Petrobras amplia perdas e Ibovespa cai mais de 1%

Índice intensificou perdas nesta tarde com estatais em meio à pesquisa Ibope, que mostrou cenário mais favorável para Dilma do que Datafolha e Sensus; mercado ainda repercute balanços e se descola do exterior

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SÃO PAULO – Em um movimento de realização após a forte alta de 9% no mês de julho, ajudado pela pesquisa Ibope, que mostrou um cenário mais favorável para a presidente Dilma que as outras pesquisas, o Ibovespa registra queda na sessão desta quarta-feira, intensifica nesta tarde. 

Às 14h39 (horário de Brasília), o índice registrava queda de 1,35%, a 57.203 pontos, com as estatais registrando as maiores perdas do benchmark da bolsa. As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) intensificaram as perdas e contribuem para aumentar a desvalorização da bolsa. As ações ON da petrolífera registram baixa de 2,87% enquanto as PNs, baixa de 3,85%. 

Com isso, o índice interrompe uma sequência de três altas iniciada na última sexta-feira, após a divulgação da pesquisa Datafolha. Ontem, na expectativa pelo Ibope, o benchmark da bolsa ganhou forças e renovou a cotação máxima do ano. 

As intenções de voto na presidente Dilma Rousseff (PT) caíram para 38%, de acordo com pesquisa Ibope divulgada na terça-feira. Mesmo tendo caído 1 ponto porcentual em relação à leitura anterior, ainda não é possível determinar se haverá um segundo turno. Diferentemente do mostrado pelos levantamentos do instituto Datafolha e do Istoé/Sensus divulgados na semana passada e que apontaram empate técnico entre os presidenciáveis do PT e do PSDB, a pesquisa sinaliza que em um eventual segundo turno, a candidata petista venceria nas urnas. 

Numa simulação de segundo turno, a presidente venceria tanto Aécio quanto Campos com vantagem de 8 e 12 pontos porcentuais, respectivamente. Em um eventual segundo turno, Dilma aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Aécio aparece com 33%. Brancos e nulos somam 18% e indecisos totalizam 8%. Na pesquisa anterior, a presidente aparecia com 43%, frente aos 30% do candidato tucano. 

Já no noticiário econômico, o mercado segue de olho em uma sinalização do Banco Central para a próxima Ata do Copom (Comitê de Política Monetária). Ontem, após o IBGE reportar o IPCA-15, o mercado passou a apostar em uma possível queda da Selic nas próximas reuniões. 

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Balanços no radar do mercado
Os investidores também reagem a balanços, como é o caso de Lojas Renner (LREN3) e Fibria (FIBR3). As ações da varejista viraram para queda, com desvalorização de 1,47%, enquanto a Fibria lidera as altas com valorização de 3,73% dos papéis. 

A Fibria registrou lucro líquido de R$ 631 milhões no segundo trimestre, um aumento significativo ante o prejuízo de R$ 593 milhões no segundo trimestre. A receita líquida ficou em R$ 1,69 bilhão, contra R$ 1,67 bilhão no mesmo período de 2013. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 594 milhões, queda frente aos R$ 647 milhões do segundo trimestre do ano passado, assim como a margem Ebitda, que caiu de 39% para 35% no período.  

Já a Renner divulgou um lucro líquido de R$ 118,5 milhões no segundo trimestre, alta de 20,9% na comparação anual. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 22,9% sobre um ano antes, a R$ 248,1 milhões. A média das estimativas de analistas apontava lucro líquido de R$ 115,8 milhões e Ebitda ajustado de R$ 241,7 milhões em pesquisa da Reuters.

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Enquanto isso, as elétricas devolvem os ganhos registrados na véspera, quando subiram forte após o anúncio de socorro do governo para o setor no valor de R$ 3 bilhões. A Cemig (CMIG4) registra uma das maiores quedas do índice, de 3,36%.

O diretor financeiro e de relações com investidores da Cemig, Luiz Fernando Rolla, afirmou que acredita que não há neste momento a necessidade de geradoras serem socorridas pelo governo federal, assim como tem ocorrido com as distribuidoras de energia. A possibilidade tem sido defendida por representantes de geradoras que se encontram diante da necessidade de contratar energia no mercado para honrar compromissos.

As sisderúrgicas também registram perdas. O Goldman Sachs cortou a recomendação para os papéis da Usiminas (USIM5), fazendo as ações caírem cerca de 1%, enquanto reiterou venda para a CSN (CSNA3), fazendo as suas ações registrando baixa por volta de 3%.

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As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 BRPR3 BR PROPERT ON 14,69 -4,49
 MRFG3 MARFRIG ON 6,68 -4,16
 PETR4 PETROBRAS PN 20,22 -3,94
 ELET3 ELETROBRAS ON 6,61 -3,36
 MRVE3 MRV ON 7,59 -3,31

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 FIBR3 FIBRIA ON 21,75 +4,02
 GOLL4 GOL PN N2 14,02 +2,86
 ALLL3 ALL AMER LAT ON 8,55 +2,03
 SUZB5 SUZANO PAPEL PNA 8,36 +1,83
 SANB11 SANTANDER BR UNT N2 15,15 +0,60
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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.