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As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) chegaram a subir cerca de 2% após a divulgação de dividendos fortes de R$ 17,4 bilhões e lucro quase dobrando a R$ 52,44 bilhões. Contudo, os ativos amenizaram os ganhos rapidamente, zerando logo após a abertura e fechando em forte queda, com PETR3 em baixa de 3,42% (R$ 45,69) e PETR4 caindo 2,99% (R$ 40,86).
Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, a indicação da Petrobras de que é muito improvável o pagamento de dividendos extraordinários neste ano pesou negativamente.
Já para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o movimento das ações indica que o balanço foi positivo, mas não trouxe surpresa suficiente para sustentar a alta da abertura. “Vale ressaltar que parte relevante desse desempenho já estava precificada, porque o mercado conhecia a produção recorde e sabia que a alta do petróleo durante o conflito no Oriente Médio favoreceria o trimestre”, avalia.
Além disso, depois da reação inicial aos números, os investidores passaram a olhar a principalmente para a sustentabilidade desse resultado. O lucro foi beneficiado por um cenário excepcional para o petróleo, enquanto o caixa operacional sofreu com R$ 9,7 bilhões ainda não recebidos em subsídios aos combustíveis. Também pesaram o custo de R$ 4,9 bilhões com a tributação das exportações e o aumento dos investimentos.
“Na minha visão, o movimento reflete o equilíbrio entre resultados operacionais muito fortes e dúvidas sobre petróleo, conversão do lucro em caixa, interferência governamental e espaço para manutenção dos dividendos nos próximos trimestres”, conclui.
Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, aponta que, apesar de reportar bons resultados e informar o pagamento de bons dividendos, as ações da petroleira vinham de uma alta de quase 15% no mês de julho. “Acredito que o movimento de hoje retrate um pouco os investidores realizando parte deste lucro do mês passado”, aponta.
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Com R$52,4 bilhões apurados entre abril e junho, a estatal alcançou o terceiro maior lucro líquido trimestral de sua história. O montante ficou também acima da expectativa de R$44,7 bilhões apontada por pesquisa da LSEG junto a analistas do setor.
Segundo a Petrobras, o resultado refletiu o aumento da produção, apoiado pelo avanço do ramp-up de sistemas de produção e pela entrada em operação da plataforma P-79 no campo de Búzios, além do maior preço médio do petróleo Brent, que subiu para US$104,52 por barril no trimestre, ante US$67,82 um ano antes.
Os preços da commodity cresceram diante da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que teve início no fim de fevereiro e restringiu parte da oferta de petróleo global.
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A companhia elevou a produção de petróleo no Brasil em 15,2% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para um recorde de 2,69 milhões de barris por dia (bpd) no país, conforme já havia reportado na semana passada.

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“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, afirmou o diretor financeiro, Fernando Melgarejo, no relatório.
Além disso, a sessão para o mercado brasileiro como um todo foi negativa e com sinais de saída de estrangeiros – que costumam investir no país por meio das blue chips como Petrobras.
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(com Reuters)