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Petrobras afunda 5%; Vale, bancos e siderúrgicas voltam a cair forte

Confira a atualização dos principais destaques da Bovespa nesta terça-feira

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11h34: Frigoríficos
As ações dos frigoríficos sobem forte hoje com a visita ao Brasil do primeiro-ministro da China, Li Keqiang. A expectativa é que os países assinem acordos para retirar a proibição da exportação da carne bovina brasileira à China, comentou o analista independente Pedro Galdi, apesar de ressaltar que os volumes contratados ainda são desconhecidos. Na Bolsa, as ações da JBS (JBSS3, R$ 16,47, +1,73%) e Marfrig (MRFG3, R$ 4,13, +2,23%) aparecem entre as maiores altas do Ibovespa hoje.   

11h21: Ecorodovias (ECOR3, R$ 7,99, -3,73%)
As ações da Ecorodovias desabam após a companhia comunicar que a BRZ Investimentos, gestora da Logística Brasil, exerceu direito de opção de venda da totalidade de suas ações detidas pela Logística Brasil na Elog, o que fará com que 100% do capital desta última passe a ser detido pela Ecorodovias. A Logística Brasil tinha 20% do capital social votante e total da Elog. 

O motivo da queda é por conta do valor pago pela operação, de R$ 214 milhões. Segundo cálculos do Brasil Plural, essa fatia vale apenas R$ 11,2 milhões, o que significa que houve destruição de valor R$ 202,8 milhões, ou R$ 0,40 por ação. 

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Também no radar, o JPMorgan revisou suas estimativas para as empresas de concessões rodoviárias, mas não mudou nenhuma recomendação. Entretanto, o preço-alvo das ações da CCR (CCRO3, R$ 15,54, +0,78%) passou de R$ 17,00 para R$ 16,50, enquanto o da Ecorodovias foi de R$ 10,50 para R$ 10,00. 

11h07: Copel (CPLE6, R$ 34,77, +1,61%)
As ações da Copel sobem com potencial venda das ações ordinárias e maiores dividendos. Uma notícia do Valor hoje mostrou que o Secretário da Fazenda do Paraná considera vender parte das ações que o Estado tem na Copel e na Sanepar para ajudar as finanças e, potencialmente, maximizar os dividendos das duas companhias. A preço de hoje, a participação do Estado nas ações ONs da Copel valem R$ 290 milhões. Para o Credit Suisse, o discurso de maximização de dividendos pode ajudar o desempenho do papel no curto prazo, já que esse costuma ser um driver relevante.

10h49: Bancos 
As ações dos bancos voltam a cair forte hoje diante da possibilidade de aumento da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de 15% para 17%, conforme noticiado ontem e que provocou o recuo desses papéis na segunda-feira. Nesta sessão, os papéis de todos os grandes bancos listados na Bovespa caem: Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 37,32, -0,98%), Bradesco (BBDC3, R$ 28,94, -1,06%; BBDC4, R$ 31,12, -1,17%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 25,70, -1,31%). 

Em relatório de hoje, o BTG Pactual comenta que segue cauteloso com o setor depois que o Banco Central publicou pesquisa com condições de crédito, mostrando que o primeiro trimestre foi mais fraco do que o esperado e com leitura de que o segundo trimestre pode mostrar deterioração. “Com o cenário desafiador, esperamos que crescimento de crédito desacelere (possivelmente para menos de 10% ao final do ano), uma vez que principais bancos privados tem reduzido expectativas de PIB para o ano (de forma que não devem ter apetite para acelerar crescimento) e bancos públicos estão desacelerando”, comentaram os analistas.  

10h47: Petrobras (PETR3, R$ 13,94, -4,99%; PETR4, R$ 13,14, -4,64%)
As ações da Petrobras desabam novamente em meio a notícias de que a companhia pode ter que compensar o Tesouro em até R$ 20 bilhões. O valor ainda está sendo negociado e deve ser fechado no início do ano que vem, disse um fonte com conhecimento no assunto à Bloomberg. O movimento negativo dá sequência à reação do mercado quanto ao resultado do primeiro trimestre, que, embora o lucro tenha vindo acima do esperado, as expectativas para o futuro ainda seguem cautelosas.

Além disso, no noticiário da petrolífera, a Petrobras é alvo em novas ações na Justiça dos Estados. Mais um grupo de fundos americanos entrou com processo contra a estatal na Corte de Nova York, alegando que o esquema de corrupção na empresa provocou prejuízos de milhões de dólares.   

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10h25: Usiminas (USIM5, R$ 5,29, -2,94%)
A companhia anunciou ontem à noite que está desligando altos fornos em Cubatão e Ipatinga, que representam 18% da capacidade anualizada. Segundo o BTG Pactual, a notícia é ruim, mas não chega a ser uma grande surpresa, dado que os números da demanda seguem fracos (em abril a demanda caiu 17% na comparação anual, enquanto os estoques subiram). Entretanto, os analistas ressaltam que o papel tem performado bem e não é esperado nenhuma recuperação rápida. Para eles, a ação deve sofrer no curto prazo.

Além da Usiminas, as demais siderúrgicas caem forte na Bolsa hoje: CSN (CSNA3, R$ 7,39, -2,77%), Gerdau (GGBR4, R$ 9,67, -1,12%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 8,75, -0,91%). No radar do setor, ontem a INDA divulgou dados mais fracos do que o esperado para o mês de abril referentes a aços planos – usados pelos Usiminas e CSN -, reforçando visão negativa para essas duas empresas, disse o Credit.

10h15: Vale (VALE3, R$ 20,00, -1,09%; VALE5, R$ 16,71, -1,47%)
As ações da Vale seguem em queda em dia negativo no mercado doméstico e em meio à queda do minério de ferro lá fora. A commodity negociada na China caía mais de 3% hoje. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 10,95, -1,62%), holding que detém participação na mineradora. Para o BTG Pactual, a correção dos preços do minério de ferro, passado o rali recente, é justa, já que os fundamentos não sustentam preços mais altos. “Mercado segue com oferta aquecida e, apesar da volatilidade recente, seguimos cautelosos com a Vale”, comentaram os analistas.

Lá fora, as ações de sua concorrente BHP também caíam forte entre queda do minério e após ter sua recomendação rebaixada pela HSBC.  

10h08: OdontoPrev (ODPV3, R$ 11,15, -2,53%)
A companhia foi incluída na lista de empresas cuja venda de planos foi suspensa pela ANS. Estão suspensos 17 dentre os 387 plano de saúde odontológicos ativos que compõem o portfólio da companhia. A empresa disse que tomará medidas necessárias para preservar clientes. A suspensão começará no próximo dia 20 de maio e não resultará em qualquer prejuízo no atendimento aos beneficiários dos planos suspensos, nem faturamento regular dos contratos em vigor e nos demais produtos da companhia. Segundo a Guide Investimentos, a notícia poderá impactar negativamente as ações no curto prazo, mas logo a suspensão deve ser revista.