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Petrobras cai 2% e Ibovespa acelera perdas em meio a dados dos EUA; dólar recua

Índice tem mais uma queda em um dia de agenda agitada em meio a dados dos EUA e do Brasil, além da tensão política que permanece no radar; Petrobras opera volátil

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SÃO PAULO – O Ibovespa acelera perdas nesta sexta-feira (7) após o relatório de emprego dos EUA, que apesar de mostrar uma criação de empregos menor do que o esperado, registrou desemprego estável e aumento dos ganhos por hora trabalhada. O mercado de trabalho é um dos pontos mais observados pelo Federal Reserve antes de elevar juros. Por aqui ficou no radar a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que subiu 0,62% em julho, ante estimativas de 0,60% segundo a pesquisa Bloomberg, chegando a 9,56% no acumulado de 12 meses, contra expectativas de 9,53%. 

Às 11h25 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira caía 1,38%, a 49.321 pontos. Já o dólar comercial tem queda de 0,69% a R$ 3,5129, ao passo que a divisa norte-americana futura para setembro recuava 0,90% a R$ 3,536. O câmbio é afetado pela ampliação da oferta de swaps pelo Banco Central, de volta à rolagem de 100%. A decisão foi tomada depois que a moeda norte-americana chegou a beirar R$ 3,57 na última sessão puxada pela crise política. 

No noticiário político, as contas da presidente Dilma Rousseff (PT) no TCU (Tribunal de Contas da União) deve ocorrer no dia 26 de agosto. Também ontem os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, se reuniram à noite para tratar do assunto e foi feita uma avaliação da tendência de votos dos ministros do TCU.

Petrobras cai após balanço
Já as ações da Petrobras (PETR3, R$ 11,16, -2,62%; PETR4, R$ 10,07, -2,42%) consolidam queda depois do balanço da empresa, que mostrou uma redução de 90% do lucro da estatal no segundo trimestre de 2015. A companhia registrou um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 531 milhões no segundo trimestre deste ano, uma queda de 90% ante o trimestre anterior, quando a companhia teve lucro de R$ 5,330 bilhões. A média de 7 analistas compilados pela Bloomberg era de lucro de R$ 4,525 bilhões.

Por outro lado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atingiu R$ 19,771 bilhões – acima dos R$ 19,087 bilhões esperados pelos analistas -, uma queda de 6% ante os três primeiros meses deste ano, mas acima dos R$ 16,246 bilhões de um ano antes.

As ações da Vale (VALE3, R$ 19,15, -2,20%; VALE5, R$ 15,29, -2,43%) recuam depois de subir no último pregão. 

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 OIBR4 OI PN4,04-6,05
 UGPA3 ULTRAPAR ON67,13-3,51
 FIBR3 FIBRIA ON47,90-3,41
 GGBR4 GERDAU PN6,01-3,38
 GOAU4 GERDAU MET PN3,79-3,32

 

Entre outras blue chips, o Bradesco (BBDC3, R$ 26,70, -1,62%; BBDC4, R$ 25,73, -1,04%) vê desvalorização de suas ações assim como o Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 28,84, -0,69%). 

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Por outro lado, as ações da Estácio (ESTC3, R$ 13,74, +6,51%) disparam depois da companhia divulgar o seu resultado do segundo trimestre de 2015. A empresa encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 131,9 milhões, 53,4% acima do período do ano passado. A receita operacional líquida totalizou R$ 774,3 milhões, um aumento de 31,4% em relação ao mesmo trimestre de 2014, resultado de mais um trimestre de sólido crescimento da base de alunos.

O Ebitda atingiu R$ 166,1 milhões no trimestre, alta de 56,6%, e uma margem Ebitda de 21,4%, ganho de 3,4 pontos percentuais em comparação ao ano passado.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 ESTC3ESTACIO PART ON13,74+6,51
 KROT3KROTON ON9,15+1,78
 MRFG3MARFRIG ON5,25+0,96
 BRKM5BRASKEM PNA13,62+0,89
 SMLE3SMILES ON56,39+0,64