SUÍNOS

Peste suína na China deve impulsionar exportação de carne suína do Brasil

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O Brasil deve aumentar suas exportações de carne suína em 2019 em 12%, para 720.000t, em meio ao surto de peste suína africana na China, aumento dos embarques para a Rússia e uma taxa de câmbio atrativa para as vendas brasileiras.

Entre janeiro-julho deste ano, o Brasil já exportou quase 20% mais carne suína em comparação a igual período de 2018, com a China assumindo a primeira posição entre os principais destinos das vendas brasileiras, informou hoje a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

“O principal ‘driver’ de todos os eventos é a peste suína, que está causando disrupção na oferta global “, disse o diretor executivo da ABPA, Ricardo Santin, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

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A China tem lidado com diversos casos de peste suína africana desde agosto de 2018. De acordo com algumas previsões, o rebanho de suínos no país pode diminuir 30% por causa da doença, levando a nação asiática a buscar fornecedores no exterior para atender sua demanda doméstica.

A Rússia, no fim de 2018, retomou suas compras de carne suína brasileira após um embargo de quase um ano. O país deve ser o terceiro principal destino da carne suína brasileira neste ano, atrás de China e Hong Kong.

Uma taxa de câmbio atrativa, preços de ração viáveis e um mercado interno estável também estão apoiando a indústria suína brasileira, bem como a indústria avícola do país.

A ABPA espera um aumento de até 5% nos embarques de carne de frango em 2019, atingindo 4,3 milhões de t. China, Arábia Saudita e Japão tendem a ser os principais compradores.

Nos primeiros sete meses de 2019 o Brasil exportou 2,4 milhões de t de carne de frango, 5,8% acima do ano anterior.

O Brasil deverá produzir 4,1 milhões de t de carne suína neste ano, um aumento de 2,5% na comparação anual, e 13 milhões de carne de frango, alta de 1% em relação a 2018, disse a ABPA.