Petrobras: alta das reservas provadas em 2025 sustenta avaliação positiva para ações

Estatal disse que reservas provadas fecharam 2025 em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás)

Felipe Moreira

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Reuters
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A Petrobras (PETR3;PETR4) informou nesta quarta-feira que suas reservas provadas fecharam 2025 em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), versus 11,4 bilhões de boe em 2024.

A estatal adicionou aproximadamente 1,7 bilhão de boe em 2025, resultando em uma robusta taxa de reposição de reservas (RRR, na sigla em inglês) de 175%. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho dos campos de Búzios, Tupi, Itapu e Mero, na Bacia de Santos, pelo avanço no desenvolvimento dos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, em águas profundas da Bacia Sergipe-Alagoas, além de novos poços nos campos de Búzios, Tupi, Marlim Sul e Jubarte, nas bacias de Santos e Campos.

O JPMorgan vê esse conjunto de resultados de forma positiva e reiterou sua recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para a estatal, com preço-alvo de R$ 44.

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Mesmo após a produção recorde em 2025, o Morgan Stanley afirma que a vida útil das reservas, de 12,5 anos, permanece atrativa, com as adições sendo impulsionadas principalmente pelos principais ativos da Bacia de Santos.

O Morgan Stanley manteve classificação equivalente à compra, com preço-alvo de US$ 17 por ADR (recibo de ações negociadas nos EUA).

A Genial Investimentos também avalia o evento como positivo para tese da Petrobras, uma vez que os números reforçam não apenas a qualidade do portfólio da empresa mas também a sua capacidade de conseguir repor as suas reservas mesmo em um ano que a empresa atingiu produção recorde.

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“Esse ano, a empresa entregou um fator de reposição de 175% (ou seja, aumentaram as reservas provadas da empresa)”, pontua a Genial. Ainda de acordo com o fato relevante, o preço do petróleo teve baixo impacto nas reservas da empresa, mostrando os benefícios dos projetos possuírem baixos custo de extração e, consequentemente, reduzindo a necessidade de write-offs dos ativos da empresa.

A Genial Investimentos reiterou recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 44.