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Petrobras, aporte de R$ 1 bi na Eletrobras, fusão Bovespa-Cetip e mais 9 notícias no radar

Confira os principais destaques corporativos desta quinta-feira

SÃO PAULO – Além do noticiário político que tem ditado o humor do mercado nos últimos dias, o investidor deve ficar atento nesta quinta-feira à pauta corporativa, com 12 notícias em destaque. Confira abaixo:

Petrobras
De acordo com informações do jornal Valor Econômico, citando relatórios sigilosos da Petrobras (PETR3; PETR4), a estatal teria aprovado investimento de US$ 26 bilhões em uma refinaria e dois polos petroquímicos mesmo sabendo que jamais dariam retorno. Quando foram feitos os primeiros estudos de viabilidade para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e a Petroquímica de Suape, as avaliações da Petrobras demonstravam que todas as obras teriam valor negativo – os resultados futuros não remunerariam os bilhões investidos, diz o jornal. O Comperj e Rnest foram inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concebido em 2007 como uma das principais vitrines políticas do governo federal. 

Veja também: O “truque” da Sabesp que poderá render um caixa extra de R$ 330 milhões em 2016

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Vale
A Samarco, joint venture entre Vale (VALE3; VALE5) e BHP Billiton, não poderá voltar a operar até que cesse vazamento, segundo informações da Reuters. A autoridade ambiental de Minas Gerais avalia que a Samarco deverá encontrar uma solução para o problema nos próximos meses, mas ressaltou que a licença para a retomada das operações da empresa só será efetivamente liberada após o vazamento ser estancado. As controladoras da Samarco esperam que a mineradora volte a operar para gerar receita e arcar com os custos de indenizações bilionárias acertadas com o governo federal, como reparações pelo vazamento, considerado o maior desastre ambiental do Brasil.

Com o rompimento da barragem, em 5 de novembro, cerca de 30 milhões de metros cúbicos (m³) foram despejados de Fundão, destruindo comunidades e poluindo rios e o litoral do Espírito Santo. Dezoito pessoas morreram e uma pessoa ainda está desaparecida.

BM&FBovespa e Cetip
Os conselhos de administração da Cetip (CTIP3) e da BM&FBovespa (BVMF3) devem aprovar, nesta quinta-feira, a proposta de fusão entre as companhias, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Segundo fontes, os dois grupos devem se reunir para tratar da proposta feita pela bolsa à depositária. Com isso, as empresas estão muito próximas de combinar seus negócios e criar uma nova empresa com valor de mercado de cerca de R$ 40 bilhões. 

Para a transação se concretizar, depois do aval dos conselhos, a combinação das atividades das empresas deverá ser aprovada em assembleia de acionistas. Como todo o processo de fusão ou aquisição do setor, posteriormente terá de passar pelo crivo do Banco Central (BC), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Eletrobras
O conselho de administração da Eletrobras (ELET3; ELET6) aprovou o ingresso de recursos, no montante de R$ 1 bilhão, via Afac (Adiantamento para Futuramento Aumento de Capital), a ser feito pelo acionista controlador, a União. Os recursos serão destinados à cobertura de despesas de capital para o ano de 2016, previstas no orçamento da Eletrobras holding.

BTG Pactual
A EFG International vai precificar um aumento de capital em no mínimo 6,12 francos suíços por ação para ajudar a financiar a aquisição por 1,33 bilhão de francos suíços do private bank suíço do brasileiro BTG Pactual (BBTG11), o BSI, disse a EFG nesta quinta-feira. 

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Em um convite para seu encontro anual de acionistas, a EFG disse que a empresa controlada pela família grega Latsis, sua maior acionista, elevou seu compromisso para ações no aumento de capital para 271 milhões de francos ante 125 milhões de francos. Para ajudar a financiar sua aquisição do BSI, baseado em Lugano, a EFG disse em fevereiro que buscaria levantar 750 milhões de francos por meio de uma emissão de ações e de instrumentos adicionais tier 1.

Braskem 
A Braskem (BRKM5) diz que tem expectativa de iniciar operação de mais duas plantas de polietileno no Complexo Petroquímico do México neste mês, segundo comunicado enviado nesta quarta-feira. “Ao longo dos próximos meses, o objetivo é atingir a capacidade de produção de 1,05 milhão de toneladas de polietileno em bases anuais”. A Braskem Idesa, JV Braskem com a mexicana Idesa, iniciou produção do primeiro lote de polietileno no complexo em Veracruz. 

Brasil Pharma
A Brasil Pharma (BPHA3) vendeu fatia de 40% na Beauty’in, segundo informações de O Estado de S. Paulo. 

Oi
Segundo informações de O Estado de S. Paulo, o governo descarta ajuda financeira à operadora Oi (OIBR4). A situação da companhia segue extremamente complicada, com uma dívida líquida de R$ 43 bilhões e um Ebitda abaixo de R$ 8 bilhões, o que leva a uma alavancagem de 5,4 vezes, que deve seguir se elevando, comentaram os analistas da XP Investimentos. Eles seguem céticos com o ativo, que necessita de um aumento de capital ou a busca para um comprador ou mesmo venda de ativos para os outros três players do mercado: TIM, Claro e Vivo.

BR Properties
A BR Properties (BRPR3) teve rating rebaixado pela agência de classificação de risco Fitch de “BB” para “BB-“, com perspectiva estável. 

Cyrela Commercial Properties
Já a Cyrela Commercial Properties  (CCPR3) teve rating rebaixado para “B+” pela Fitch. 

Indústrias Romi
A Indústrias Romi (ROMI3) aprovou recompra de até 2,8 milhões ações com o prazo de um ano. 

Rumo
Segundo informações do Valor, um embate comercial de vários anos entre a Rumo (RUMO3) e sua cliente Agrovia está chegando ao fim. O tribunal de arbitragem de uma câmara em São Paulo, onde a causa foi parar em 2013, deu ganho de causa à Agrovia. Porém, ainda falta definir o cálculo final do ressarcimento a ser feito pela Rumo à empresa. Um fonte, no entanto, disse ao Valor que a indenização pode ser superior a R$ 300 milhões. 

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