mas para o Brasil e a economia brasileira. Mesmo assim, Castello Branco afirmou estar confiante na “racionalidade e no senso de justiça” dos ministros do STF ao analisarem o tema de forma colegiada.

Magazine Luiza (MGLU3) e Centauro (CNTO3)

A disputa das varejistas Magazine Luiza e Centauro para a compra da Netshoes levou a empresa, listada nos Estados Unidos, a cancelar sua assembleia geral extraordinária marcada para hoje. Em comunicado à SEC, a Netshoes escreveu que vai avaliar a nova oferta da Centauro, de US$ 3,50, equivalente a US$ 108,7 milhões, proposta superior à última apresentada pela Magazine Luiza. O documento destaca que não está claro se essa oferta, da Centauro, é superior à da Magalu, dentro dos termos e condições para a aquisição.

De acordo com o Brasil Plural, o adiamento indica dúvidas sobre as propostas e a continuação da guerra de preços pode levar a uma precificação menos equilibrada para o negócio. “No geral, estamos reiterando nossa recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para MGLU3, mas continuamos sugerindo que os investidores fiquem de olho no negócio”, destacam os analistas. 

CSN (CSNA3)

O Valor Econômico destaca que a CSN pretende concluir a primeira etapa do projeto de descomissionamento a seco do minério de ferro da mina Casa de Pedra, em Congonhas (MG), até o final do primeiro semestre. Dessa forma, diz a publicação, o beneficiamento a seco do minério, hoje na faixa dos 45% do total, deverá superar os 50%.

A Casa de Pedra é a principal mina de ferro da CSN, com capacidade de produzir mais de 30 milhões de toneladas por ano.

Vale destacar que ainda que o rating de longo prazo em moeda estrangeira da CSN foi elevado de B- para B e perspectiva foi revisada de estável para positiva pela Fitch. A CSN teve redução substancial no risco imediato de refinanciamento e melhora significativa no ambiente operacional nos negócios de mineração, o que aumentou a flexibilidade financeira, segundo a agência.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Valor destaca que a Lava Jato no Rio de Janeiro estuda pedir o enquadramento do Bradesco na lei anticorrupção por meio de uma ação cível. Na avaliação do procurador Eduardo El Hage, embora o banco não tenha tomado parte diretamente no esquema de corrupção, houve falhas sucessivas de compliance por parte da instituição, o que acabou por favorecer o esquema de lavagem de dinheiro.

Investigadores estimam que um esquema, envolvendo gerentes do Bradesco, movimentou cerca de R$ 1 bilhão entre os anos de 2011 e 2016.

Embraer (EMBR3) e Weg (WEGE3)

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A Embraer e WEG, duas das maiores exportadoras de produtos manufaturados de alta tecnologia do Brasil, anunciaram um acordo de cooperação científica e tecnológica para desenvolvimento conjunto de novas tecnologias e soluções para viabilizar propulsão elétrica em aeronaves. A parceria, no âmbito de pesquisa e desenvolvimento pré-competitivo, busca acelerar o conhecimento das tecnologias necessárias ao aumento da eficiência energética das aeronaves a partir da utilização e integração de motores elétricos em inovadores sistemas propulsivos.

O processo de eletrificação faz parte de um conjunto de esforços realizados pela indústria aeronáutica e que visam atender seus compromissos de sustentabilidade ambiental, a exemplo do que já vem sendo feito com biocombustíveis para redução de emissões de carbono. O primeiro voo do demonstrador movido a energia elétrica está previsto para 2020.

“A WEG e a Embraer estão mostrando mais uma vez sua capacidade de desenvolver tecnologia de ponta. A WEG está buscando novos mercados e a Embraer está mostrando que, apesar da venda de sua divisão de aviação comercial, a empresa manterá engenheiros com experiência suficiente para desenvolver novos produtos”, destaca o Bradesco BBI em análise. 

Odebrecht

A Atvos, empresa de açúcar e álcool da Odebrecht, entrou com pedido de recuperação judicial, após acumular dívidas de quase R$ 12 bilhões. Essa é a primeira empresa do grupo a entrar em recuperação judicial, indicando a possibilidade de que outras empresas do conglomerado possam ter que recorrer ao mesmo mecanismo.

De acordo com o Itaú BBA, a notícia é ligeiramente negativa para os bancos credores, notoriamente para o Banco do Brasil (BBAS3). “Acreditamos que o Banco do Brasil (com contrato de R$ 3,8 bilhões) já provisionou cerca de 40% desses empréstimos (usando como exemplo casos anteriores de empresas em recuperação judicial ou próximas a ele). Também não descartamos que alguns dos empréstimos tenham garantias de ações de outras empresas do grupo (como as ações da Braskem)”, afirmam. 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras decidiu não exercer a opção de aumentar em até 30% a participação da empresa no capital social da Eletroacre e da Boa Vista Energia, que foram privatizadas.

A estatal tinha acordado com a Energisa, que adquiriu a Eletroacre, e com o Consórcio Oliveira Energia e Atem, que ficou com a Boa Vista Energia, a opção de exercer essa ampliação na participação.

Linx (LINX3)

A Linx apresentou perante a CVM, em 3 de maio, sob tratamento reservado, um pedido de registro da oferta pública na Nyse. A oferta será via Goldman Sachs, Morgan Stanley, Jefferies, BofA Merrill Lynch e Itaú BBA

BRMalls (BRML3)

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A BRMalls informou que não chegou a um “bom termo com relação as condições comerciais da potencial transação envolvendo a aquisição de participação do Grupo Almeida Jr. em seis shoppings centers”. Dessa forma, foram encerradas as negociações a respeito da operação, afirmou a empresa.

Aéreas

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou que o presidente Jair Bolsonaro vete artigo da medida provisória das aéreas que prevê gratuidade de bagagem aérea. A posição é a mesma da equipe econômica e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Já a Avianca, em recuperação judicial, tem programado o desligamento de 1 mil funcionários. Em janeiro, a Avianca operava com 5,563 mil funcionários e hoje tem 2,687 mil.

Cemig (CMIG4)

A Cemig divulgou ontem seus guidances para o período entre 2019 e 2023. A empresa prevê que o lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) fique entre R$ 4,534 bilhões e R$ 4,915 bilhões, em 2019; entre R$ 5,239 bilhões e R$ 4,832 bilhões, em 2020; entre R$ 5,509 bilhões e R$ 5,124 bilhões, em 2021; entre R$ 5,982 bilhões e R$ 5,503 bilhões, em 2022; e, por fim, entre R$ 6,195 bilhões e R$ 5,786 bilhões, em 2023.

A empresa destaca ainda que a expectativa para a relação entre a dívida líquida e o Ebitda, sem considerar a eventual entrada de caixa, por conta da venda de sua participação na Light, deverá encerrar 2019 em 2,37 vezes e, em 2020, em 1,94 vez. Em 2018, a alavancagem ficou em 3,48 vezes.

Even (EVEN3)

O Bradesco elevou a recomendação para a construtora Even para “outperform”, com um preço-alvo de R$ 8,00. Segundo a instituição, a Even aparece como oportunidade no mercado imobiliário, uma vez as suas ações preferidas, Direcional e Tenda, já subiram 37% e 27%, respectivamente, no acumulado do ano. A Even, por sua vez, teve valorização de 7%.

Ecorodovias (ECOR3)

As ações da Ecorodovias tiveram a recomendação elevada de equalweight para overweight, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 11,30 para R$ 10,70. 

(Agência Estado e Bloomberg)

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