Publicidade
As ações da Petrobras operavam em forte alta nesta terça-feira (1º), avançando mais de 3% na B3, em meio à disparada dos preços internacionais do petróleo. O movimento acontece em reação à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que elevou os temores sobre possíveis impactos na oferta global da commodity.
No fim da sessão, PETR4 avanço 4,11%, a R$ 46,87, enquanto PETR3 sobe 4,14%, a R$ 52,37. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em alta de 5,2% (US$ 4,46), a US$ 90,22 por barril.
O petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 4,6% (US$ 4,16), a US$ 94,65 por barril.
A valorização do petróleo tende a beneficiar empresas produtoras como a Petrobras, uma vez que preços mais altos da commodity costumam melhorar as perspectivas de geração de caixa e rentabilidade da companhia. Por isso, os papéis da estatal passaram a liderar os ganhos do Ibovespa ao longo do pregão.
A busca por ativos ligados ao setor de petróleo ganhou força após relatos de que um navio-tanque foi atingido por três projéteis enquanto atravessava o Estreito de Hormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo. O incidente aumentou a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fluxo da commodity.
Os preços avançaram ainda mais depois que as Forças Armadas dos Estados Unidos informaram o início de ataques contra alvos da Guarda Revolucionária do Irã. Segundo o Comando Central americano, a ação ocorreu após tentativas recentes de ataques contra navios comerciais e militares norte-americanos na região.
Continua depois da publicidade
A escalada militar é resultado de uma sequência de confrontos registrados nos últimos dias. Na segunda-feira, o Irã lançou ataques contra duas bases americanas localizadas na Jordânia, em resposta à ofensiva dos EUA contra a Ilha de Larak, realizada no domingo.
As autoridades americanas afirmam que os alvos iranianos teriam ligação com planos para lançar foguetes carregados com minas marítimas no Estreito de Ormuz. A região concentra uma parcela significativa do comércio global de petróleo e qualquer ameaça à navegação costuma provocar fortes reações nos mercados de energia.
