Tempo Real

Petrobras ameniza após desabar 8% com petróleo; BB cai e Vale salta 3%

Acompanhe os principais destaques de ações da Bovespa nesta segunda-feira

12h02: Siderúrgicas
Rumores da notícia sobre aumento dos preços de aço no Brasil continuam e devem continuar trazendo “momentum” favorável ao setor, comentaram analistas do BTG Pactual. Hoje, esses papéis operam entre ganhos e perdas: Usiminas (USIM5, R$ 2,15, +2,38%) e CSN (CSNA3, R$ 12,45, +4,45%) sobem, enquanto Gerdau (GGBR4, R$ 7,79, -0,76%) recua. Ontem, a SBB reportou que os produtores de aço estão pedindo aumento de 10% a 12%, a partir de 1° de maio para o setor industrial. Vale lembrar que nos últimos dias, anunciaram aumento de preço na cadeia de distribuição. Os preços domésticos continuam negociando a um desconto da paridade de importação de cerca de 15%.

Segundo analistas do BTG, esses aumentos de preço não estão contemplados nos seus números para as empresas e podem gerar upside (potencial de alta) se implementado. Eles reiteraram a Gerdau como sua top pick.

No radar do setor, a Usiminas informou nesta manhã que foi aprovado pela AGE (Assembleia Geral Extraordinária) o aumento de capital social da companhia de R$ 1 bilhão. A companhia vai emitir 200 mil ações a R$ 5,00. A Nippon Steel vai subscrever até R$ 1 bilhão, de acordo com o comunicado. 

A capitalização é a principal exigência do credores da Usiminas para fazer uma rolagem da sua dívida – quase R$ 6 bilhões até o fim de 2018.

11h40: Nova carteira do Ibovespa
A BM&FBovespa divulgou nesta manhã sua segunda prévia da nova carteira do Ibovespa, que vai vigorar a partir de maio. A nova composição segue sem as ações da Oi (OIBR4, R$ 0,95, -4,04%) e Cia Hering (HGTX3, R$ 15,53, +1,64%), perfazendo um total de 59 ativos no benchmark frente 61 atualmente. A última prévia e definitiva será divulgada no último pregão do mês.  

11h36: JBS (JBSS3, R$ 9,54, -1,14%)
As ações da JBS retomam baixa nesta sessão. O Santander removeu as ações da JBS da sua carteira recomendada, enquanto adicionou Banco do Brasil (BBAS3) e Copel (CPLE6). O banco elevou estimativa para Ibovespa no fim de 2016 para 61.000 pontos. 

11h14: Vale (VALE3, R$ 19,05, +2,42%; VALE5, R$ 14,48, +1,33%)
As ações da Vale viraram para alta nesta sessão, após as preferenciais caírem 2,45% na mínima do dia. Os papéis acompanham o movimento do minério de ferro, que subiu 4,17% no mercado à vista na China, para US$ 59,90 por tonelada no porto de Tianjin, seguindo a alta do aço, que foi apoiado por uma demanda sazonal firme que elevou as margens de produtores e impulsionou o apetite pela matéria-prima. Uma série de dados recentes que mostram estabilização na economia da China também estimulou a alta dos preços.

Apesar da alta, analistas do Citi escreveram hoje que os ganhos podem ser revertidos em queda no segundo semestre deste ano. No primeiro trimestre, a commodity subiu 23% na China. 

10h59: Bancos 
As ações dos bancos seguem a queda do mercado e operam no negativo hoje, com Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,49, -0,93%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,68, -0,79%) entre as maiores quedas do setor. As ações do Bradesco (BBDC4, R$ 26,24, +0,12%) registravam leves ganhos.  

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10h58: Petrobras (PETR3, R$ 11,59, -2,68%; PETR4, R$ 9,26, -4,44%)
As ações da Petrobras desabaram até 8% nesta manhã, pressionadas pela derrocada do petróleo no mercado internacional. Lá fora, o petróleo Brent registrava queda de 4,32%, a US$ 41,24 o barril, após produtores de petróleo não conseguirem acordo para congelar produção. A reunião entre os produtores de petróleo em Doha terminou sem acordo para congelar a produção. A proposta debatida era o congelamento da produção no nível de janeiro, com intuito de segurar as quedas dos preços ao limitar a oferta. O governo da Arábia Saudita sinalizou publicamente que não irá considerar um congelamento sem o Irã.

“Uma nova gestão para Petrobras não deve mudar as operações da companhia tão rapidamente. O que importa principalmente para investidores agora é a viabilidade financeira da empresa, o que depende do petróleo”, disse Adeodato Volpi Netto, chefe de mercados financeiros da Eleven Financial Research. 

Em relatório, analistas do Bank of America Merrill Lynch disseram que a Petrobras poderá acelerar desalavancagem se real se fortalecer e preços domésticos de gasolina e diesel ficarem inalterados. A estatal vende atualmente gasolina/diesel com prêmio de 29%/53% em relação ao preço dos EUA. Se real se valorizar para R$ 3,00/dólar, prêmio subirá para 52% na gasolina e 80% no diesel, avaliam. O banco elevou o preço-alvo de PETR3 de R$ 12,40 para R$ 14,40. 

10h21: Cetip (CTIP3, R$ 41,29, -0,15%) e BM&FBovespa (BVMF3, R$ 16,77, -1,99%)
Os conselhos de administração da BM&FBovespa e da Cetip aprovaram na sexta-feira, dia 15, em reuniões extraordinárias, a fusão entre as companhias, por meio da incorporação de ações da Cetip pela Companhia São José Holding, seguida da incorporação São José pela BM&FBovespa. Além disso, os colegiados das empresas deram aval à convocação de assembleia geral extraordinária (AGE) para que os acionistas de ambas as companhias deliberem sobre o assunto. 

O encontro foi agendado para o dia 20 de maio, a partir das 15 horas, na sede da BM&FBovespa, no centro de São Paulo. 

Na assembleia, os acionistas discutirão o investimento de R$ 9.257.820.000,00 da BM&FBovespa na subscrição e incorporação das ações da Cetip na São José Holding; o protocolo e justificação da fusão; a ratificação da nomeação da consultoria Apsis como responsável pela elaboração do laudo de avaliação a valor contábil do patrimônio líquido da São José. Além disso, eles vão avaliar o documento formulado pela consultoria e aprovar todos os processos para a efetivação da conclusão do negócio e reorganização societária.

10h17: Exportadoras
As ações das exportadoras sobem nesta sessão, em meio à alta do dólar frente ao real. Os papéis da Klabin (KLBN11, R$ 16,52, +1,35%), Fibria (FIBR3, R$ 31,51, +1,25%) e Suzano (SUZB5, R$ 12,62, +0,80%) – ambas do setor de papel e celulose – apareciam entre as maiores altas do Ibovespa, beneficiadas pela alta de 2,05% do dólar frente ao real, que era cotado neste momento a R$ 3,5965 na venda.

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