Petrobras avalia elevar capacidade de produção de sua maior plataforma, diz diretora

A unidade, que entrou em operação em fevereiro, atingiu sua capacidade máxima de 225 mil barris por dia três meses antes da data prevista

Reuters

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Navio-sonda a serviço da Petrobras, que pode ser enviada para perfuração na Bacia da Foz do Rio Amazonas, é visto na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, Brasil
20/05/2025
REUTERS/Pilar Olivares
Navio-sonda a serviço da Petrobras, que pode ser enviada para perfuração na Bacia da Foz do Rio Amazonas, é visto na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, Brasil 20/05/2025 REUTERS/Pilar Olivares

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RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras (PETR4) está estudando aumentar a capacidade de produção de seu maior navio-plataforma em operação, o Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, para 250 mil barris por dia de petróleo, disse nesta segunda-feira diretora executiva de Exploração e Produção, Sylvia dos Anjos.

A unidade, que entrou em operação em fevereiro, atingiu sua capacidade máxima de 225 mil barris por dia três meses antes da data prevista, conforme anunciou a empresa na semana passada, citando a elevada produtividade do campo, que deverá ser em breve o maior produtor de petróleo do Brasil, superando Tupi.

Em momento em que os preços do petróleo estão mais baixos, a companhia busca alternativas para fazer “mais com menos”, disse a diretora, durante sua apresentação em um evento do setor naval no Centro Cultural da FGV.

Além de Almirante Tamandaré, a Petrobras também avalia a possibilidade de aumentar a produção de outras unidades como o navio-plataforma Duque de Caxias, que opera no campo de Mero (Bacia de Santos) –unidade afretada junto à Modec <6269.T>.

Outros executivos da Petrobras presentes no evento, como a diretora de Engenharia, Tecnologia  e Inovação da companhia, Renata Baruzzi, e o gerente de Programas Estratégicos Wagner Victer ponderaram que o projeto de Almirante Tamandaré permitiria uma elevação na capacidade para 270 mil barris/dia.

Baruzzi citou que empreendimentos como esse são elaborados para ter folga de capacidade. “A SBM (afretadora) já está trabalhando para levar para 270 mil. Então, assim, sempre tem folgas que a gente pode dar uma alavancada…”, comentou ela, a jornalistas.

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A diretora acrescentou que a Petrobras precisaria do aval do órgão ambiental federal Ibama e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para expandir a produção.

“Sim, está pronto. É só ter licença do Ibama… e ajustar o contrato com a SBM. A lógica, o racional, é que há espaço para…”, afirmou.

Anjos, diretora de E&P, preferiu mais cautela ao falar do aumento da capacidade do projeto. “270 mil é meio exagerado, mas 250 achamos que dá. Trabalhamos para ampliar nessa, mas também em Duque de Caxias”, acrescentou.

Ela disse que a empresa também avalia aumentar a capacidade de uma terceira plataforma, mas não revelou qual seria este ativo.