Petrobras afunda 3%, Vale lidera alta, Even sobe com renúncia e Tereos dispara 7%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira

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SÃO PAULO – O Ibovespa voltou a cair nesta quarta-feira (21) com a piora das ações da Petrobras, que foram penalizadas pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional e fala sobre inviabilidade do pré-sal, enquanto as ações da Vale fecharam na direção oposta, dando sustentação ao índice, para evitar uma queda ainda mais robusta. Os papéis dos bancos também fecharam em queda.

Entre os maiores ganhos do índice ficaram as ações da Gerdau, que registraram sua primeira alta depois de três pregões no negativo, em meio à notícia de que suas controladas tomaram um empréstimo de US$ 1 bilhão.

Fora do Ibovespa, chamaram atenção os papéis da Tereos, que subiram forte em meio à expectativa sobre aumento da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) da gasolina, o que favoreceria o setor sucroalcooleiro.

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira:

Petrobras  (PETR3, R$ 9,49, -3,16%; PETR4, R$ 7,75, -3,73%)
O dia foi de queda para as ações da Petrobras, em uma nova sessão de baixa para o preço do petróleo, com o contrato futuro do brent para dezembro em baixa de 1,56%, a US$ 47,95 o barril. 

Vale ressaltar que o presidente da PPSA, que representa a União nos contratos do pré-sal, Oswaldo Pedrosa, avalia que o preço atual do petróleo torna o pré-sal, explorado pela Petrobras, inviável.

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Para ele, o preço de equilíbrio seria de US$ 55 o barril para a rentabilidade em projetos de produção em águas profundas. Em queda acentuada desde o último ano, os preços internacionais de petróleo têm sido negociados abaixo deste valor – na terça-feira, 20, a cotação ficou abaixo de US$ 49.

Vale (VALE3, R$ 18,09, +2,73%; VALE5, R$ 14,74, +2,72%)
As ações da Vale registraram alta nesta sessão, em um dia de leve queda para o preço do minério de ferro, que caiu em 0,26% em Qingdao, a US$ 52,79 a tonelada. O mercado segue na expectativa pela divulgação de resultados da companhia referentes ao terceiro trimestre, que ocorrerá amanhã antes da abertura do pregão. 

Siderúrgicas
As ações das siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 6,23, +2,64%) subiram hoje com a notícia sobre empréstimo bilionário para suas controladas, ofuscando mais dados fracos sobre o setor. Nesta sessão, CSN (CSNA3, R$ 4,68, -2,50%) e Usiminas (USIM5, R$ 3,03, -2,57%) fecharam com fortes quedas.

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A WSD (Worldsteel Association) divulgou a produção de aço bruto no mundo de setembro, com queda de 3,7% em relação ao mesmo mês do ano passado e 1% contra agosto. A produção ficou em 131 milhões de toneladas no mês, com destaque para a China que produziu 66 milhões de toneladas (50,5% da produção mundial) e mostrou queda de 3% em relação a setembro de 2014 e -1,2% sobre agosto.

Ainda do lado negativo, o BTG Pactual cortou entre 50% a 60% suas projeções para a Usiminas, levando a uma redução de 40% no preço-alvo da ação, que foi para R$ 3,00. Eles comentam que viram nos últimos meses os resultados da companhia se deteriorar substancialmente e o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) agora parece estar no vermelho, o que levanta preocupação quanto ao balanço no médio prazo. 

Tereos
As ações do Tereos (TERI3, R$ 0,59, +7,27%), do setor sucroalcooleiro, chegaram a disparar 17,6% na máxima do dia, mas amenizam os ganhos, em meio às expectativas sobre o aumento da Cide. Ontem, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou que, mesmo ressaltando que a prioridade é a aprovação da volta da CPMF no Congresso, o Executivo poderá lançar mão de alternativas de arrecadação como a Cide combustíveis para manter o programa Bolsa Família.

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Se confirmada, a notícia tende a ser positiva para Cosan (CSAN3, R$ 23,04, -1,37%), São Martinho (SMTO3, R$ 44,50, +2,77%) e Tereos (TERI3), que se beneficiarão da alta da gasolina e maior preço do etanol, consequentemente, comentou a XP Investimentos. Com exceção da Tereos, que dispara, as demais ações recuam na Bolsa hoje. Vale mencionar, no entanto, que o papel é o que mais tende a ter fortes oscilações com rumores dado seu baixo valor de face. A alta de 7,27 de hoje corresponde a apenas um ganho de R$ 0,04 frente ao fechamento de ontem. 

Energias do Brasil (ENBR3, R$ 11,50, -4,17%)
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou revisão tarifária da Energias do Brasil. O efeito médio percebido pelos consumidores será de 16,14%. 

Elétricas
Depois de abertura positiva, com as ações do setor elétrico dando sequência à forte alta da véspera, alguns papéis inverteram o movimento nesta tarde enquanto outros apenas amenizaram os ganhos: Cemig (CMIG4, R$ 7,66, +1,32%), Cesp (CESP6, R$ 16,37, -1,80%) e CPFL Energia (CPFE3, R$ 15,34, +0,46%). 

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Investidores se mostravam otimistas com a participação das empresas no leilão de concessões de 29 hidrelétricas já existentes, previsto para 6 de novembro. A expectativa é de que o governo flexibilize as condições do leilão, o que permitiria a empresas como Cesp, Cemig e CPFL participem para repor ativo de geração – perdidas recentemente com a revisão do modelo do setor elétrico. 

Já a Aneel aprovou ontem a renovação por mais 30 anos das concessões de distribuidoras de energia que venceriam entre 2015 e 2017, favorecendo as distribuidoras da Eletrobras (ELET3, R$ 5,00, -3,66%; ELET6, R$ 9,81, -2,49%), Cemig, Copel, Celesc, CEEE, CEB, Energisa e CPFL. 

Even (EVEN3, R$ 3,90, +3,17%)
As ações da Even subiram hoje com a renúncia de seu presidente, Carlos Eduardo Terepins. Dany Muszkat e João Eduardo Azevedo serão presidentes interinos da companhia.  

Segundo a coluna Mercados, da Veja, a saída de Terepins está relacionada à investida do fundo Melpar, administrado pela Nova Milano (family office da Grendende). O fundo teria investido mais de 25% na companhia de maio para cá, tornando-se, de longe, o maior acionista da incorporadora e sinalizando que queria a saída de Terepins, fundador e CEO da empresa. 

A coluna aponta que, apesar da face pública da Nova Milano, outros cotistas do Melpar, também teriam o mesmo interesse. A lista inclui a família Zaffari, donas da rede de supermercados gaúcha de mesmo nome; e os irmãos Helio e Salo Seibel, proprietários da Leroy Merlin no Brasil e acionistas relevantes da Duratex; a família Vidigal, herdeiros do banqueiro do Mercantil Finasa, Gastão Eduardo de Bueno Vidigal; e a família Gazzola, que vendeu a empresa de refeições corporativas Puras ao grupo francês Sodexo em 2011.

Semana que vem haverá nova assembleia de acionistas para eleger um conselho novo. O BTG Pactual acredita que a Nova Milano deve atingir maioria no conselho, assim como o Dany Muskat (CFO) e João Silva (COO) devem ser ratificados como co-CEOs da companhia. “Por enquanto é cedo para ter uma leitura clara das intenções de Nova Milano (estratégia e gestão)”, comentaram os analistas do banco.

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