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As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) chegaram a subir cerca de 2% após a divulgação de dividendos fortes de R$ 17,4 bilhões e lucro quase dobrando a R$ 52,44 bilhões. Contudo, os ativos amenizaram os ganhos rapidamente, com PETR3 caindo 0,38%, a R$ 47,13, e PETR4 em baixa de 0,36%, a R$ 41,98. Mais tarde, às 14h20, os papéis PETR3 tinham queda de 2,83%, a R$ 45,97, e PETR4 desvalorizava 2,44%, a R$ 41,10.
Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o movimento das ações indica que o balanço foi positivo, mas não trouxe surpresa suficiente para sustentar a alta da abertura. “Vale ressaltar que parte relevante desse desempenho já estava precificada, porque o mercado conhecia a produção recorde e sabia que a alta do petróleo durante o conflito no Oriente Médio favoreceria o trimestre”, avalia.
Além disso, depois da reação inicial aos números, os investidores passaram a olhar a principalmente para a sustentabilidade desse resultado. O lucro foi beneficiado por um cenário excepcional para o petróleo, enquanto o caixa operacional sofreu com R$ 9,7 bilhões ainda não recebidos em subsídios aos combustíveis. Também pesaram o custo de R$ 4,9 bilhões com a tributação das exportações e o aumento dos investimentos.
“Na minha visão a oscilação entre leves perdas e ganhos não indica que o balanço foi ruim, reflete o equilíbrio entre resultados operacionais muito fortes e dúvidas sobre petróleo, conversão do lucro em caixa, interferência governamental e espaço para manutenção dos dividendos nos próximos trimestres”, conclui.
Na visão de Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, apesar de reportar bons resultados e informar o pagamento de bons dividendos, as ações da petroleira vinham de uma alta de quase 15% no mês de julho. “Acredito que o movimento de hoje retrate um pouco os investidores realizando parte deste lucro do mês passado”, aponta.
Com R$52,4 bilhões apurados entre abril e junho, a estatal alcançou o terceiro maior lucro líquido trimestral de sua história. O montante ficou também acima da expectativa de R$44,7 bilhões apontada por pesquisa da LSEG junto a analistas do setor.
Segundo a Petrobras, o resultado refletiu o aumento da produção, apoiado pelo avanço do ramp-up de sistemas de produção e pela entrada em operação da plataforma P-79 no campo de Búzios, além do maior preço médio do petróleo Brent, que subiu para US$104,52 por barril no trimestre, ante US$67,82 um ano antes.
Os preços da commodity cresceram diante da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que teve início no fim de fevereiro e restringiu parte da oferta de petróleo global.
A companhia elevou a produção de petróleo no Brasil em 15,2% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para um recorde de 2,69 milhões de barris por dia (bpd) no país, conforme já havia reportado na semana passada.
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“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, afirmou o diretor financeiro, Fernando Melgarejo, no relatório.
Na visão da XP, a Petrobras divulgou resultados fortes no 2T26 e dividendos acima das suas estimativas e do consenso. O EBITDA ajustado de US$ 19,0 bilhões (incluindo -US$ 965 milhões em despesas com o imposto sobre as exportações de petróleo) superou a estimativa da casa em +7,8% e o consenso em +5,7%.
(com Reuters)
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