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SÃO PAULO – O valor dos combustíveis derivados do petróleo podem ser reajustados, caso o preço do óleo continue no patamar atual. A afirmação é do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.
Em março, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, havia afirmado que o governo não pretendia reajustar o preço da gasolina nas refinarias. De acordo com ele, o governo resistiria o máximo possível antes de tomar qualquer medida. “A Petrobras pode ter interesse num preço maior, mas o governo, com certeza, não tem”, afirmou o ministro na ocasião.
Oriente Médio
Na época, o ministro também havia afirmado que, provavelmente, o Brasil não seria atingido pela alta mundial do petróleo e que o preço dos combustíveis no País deveria permanecer inalterado.
Lobão afirmou na ocasião que o País ficaria imune à alta mundial da commodity pelo fato de ser quase autossuficiente na produção de petróleo. A mesma coisa afirmou o presidente da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), Paulo Miranda Soares, na terça-feira (5).
De acordo com Soares, a alta no preço dos combustíveis no Brasil nos últimos meses não teve influência da crise no Oriente Médio. “O preço do barril de petróleo está subindo, já está em US$ 108, mas não teve influência no preço que a Petrobras realiza no mercado interno. Esta subida na gasolina se dá exclusivamente em função da produção do álcool, que não está atendendo a demanda”.