Petro e Eletrobras caem com risco de corte de rating; Fibria e Suzano sobem forte

Gafisa cai com confirmação da venda da Alphaville; outras imobiliárias seguem em movimento negativo, com destaque para Rossi, Brookfield e MRV

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SÃO PAULO – Após iniciar o dia com forte queda, pressionado pela notícia de que a Standard&Poor’s revisou a perspectiva para o rating do Brasil para negativa, o Ibovespa ameniza perdas nesta sexta-feira (7). Dessa forma, o índice brasileiro, que chegou a cair 1,62% na sua mínima do dia, a 52.029 pontos, opera com queda de 0,71%, a 52.516 pontos, segundo cotação das 12h38 (horário de Brasília).

Além do corte para Brasil, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s também revisou a perspectiva das notas de crédito da Petrobras (PETR3, 1,27%, R$ 17,89; PETR4, -1,85%, R$ 19,10) e Eletrobras (ELET3, -4,08%, R$ 5,17; ELET6, -4,53%, R$ 9,07) para negativa.

Chama atenção as ações da Gafisa (GFSA3), que registram queda de 4,42%, a R$ 3,89, após subirem 4,91%, a R$ 4,27, no início do pregão. 

A subida dos papéis da construtora nos primeiros minutos de negociação havia sido amparada pela confirmação da venda da Alphaville para o fundos de private equity Blackstone e Pátria Investimentos por R$ 1,4 bilhão. 

Na véspera, os papéis dispararam no final do pregão e fecharam em alta de 5,44%, a R$ 4,07, em meio aos rumores de que o negócio estaria perto de ser fechado.

Imobiliárias e elétricas caem forte
O dia também mostra-se bem negativo para outras ações do setor imobiliário e elétrico, que continuam movimento de queda visto nos últimos dias.

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Os papéis da Rossi (RSID3), Brookfield (BISA3) e MRV Engenharia (MRVE3) registram desvalorização de 3,93%, 2,81% e 2,0%, respectivamente, a R$ 3,42, R$ 1,73 e R$ 6,37. Nos últimos oito dias, esses papéis acumulam queda de 14,19%, 16,22% e 19,37%, nesta ordem.  

Entre as elétricas, destaque para os papéis da Light (LIGT3, -2,02%, R$ 17,47), Cesp (CESP6, -1,93%, R$ 20,35) e Cemig (CMIG4, -1,88%, R$ 20,87).

Fibria e Suzano seguem em alta
Já as ações da Fibria (FIBR3) lideram os ganhos do Ibovespa, com valorização de 3,11%, a R$ 24,54. Também no setor de papel e celulose, os papéis da Suzano (SUZB5) sobem 2,34%, a R$ 7,88.  

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A disparada do dólar no último mês tem ajudado a impulsionar os papéis dessas companhias, que registram alta de 17,68% e 9,14%, respectivamente, desde o início de maio. Segundo o Bank of America Merrill Lynch, cada R$ 0,10 de depreciação do real, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) estimado da Suzano para 2014 sobe 11%, e o da Fibria, 9%.